segunda-feira, 5 de março de 2012

CARNAVAL na Escola Básica de Santa Catarina


Como é já tradição no nosso agrupamento, comemorou-se o Carnaval. Este ano a temática incidiu sobre o “Ano Internacional do Morcego”. O tema levou os alunos a fazerem pesquisas e a construírem os seus disfarces com a ajuda dos professores de Expressão Artística e de Formação Cívica. O desfile teve lugar no dia 17 de Fevereiro, no pavilhão da escola básica de Santa Catarina e foi apreciado por um júri constituído por um aluno de cada ciclo, desde o primeiro ao terceiro ciclo, pela subdirectora do agrupamento, pela chefe dos serviços de administração escolar e pela coordenadora das bibliotecas escolares do agrupamento, que elegeu uma turma vencedora por ciclo de ensino. Foi uma tarefa difícil devido à criatividade demonstrada, mas saíram vencedoras as turmas do pré-escolar da EB de Santa Catarina, do 4.ºD, do 5.ºC, do 8.º C e do 9.ºA.
Este ano para abrilhantar a festa, a escola recebeu como convidada a cantora Rebeca, que se disponibilizou para o efeito e de uma forma muito simpática e agradável proporcionou uns momentos únicos aos nossos alunos, professores, funcionários e encarregados de educação que dançaram ao ritmo da sua música. Foi um dia muito divertido, um bom momento de partilha, imprescindível para se estreitarem laços de amizade e de convívio saudável entre todos. Deixamos aqui os nossos agradecimentos sinceros à Rebeca pela sua simpatia e votos de muito sucesso na sua carreira.







Comemorar o DIA DE S. VALENTIM


Para comemorar o Dia de S. Valentim, a Biblioteca Escolar, associou-se ao Projeto de Promoção e Educação para a Saúde e articulou as suas atividades com o Centro Social e Paroquial de Santa Catarina, no âmbito do projeto de estágio do curso de Animação Cultural e Educação Comunitária da nossa funcionária Ofélia Costa. A iniciativa contou, igualmente, com a colaboração dos educadores, professores do 1º ciclo, professores de Língua Portuguesa,  de Educação Musical e diretores de turma.
As atividades sugeridas, que tiveram como objetivo refletir sobre o amor e a importância dos afetos, envolveram os alunos do agrupamento, pais/encarregados de educação, professores, funcionários e os idosos do Centro de Dia do Centro Social e Paroquial de Santa Catarina, entre os dias 6 e 17 de fevereiro. Assim, e dando asas à imaginação, os alunos, com a ajuda dos professores, criaram frases sobre o amor que foram posteriormente utilizadas na confeção de um lenço dos namorados gigante. Para esse efeito, foi dinamizado, na biblioteca escolar, um workshop no qual participaram professores, funcionários e os idosos que ensinaram os alunos a bordar. Os educadores, professores do 1º ciclo e encarregados de educação do agrupamento, foram também convidados a pesquisar sobre a origem dos lenços dos namorados e a recriarem com os seus alunos/educandos um lenço em papel, que culminou numa exposição no dia 14 de Fevereiro. Os lenços considerados mais originais e criativos foram, o da Laura Marques do pré escolar da escola básica de Santa Catarina e o da Joana Granil do 3º ano da escola básica de Carvalhal Benfeito. Decorreu também um concurso de postais, aberto para todos os alunos, que puderam desta forma partilhar poemas e declarações de amor e amizade e do qual saíram vencedores os alunos Lara Coito, do 3º C, Catarina Simões do 5º A e Micael Faustino do 7º A. A comunidade educativa pode ainda visionar um P. Point sobre a história dos Lenços dos Namorados e assistir à atuação da turma do 5º A, que com o apoio da professora de música, cantaram a canção “Cinderela” de Carlos Paião acompanhada de Língua Gestual Portuguesa. Os alunos do pré escolar e do 1º ciclo vieram à biblioteca ouvir a história de Pedro Seromenho, “Felismina Cartolina e João Papelão - uma paixão de papel e cartão”. Para lembrar o Dia, foram oferecidos chocolates, no bar da escola, com o patrocínio da Bombondrice e confecionados, pelos alunos da Educação Especial, biscoitos em forma de coração, para acompanhar o chá do amor com os quais presenteamos os idosos que nos visitaram.








O que é o Boccia?


 O Boccia é um desporto, misto, onde não existe divisão por sexos, que pode ser jogado individualmente, por pares ou por equipas de três jogadores. É um desporto, praticado em cadeira de rodas, por atletas portadores de paralisia cerebral e outras deficiências motoras.
Este desporto requer dos jogadores muita concentração, coordenação, controlo muscular, precisão, trabalho de equipa, cooperação e estratégia. O Boccia é jogado em pavilhão, num campo que tem 12,5 metros de comprimento por 6 de largura.


 

 O jogo é composto por dois conjuntos de 6 bolas cada, um de cor vermelha e outro de cor azul e 1 bola branca (bola alvo).




Cada jogador ou equipa dispõe de 6 bolas vermelhas para uma equipa e 6 azuis para a equipa contrária. Existe ainda uma bola branca (bola alvo) e que é atirada, à vez, por cada uma das equipas, seguindo-se as bolas de cor.
O objetivo é lançar as bolas de cor o mais próximo possível da bola branca.
Cada jogo possui quatro “parciais” nos jogos de singulares ou pares e seis “parciais” nos jogos de equipas.
Os pontos contam-se no final de cada “parcial”, sendo atribuído um ponto por cada bola, da mesma cor, que esteja mais próxima da bola branca, até se encontrar a 1ª bola de cor diferente (da equipa adversária).
As bolas podem ser arremessadas com mão, o pé, ou para atletas que tenham uma deficiência que lhes afete os 4 membros, utilizando dispositivos de compensação, calhas e ponteiros para o ato de lançamento.




Um pouquinho de História


Os primeiros sinais de existência deste jogo remontam a alguns séculos antes de Cristo, a um túmulo de um jovem faraó egípcio onde foram descobertas 2 bolas de pedra um pouco maiores que as bolas de ténis, próximas de uma bola mais pequena que deveria ser usada como bola alvo. A este primeiro testamento histórico juntar-se-á mais tarde o contributo dos gregos e dos romanos ao jogarem este jogo, agora com bolas em pele. O Boccia chegou mesmo a fazer parte dos jogos olímpicos dos gregos, como forma de divertimento, identificando-se como um jogo de "atirar bola ao ar".
Assim durante séculos as pessoas juntaram-se nas ruas, nos parques, jardins para jogar Boccia sobre vários nomes: bochs, boulle, petanca, bowling e outros.
O Boccia foi introduzido em Portugal em 1983 aquando da realização do 1º curso de Desporto para Deficientes com Paralisia Cerebral. No ano seguinte integrou o calendário competitivo do Campeonato Nacional para a paralisia Cerebral como modalidade de demonstração.
Hoje em dia, em Portugal, o Boccia é uma das modalidades com maior número de praticantes no que diz respeito à população com Paralisia Cerebral tendo vindo a aumentar um pouco por todo o mundo.
Atualmente realiza-se a nível nacional, o Campeonato Nacional por zonas, a Fase Final e o Campeonato de Portugal. A nível internacional temos os Campeonatos da Europa e do Mundo, a Taça do Mundo e os Jogos Paralímpicos.
Nos últimos 25 anos, os atletas portugueses de Boccia arrecadaram um total de 99 medalhas nas diversas competições internacionais. É, de longe, a modalidade desportiva mais laureada do desporto português.
Por último, informa referir que é uma modalidade do Programa Paralímpico desde os Jogos de Nova Iorque, em 1984.

Gustavo Cunha

Concentração de Boccia do CAE Oeste na EB de Santa Catarina


Disputou-se no dia 7 de Fevereiro, na nossa escola, no âmbito do Desporto Escolar, a 2ª Concentração de Boccia, do CAE Oeste.

Num ambiente festivo, os 38 alunos provenientes das escolas Fernão do Pó – Bombarral, D. Pedro I e Frei Estêvão Martins – Alcobaça, Escola Básica de Peniche e Escola Básica de Santa Catarina, disputaram diversos jogos inerentes ao quadro competitivo do encontro.

Os alunos da área de desporto adaptado da nossa escola que participaram neste encontro foram a Alexandra Antunes, o Tiago Penichet, a Catarina Marques, o Marco Falacha, o João Rocha e a Beatriz Correia. Todos os alunos estiveram muito empenhados nos jogos e tiveram uma boa prestação.

Os Encarregados de Educação dos alunos foram convidados a assistir ao encontro desportivo para encorajar os seus educandos e conhecer melhor a nova modalidade que praticam. Foi muito bom constatar o impacto positivo que este convite causou nos pais. Deste modo poderam perceber que os seus filhos, apesar de limitados pela deficiência na participação plena em outras modalidades desportivas, no boccia, estão plenamente à vontade para mostrar as suas potencialidades. Ver estes jovens a praticar um desporto e vivenciar o graus de responsabilidade, concentração e empenho contribui para a sua auto estima e para estreitar as relações entre eles e seus filhos.

Queremos ainda destacar o apoio das turmas do 1º ciclo do Centro Escolar da EB de Santa Catarina que estiveram presentes na bancada do pavilhão a dar força e ânimo aos seus colegas durante todo o encontro.

Visto que estes encontros são oportunidades únicas para a socialização dos alunos com deficiência, estamos ansiosos pela próxima competição, que será a última do presente ano letivo e irá decorrer na Escola Secundária do Bombarral, no dia 18 de Abril.


Gustavo Cunha e Teresa Miguel







quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PALESTRA: DIREITOS HUMANOS NAS OBRAS DE PAULA REGO E JUDY CHICAGO (opinião)


No dia 7 de Fevereiro de 2012, fomos à biblioteca para assistir a uma palestra sobre os Direitos Humanos nas obras de duas artistas famosas (Paula Rego e Judy Chicago). Quando lá entrámos deparámo-nos com o seguinte título: «VOTO DE NÃO SILÊNCIO». A professora e investigadora em arte contemporânea e museologia, Genoveva Oliveira, que está a desenvolver um trabalho de investigação entre a Penn State, EUA e o museu Casa das Histórias|Paula Rego, explicou-nos que nunca devemos calar a nossa indignação, nem voltar as costas ao que achamos que está mal. Devemos revoltar-nos contra as injustiças, defender os outros.  A professora Genoveva Oliveira mostrou-nos também um PowerPoint sobre os Direitos Humanos que finalizava com a análise de alguns quadros e exposições das duas artistas (Paula Rego e Judy Chicago). No geral a turma comportou-se bem e esteve muito participativa. Achei muito interessante porque fiquei a saber que, através da arte (música, pintura, etc.), se podem expressar sentimentos e muitas outras coisas, que nos fazem entender e questionar a nossa realidade do dia a dia.
Trabalho realizado por João Filipe Marques 6ºC nº13

 


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Experiência deliciosa!


Foi no passado dia 16 de janeiro que na nossa turma, o 2ºB da Escola Básica de Alvorninha, fizemos uma experiência diferente. Tivemos a ajuda da mãe de uma colega.
Fizemos pão. Para esta experiência utilizamos farinha, água, fermento e sal e precisamos de um alguidar, tabuleiros e um forno. No final comemos pão feito por nós e levamos algum para casa.
Estava delicioso!
 Os alunos do 2ºB





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Semana 06 a 10 de Fevereiro

- Pesquisar a origem e história dosLenços dos Namorados(alunos do Pré-Escolar e 1º Ciclo) e (re)criar um lenço dos namorados em papel com a colaboração dos Encarregados de Educação.
- Produzir frases ou quadras sobre o amor, os afetos, a amizade...(serão posteriormente utilizadas num workshop que constará na confeção de um lenço dos namorados gigante).
- Criar o coração mais original para o concurso de “corações”. (vamos Amar a nossa escola decorando-a com corações criativos e originais).
- Correio do Amor (concurso de postais, basta escreveres um postal e colocá-lo na caixa de correio do Amor que se encontra na Biblioteca).

Semana 13 a 17 de Fevereiro

- Exposição dos trabalhos dos alunos do Pré-Escolar e 1º Ciclo ((re)criação de um lenço dos namorados em papel)
- Visionamento de um Power Point alusivo à origem e história dos Lenços dos Namorados
- Workshop (bordar um “Lenço dos Namorados” gigante com a colaboração dos alunos, professores, funcionários e idosos do Centro de Dia)
- Karaoke (músicas de André Sardet – acompanhadas com Língua Gestual pelos alunos de LGP e por todos os que quiserem participar nesta iniciativa)
- Entrega de Prémios aos vencedores (o lenço de papel mais gracioso, o coração e o postal mais original e a frase mais criativa, com o patrocinio da BOMBONDRICE).
- Exposição de Literatura na biblioteca relacionada com o tema.

 Atividade da Biblioteca Escolar em articulação com o Projeto de Promoção e Educação para a Saúde e o Centro Social e Paroquial de Santa Catarina.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O escritor e ilustrador Pedro Seromenho veio à nossa Biblioteca

No dia seis de Janeiro, dia de Reis, a turma do 4º D foi convida para ir à Biblioteca conhecer e confraternizar com o escritor Pedro Seromenho. Ele, falou e mostrou os livros que já escreveu há algum tempo e, também mostrou várias ilustrações feitas por si. Explicou, que foi convidado pela Sociedade Ponto Verde para escrever a coletânea “RecicloMania”, que contém quatro livros sobre reciclagem. Os livros foram lidos previamente, nas aulas, para conhecermos o seu conteúdo.De seguida, os alunos, quiseram saber como eram feitos os livros e o Pedro Seromenho explicou-lhes com todos os pormenores.
O autor, fez um desenho com as ideias dos alunos, que ficou muito giro. O desenho, falava de um menino que não gostava de doces e que viajava pelo espaço num foguetão e, ficou sem combustível, aterrando num planeta de doces.
Por último, os alunos fizeram algumas perguntas ao escritor e seguiu-se uma pequena sessão de autógrafos.
Foi importante e divertido para nós, termos conhecido um escritor ao vivo.
                                                                      
                  Texto conjunto da turma do 4º D
















Semana da diferença

 No âmbito da comemoração do dia internacional da pessoa com deficiência, na semana de 5 a 9 de dezembro o núcleo de educação especial promoveu no agrupamento a “Semana da Diferença” através de um conjunto de atividades destinadas aos diferentes ciclos de escolaridade.

 Ao longo de toda a semana decorreu a exposição e venda dos trabalhos dos alunos da UAEEAM. Esta iniciativa foi um sucesso, ilustrando de forma explícita as potencialidades das pessoas com deficiência e em especial as dos alunos da Unidade. Professores, alunos e funcionários elogiaram bastante os trabalhos e compraram a quase totalidade dos produtos. Esteve ainda exposto um “Mural de Fotografias de Famosos”, disléxicos, surdos, cegos e atletas, da responsabilidade da professora Cristina Pereira. 


 No que diz respeito ao pré-escolar e 1ºciclo do ensino básico as professoras Catarina Vicente e Marta Gesteiro dinamizaram, na EB Santa Catarina, um conjunto de ateliers que permitiram aos alunos experimentar as limitações visuais, motoras, cognitivas ou auditivas, por que passam os portadores de deficiência. Estas experiências suscitaram dúvidas, curiosidades e comentários bastante interessantes.

Nesta semana de atividades as professoras Teresa Miguel e Catarina Vicente dinamizaram um conjunto de sessões de sensibilização na biblioteca escolar destinada a todos os alunos do 2º e 3º ciclo do Agrupamento. Estas sessões subordinadas ao tema “As potencialidades da pessoa com deficiência” tinham por objetivo dar a conhecer aos mais novos uma perspetiva positiva sobre a inclusão dos alunos com deficiência e a sua integração no mundo do trabalho. Os alunos tiveram a oportunidade de visualizar alguns filmes sobre as potencialidades de pessoas com deficiência nos desportos de competição e no campo artístico. Os alunos e professores convidados participaram com interesse colocando dúvidas dando oportunidade ao debate animado sobre este tema. 

 No encerramento desta semana, o Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, veio à nossa escola apresentar um jogral intitulado “Discurso de Zé Povinho”. Foi um momento muito interessante de partilha e interação que permitiu dar aos alunos do pré-escolar e 1ºciclo da EB de Santa Catarina uma perspetiva bastante positiva das potencialidades da pessoa portadora de deficiência. 


Com este conjunto de atividades, alunos e professores puderam experimentar, sentir e refletir sobre as potencialidades e dificuldades de cada um, salientando que cada aluno é um ser único e irrepetível. A escola inclusiva considera a criança como um todo, com o objetivo de desenvolver em cada criança todas as suas potencialidades e capacidades independentemente de possuir ou não qualquer deficiência.
Assim, pretendemos proporcionar vivências positivas na escola e a formar alunos que se tornem adultos sensíveis e respeitadores da diferença.
                              
                                         As professoras: Catarina Vicente, Cristina Pereira, Helena Maia, Marta Gesteiro e Teresa Miguel

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

HINO DA EB DE ALVORNINHA

Refrão
De ponta a ponta, de lés a lés
Caminha amigo, mexe os teus pés
Conhece o mundo, cresce por dentro
Santa Catarina é o nosso agrupamento

I
Queremos viver com alegria
Em cada terra e freguesia
Fazer da escola a companheira
A recordar p’ra vida inteira

Refrão

II
Fazer da escola mais um lugar
P’ra comunidade se orgulhar
Ter nos pais e nos professores
Um grupo amigo de educadores

Refrão

III
Ter nos alunos o sentimento
Da união do Agrupamento
Em Alvorninha andei em petiz
E eternamente serei feliz

Refrão





domingo, 15 de janeiro de 2012

Festa de Natal DO NÚCLEO de Alvorninha

A Festa de Natal do núcleo pedagógico de Alvorninha aconteceu no dia 14 de dezembro, na Associação Recreativa dos Chãos, e traduziu-se num importante momento de convívio entre a comunidade escolar e respetivas famílias.
Foi apresentado um espetáculo variado, cheio de animação, e que deixou transparecer o enorme empenho e entusiasmo de todos os que nele participaram. Para além das atuações dos diferentes grupos/turmas e de um grupo de encarregados de educação, assistiu-se à primeira apresentação do coro da EB de Alvorninha, que entoou várias canções, dando também a conhecer o hino da EB de Alvorninha.
Como não podia deixar de ser, no final do espetáculo, apareceu o Pai Natal para entregar a todas as crianças os presentes oferecidos pela Junta de Freguesia.
Seguiu-se depois um lanche convívio.
Todos gostaram da festa e foram muitas as manifestações de apreço pela forma como a mesma decorreu, pelo trabalho desenvolvido por alunos e docentes e pelo espírito de colaboração estabelecido com os encarregados de educação.



Diário Comenius Turquia (dia 3): O Café Turco e a Arte da Adivinhação








Um exemplo de um cremoso café turco.


Os apreciadores de café não devem deixar passar a oportunidade de o experimentar na sua versão turca. Também será verdade que alguém originário de um país com larga tradição no consumo de café, como é o caso de Portugal, dificilmente, passará a preferir o café turco em detrimento das nossas estimadas bicas. Ainda assim, valerá sempre a pena apreciar esse momento, caso a ocasião se proporcione.
O ritual do café na Turquia, é por excelência, um ato que tem o seu tempo próprio. Não se coaduna com a pressa lusitana do beber uma bica ao balcão enquanto se corre para aquele que será o nosso destino final. Na Turquia, são as próprias características do tipo de café que se consome, que o torna um ato demorado. Passamos a explicar o processo, fruto das nossas observações. Quando o café sai da cafeteira para a xícara, há um tempo necessário para que a borra possa assentar no fundo do recipiente. Por este motivo, não seria agradável sorver de imediato o café, pelo que tudo se conjuga para que a conversa se desenrole enquanto o café se apronta. Só deste modo, será possível bebê-lo, usufruindo de toda a sua plenitude. Estes momentos são perfeitos para situações como aquela em que nos encontramos. E as que nos rodeiam. A um nível inicial de conhecimento mútuo. A espera tem um efeito de desbloquear a conversa. Os diálogos discorrem à volta de assuntos variados, desde as características do café em cada um dos países de onde somos originários, até alguns avanços em relação a pormenores do projeto. O cenário, esse não poderia ser melhor. Brindados que somos com uma vista fantástica sobre o imenso mar Negro, fruto do nosso posicionamento na parte alta da cidade.
Quando finalmente a borra do nosso café assenta no fundo da chávena, observamos com interesse a espuma que entretanto se formou no topo e ninguém fica indiferente ao aroma que se espalha no ar. Os nossos colegas turcos, não têm mãos a medir pelas inúmeras perguntas que lhes fazemos. E que simpaticamente, vão tentando responder a todas elas. É deste modo que entre outras informações, mais ou menos relevantes, ficamos a saber que por estas bandas é costume moer o café muito fino, e que posteriormente deve ser fervido três vezes num recipiente próprio a que chamam “cezve”. É essa moagem fina que dá origem à leveza da borra provocando esse tempo de espera que referimos anteriormente.


Depois de bebido, a chávena do café é virada ao contrário para que as borras possam espalhar-se em diversas formas que serão depois interpretadas.

O momento esperado por todos é o fim da degustação do café. É nessa altura que a professora Aylin brilha, ao demonstrar a todos os presentes, a arte de desvendar o futuro nas borras do café. Tentar adivinhar a fortuna de cada um nos desenhos (completamente abstratos para leigos na matéria) que se formam no fundo da chávena é tido por muitos turcos (com certeza mais crédulos do que o nosso grupo de portugueses) como uma arte a ter em conta. Claro que este exercício de futurologia não falha em nada no objetivo principal, animar as hostes. O verdadeiro benefício desta prática acaba por ser os bons momentos de convívio que proporciona a todos os presentes, que não se dão conta de como o tempo passa.

Luís Sousa

A professora Aylin a ler atentamente as borras do café enquanto nos explicava as bases deste hábito secular.