No
dia 23 de Março de 2012, realizaram-se atividades práticas e de divulgação
científica, relativas às áreas curriculares de Matemática, Ciências
Físico-Químicas e Ciências Naturais, envolvendo diretamente os professores do
Departamento de Matemática e Ciências Experimentais. Estas atividades
envolveram os alunos do Agrupamento de Escolas de Santa Catarina, desde o
quarto ano do primeiro ciclo, segundo e terceiros ciclos, assim como os
respetivos professores titulares de turma e professores acompanhantes das
turmas.
Nas
diferentes salas em que decorreram as atividades, salas 8 e 16 (Laboratórios de
Matemática), sala 24 (Laboratório de Ciências Naturais) e sala 25 (Laboratório
de Ciências Físico-Químicas) estiveram disponíveis para os diferentes grupos de
alunos atividades práticas diversas.
Alguns
alunos da sala de multideficiência, acompanhados pela Professora Teresa Miguel,
como o João Rocha do 9º B e a Catarina Marques do 5º A puderam também vivenciar
algumas das atividades, como a realização da impressão digital com cristais de
iodo e a tentativa de adivinhar o sabor ácido, amargo, doce ou salgado dos
alimentos.
Assim,
nos laboratórios de Matemática, os alunos tiveram oportunidade de realizar
jogos geométricos como o Tangran e o Pentaminós, jogos de
estratégia/raciocínio, nomeadamente o Solitário, Quatro em Linha, Semáforo,
Konane, Ouri, Abalone, Hex, Rastros e Quarto, jogos de cálculo mental como o
SuperTmatik e também jogos de engenho. A realização dos jogos favoreceu o
trabalho cooperativo e contribuiu para o desenvolvimento de capacidades
matemáticas, pessoais e sociais. Os alunos tiveram possibilidade de aliar o
raciocínio, estratégia e reflexão com desafio e competição de uma forma lúdica
e muito rica. Todos eles tiveram oportunidade de experimentar jogos menos
“populares”, mas nem por isso menos interessantes e o balanço foi positivo, uma
vez que o empenho e a participação foram bastante satisfatórios. De salientar
apenas que os alunos do 9ºC se disponibilizaram para ajuda na limpeza e
arrumação do espaço, uma vez que foram a última turma a usufruir do mesmo.
No
laboratório de Ciências Físico-Químicas foram desenvolvidas, com a ajuda dos
alunos da turma 7ºC, as atividades: eletrólise da água, destilação do
vinho, lata colapsante, densidade de líquidos, calha sem atrito, eletroíman,
bola flutuante, células fotovoltaicas, condutividade elétrica de materiais
e ótica do olho humano. Estas atividades proporcionaram aos alunos visitantes,
e aos colaborantes, momentos de diversão, pesquisa, interpretação e
reconhecimento do caráter lúdico e divertido das ciências experimentais.
No laboratório de
Ciências Naturais os alunos tiveram a oportunidade de manusear o modelo
anatómico humano e o modelo de um vulcão. Nesta sala estiveram expostos
trabalhos elaborados pelos alunos do 8º C.
A
realização das impressões digitais, contou com o auxílio das alunas da turma 7º
B, Alexandra Constantino, nº 2 e Ana Rita, nº 5. Da mesma turma, também
colaborou a aluna Ana Luísa, nº 4, na atividade de identificação dos diferentes
tipos de sabores dos alimentos.
As
alunas Inês Gomes, n.º 15 e Marta Lopes, n.º 21 do 7º B, estiveram nas
atividades de microscopia, auxiliando os alunos na realização de preparações
temporárias da epiderme da cebola, observação da letra F ao microscópio ótico
composto e respetivas focagens das preparações. Também auxiliaram e
transmitiram informações sobre o material de observação à lupa: como líquenes,
soros e respetivos esporângios e esporos de fetos. Também foram observados à
lupa grãos de areia.
A
experiência “Como introduzir um ovo (cozido) num balão de vidro?” também teve
muito êxito, por ter suscitado muito interesse o facto de como um ovo cozido,
que apresenta dimensões superiores à abertura do balão, poder entrar no balão
sem que se desfaça. Os fósforos acesos ao serem deitados para o balão aquecem o
ar que se encontrava no interior deste. Como já sabemos, um gás quando é
aquecido passa a ocupar um volume maior do que o inicial. Quando o gás arrefece
contrai-se, passando a ocupar um volume inferior. A partir do momento em que
colocamos o ovo no gargalo do balão passamos a ter um sistema fechado. Ou seja,
quando o gás inicia a sua contração (arrefecimento), a pressão no interior do
balão baixa para níveis inferiores. Nesse instante, o ovo vai ser sugado para o
interior do balão para diminuir a diferença entre a pressão no exterior do
balão e no interior deste. Ou seja, o ovo vai ser obrigado a ocupar o espaço
deixado pelo gás que se contrai à medida que a temperatura baixa.

A
aluna Cristiana Fialho, n.º 8 e mais esporadicamente o aluno Filipe Rodrigues,
nº 11 da mesma turma, mostraram também alguma disponibilidade para fazer um
acompanhamento de outros alunos, especialmente os mais novos, como os do
primeiro e segundo ciclos.
No
final, as alunas acima citadas, prontificaram-se também para ajudar na
arrumação e limpeza da sala. O contributo destes alunos foi fundamental para
que as atividades decorressem com normalidade.
Os
professores envolvidos julgam poder afirmar que a generalidade dos alunos
apreciaram as atividades.