domingo, 15 de janeiro de 2012

Diário Comenius Turquia (dia 3): “Ainda e sempre à volta da cozinha turca”








O ayran, o iogurte salgado que bebemos durante o almoço.
 Não há como escapar à temática da gastronomia turca. A riqueza de aromas, cores e paladares que oferece é de tal modo rico, que dá a quem vem de fora a sensação de estar permanentemente a experimentar novos sabores. A variedade de pratos parece ter como grande segredo o modo como os ingredientes se combinam. Nas nossas investigações preparatórias para a viagem conseguimos perceber que este é um país produtor de alimentos muito diversos, com grande destaque para os frutos, legumes e vegetais. A geografia da Turquia abrange uma vasta área, com muitas regiões a terem elementos e características fortemente distintas entre si. A cozinha turca beneficia ainda do fato de a Turquia estar entre o oriente e o mediterrâneo.
“A comida do rei, transforma-se também na comida do povo, é só uma questão de tempo” lemos nós num guia de viagens sobre Istambul, num capítulo dedicado à importância da cozinha otomana de palácio e o modo como esses costumes da corte dos sultões, aos poucos tinham sido adaptados pela população em geral. Todos estes fatores acabaram por se misturar com a cozinha imperial otomana, dando origem a uma das mais fascinantes gastronomias mundiais. Estes foram alguns dos temas, motivo de conversa durante o almoço.
Passemos então à descrição de algumas das iguarias que pudemos apreciar durante a degustação dessa refeição. A bebida que acompanhou o almoço, o ayran, dividiu opiniões. Entre nós, houve quem tivesse gostado muito, mas em abono da verdade, também alguns de nós, não conseguiram interiorizar bem o motivo pelo qual, esta mistura de iogurte, água e sal, é tão popular em toda a Ásia Central. Foi talvez a parte menos consensual do almoço. Não espantou portanto, que parte da comitiva se tenha refugiado na água mineral como acompanhamento líquido do repasto.

Baba Ghanoush, um bom exemplo da deliciosa gastronomia turca.

Em relação aos alimentos sólidos, não há registo de divisão de opiniões. Ficámos rendidos ao Baba Ghanoush, uma pasta de beringela grelhada, posteriormente moída e misturada com tahine (sementes de gergelim moídas). Pareceu-nos temperado com alho, sumo de limão e uma especiaria que talvez pudessem ser cominhos. O todo é regado com azeite e servido bem quente. A acompanhar, Gözleme, uma muito saborosa espécie de panqueca que pode ser enrolada com variados alimentos (provámos com carne picada).
Deliciosa foi também a conversa sobre comida a que mantivemos durante o almoço. Os nomes de alguns dos pratos perderam-se nas traduções, nas dificuldades em encontrar significados para certos alimentos menos comuns para nós. Pudemos comprovar que somos o único povo a ter como característica, o estar numa refeição e ter a capacidade de ir falando, de outros alimentos, de outras refeições e todo o tipo de memórias passadas que envolvam sabores. O resultado, está-se mesmo a ver, fomos (portugueses e turcos) os últimos a acabar de almoçar.
E aquela vista altaneira sobre Samsun entrando pelo mar Negro dentro, que nos convidava a deixarmo-nos estar ali, quietinhos, só a olhar. 

Luís Sousa

Gözleme, uma espécie de panqueca turca que pode ser recheada com várias coisas.

As saladas na Turquia têm sempre um ar fresquíssimo e saudável.
Do local onde almoçámos podíamos olhar o mar Negro até onde a vista alcançava.

Diário Comenius Turquia (dia 3): “Finalmente, todos juntos!”








Acordar cedo não custa nada quando se tem esta vista para o Mar Negro.
O dia em Samsun amanhece cedo, com os sons da chamada do muezzin (nome dado à pessoa que no Islão convoca os crentes) para a primeira oração da manhã. Aos poucos, vamos acomodando-nos à diferença horária. O dia será cheio, há bastante que fazer. Em concreto, será o primeiro dia em que todos os parceiros do projeto estarão juntos, já que os nossos colegas eslovacos, húngaros e ingleses, vieram diretamente para Samsun.
Dizem-nos que o encontro irá decorrer num espaço que serve para diversos fins, sendo o de Centro de Juventude de Canik (uma das áreas de Samsun), um deles. É aí que iremos, professores e alunos, reunirmo-nos todos pela primeira vez. Será a nossa base de operações para o trabalho do projeto. Durante o percurso, temos oportunidade de ver a cidade à luz do nascer do dia. E ter a consciência de que é uma cidade de grande dimensão, com quase o dobro da população de Lisboa.  Passamos por áreas residenciais, várias mesquitas e até o estádio de futebol da equipa local, para finalmente assomarmos ao centro de juventude.
Encontramo-nos com a Beatriz, o João, a Rita e o Samuel. Passaram a primeira noite com as suas famílias de acolhimento. É com agrado que registamos as primeiras impressões positivas. Todos estão contentes e bem integrados. Os colegas turcos que os receberam também parecem satisfeitos. A comunicação entre todos avança a bom ritmo, numa mistura de inglês com aprendizagens de parte a parte no que toca à língua portuguesa e turca. Um dos objetivos principais do projeto cumpre-se através destas dinâmicas interculturais.
Dar a conhecer quem somos e de onde vimos, é sempre algo da maior importância em todos os projetos de cooperação que existem por essa Europa fora. Mais uma vez, tentámos tornar visível esse ponto de vista apresentando aos presentes, a nossa escola e um pouco da nossa região. É também o momento, de agradecermos ao professor Martinho Pina, cuja coordenação, dedicação (e paciência infinita) permitiu apurar o material que utilizámos até ao ponto de nos deixar a todos satisfeitos. Após alguns pequenos problemas técnicos, com origem em diferenças informáticas entre Portugal e a Turquia, os professores Olga Matias e Luís Filipe Sousa efetuaram uma breve apresentação do que a plateia iria assistir. No final temos oportunidade de entregar a todas as comitivas algumas ofertas elaboradas na nossa escola por várias turmas e professores.
Findas as apresentações das escolas, houve também lugar a diversas mostras musicais e de danças étnicas por parte dos alunos da escola de Samsun, que regalaram todos os presentes com exibições artísticas do rico património musical turco. No fim, chamaram os restantes alunos para participarem nessas danças, dando origem a uma enorme fusão cultural onde reinava a alegria. Ninguém diria que em tão pouco tempo, todos aqueles jovens pareciam já ter tanto em comum.
Já ia adiantada a manhã, quando marcámos presença numa pequena sessão com o presidente da câmara de Samsun, que num breve discurso, referiu os proveitos de fomentar estes intercâmbios culturais, que aproximavam povos e estreitavam laços entre pessoas com origens tão diversas. 

Os nossos alunos e os seus novos amigos turcos num momento de ensaio coreográfico ao som de uma música que saia da carrinha.

Seguiu-se o almoço. Os nossos alunos beneficiaram de uma tarde livre que aproveitaram para explorar diversas partes da cidade de um modo privilegiado, já que tendo a companhia das gentes locais, a visão e o acesso que temos a diversos locais é completamente diferente. Quanto aos professores, seguiram para a escola Samsun Türk Telekom Lisesi. Fizemos uma visita guiada às instalações, com oportunidade para ir comparando o funcionamento dos diversos sistemas de ensino. Após este momento, ainda houve oportunidade para a realização de mais uma reunião de trabalho. Nesta, tivemos oportunidade de mostrar aos nossos colegas, o trabalho entretanto desenvolvido desde o encontro de fevereiro, realizado na Eslováquia. Após nova distribuição de tarefas, ficámos incumbidos de idealizar e concretizar algumas propostas para capa do livro que irá ser publicado aquando da etapa final do projeto.

Luís Sousa


O grupo de alunos Comenius presente na Turquia já começava a ficar composto.

A plateia ia ficando composta no momento de dar início à apresentação das escolas participantes.

Um momento em que todos os alunos participaram em mais uma dança turca. Com direito a efeitos de fumo e tudo.

Os nossos alunos junto ao uma grupo de alunos que mostraram ser excecionais em alguns géneros de dança tradicional da Turquia.

Durante a sessão em que fomos recebidos  pelo presidente da cidade de Samsun.

O Diretor António Saloio na escadaria de acesso à escola dos nossos parceiros turcos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

E a grande vencedora do concurso de coroas de Natal foi...

A turma do 5º A foi a grande vencedora do concurso de coroas de Natal. A votação esteve em aberto até ao dia 6 de Janeiro e contou com um total de 2058 votos. Os vencedores arrecadaram 464 votos. Como prémio os alunos receberam um bolo-rei! Ouviram a história da origem do bolo-rei, contada pela professora Eugénia Machado, que culminou numa grande festa! Parabéns!




Promover a saúde das costas

No dia 15 de Dezembro de 2011, a biblioteca escolar de Santa Catarina promoveu, em parceria com o projeto de Promoção e Educação para a Saúde, um encontro com a fisioterapeuta Teresinha Noronha, para apresentação do seu livro “Os Meninos das Costas Perfeitas”. A atividade direcionada para pais, professores e alunos, teve como objetivo não só, a divulgação do livro, mas também sensibilizar essencialmente os pais e os alunos, para a correta utlização das mochilas. A autora é membro fundador da Associação “Pelas Nossas Costas”, administradora da causa “Saúde às Costas”, membro de investigação dos Fatores de Risco de Requialgias dos Adolescentes e coordenadora do Projeto de Promoção de Saúde “Se as Minhas Costas Falassem”.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA


No dia 5 de dezembro, na escola básica de Alvorninha, foi comemorado o dia internacional da pessoa com deficiência.
A tarde começou na biblioteca da escola com a projeção e leitura da história "O elefante que não era elefante", uma obra sugerida pelo PNL. Esta situação proporcionou o diálogo sobre a importância da tolerância na aceitação da pessoa com deficiência.
Várias crianças relataram situações de pessoas que conhecem com deficiências e a implicação que isso tem nas suas vidas.
"Professora a minha tia, tem os braços assim (gesto), mas consegue escrever e tem uma letra muito bonita..."
Seguidamente, os alunos visualizaram a fotografia da Ana e perceberam que ela não tinha braços, mas que o seu sonho era pintar. Perceberam que, para isso, ela tem que pintar com a boca ou com os pés.
Observaram vários postais pintados desta forma e, posteriormente, professores e alunos foram desafiados a pintar com a boca...dando asas à sua imaginação e percebendo a dificuldade implícita nesta pinturas!





quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CONCURSO DE COROAS DE NATAL

Este ano para lembrar a quadra natalícia e enfeitar as escolas, o grupo de Educação Artística e tecnológica tomou a iniciativa de lançar um concurso de coroas de Natal para todo a Agrupamento, tendo como objetivo a reutilização de materiais. A adesão foi total e o resultado é o que se pode ver.  

Como temos que encontrar um vencedor vimos pedir que votem na coroa que acharem mais original. Para isso, basta que no questionário abaixo, cliquem no número que corresponde à vossa coroa de eleição.

Participa!