quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA

Desta vez, o Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta sueco, Tomas Tranströmer, nascido em Estocolmo, em 1931. Conhecido pelas suas metáforas, a sua escrita recai sobre temas como a morte, a história e a memória.


Foto: Jornal "Público"


Pode ver mais, aqui no jornal "PÚBLICO"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

7 de outubro - Dia Nacional dos Castelos


Com o início do mês de outubro chega o momento de celebrarmos mais um Dia Nacional dos Castelos (7 de outubro). Esta é uma atividade que ao longo dos dois últimos anos tem sido dinamizada pelo grupo de História e Geografia de Portugal/História. Temos conseguido uma grande participação dos nossos alunos, e por isso, espera-se que este ano consigamos mais uma semana dos castelos em grande.
Tradicionalmente (já será justo usar esta expressão) toda a atividade gira à volta da exposição de castelos elaborada pelos alunos do quinto ao sétimo ano de escolaridade. É um momento em que a criatividade e imaginação dos nossos alunos são postas à prova na construção dos ditos castelos. As regras transmitidas pelos professores são bastante simples: após alguma investigação sobre a temática dos castelos deitar mãos à obra, criando castelos feitos com os mais diversos materiais. Em relação aos materiais utilizados, há que referir uma das diretrizes orientadoras deste desafio, a reciclagem e reutilização de materiais. Este é aliás um dos lemas da nossa escola e que devemos colocar em prática sempre que possível.
Todos poderão interagir com a exposição, elegendo o seu castelo favorito e votando nele para acharmos o grande vencedor da exposição deste ano. O ato de votar, mesmo que numa simples exposição de castelos, é por si só, uma demonstração de uma certa cidadania escolar, já que todas as opiniões contam.
Nesta semana, também iremos colaborar, como habitual, com a Biblioteca Escolar. Não só através da divulgação desta atividade através do jornal, mas também apresentando um ciclo de cinema. Esta mostra de cinema terá como tema central o castelo. A nossa opção recaiu em películas que tenham caraterísticas de clássicos da História do cinema numa tentativa de poder dar aos nossos alunos uma perspetiva cinematográfica que fuja um pouco ao denominado cinema comercial atual. São propostas alternativas que esperamos levem os mais novos em busca de outros caminhos culturais que não os mais óbvios.
Durante, uma semana, o castelo, esse elemento central da nossa história e que é um testemunho vivo da nossa memória coletiva enquanto povo, será o centro da nossa atenção.

Castelo de Óbidos ao pôr do sol (Fonte: http://historialusitana.blogspot.com)
Luís Sousa


domingo, 2 de outubro de 2011

4º Encontro Comenius “Medicinal Herbs In Europe” Września, Polónia (26-30 de setembro de 2011)

 





Entre os dias 26 e 30 de setembro a cidade de Września, na Polónia, foi palco do quarto encontro do projeto Comenius“Medicinal Herbs in Europe”. Este encontro marcou o início da segunda metade do projeto. Neste momento, faltam somente duas etapas para a sua conclusão. Parece já bastante distante, o encontro que realizámos em Portugal em novembro de 2011.
Mais uma vez, quatro alunas e duas professoras, deslocaram-se além-fronteiras para representar a nossa escola. Desta feita, transportaram consigo os herbários que nos coube elaborar, que diga-se de passagem, ficaram bastante bonitos, graças ao empenho e saber científico dos professores de Ciências Naturais que nele participaram. Para além disso, também levaram as propostas de capas para o herbário e material para inserir na plataforma digital eTwinning, que, como explicámos em artigos anteriores, tem como função alojar toda a informação referente a este projeto. Estas eram as principais tarefas agendadas,e que deveriam ser concluídas neste encontro.
No respeitante às nossas alunas, ficaram responsáveis por participarem nas atividades desenvolvidas pela escola polaca, tendo sempre em mente, a importância de representar bem, não só a sua escola, mas também o seu país de origem. Mostrar a nossa simpatia e essência como povo, é algo que nunca pode ser esquecido nestas situações. Posição que elas marcaram, não só junto de todos os alunos das várias nacionalidades participantes no projeto, mas também junto dos professores, e, claro está, as famílias que simpaticamente as acolheram nos seus lares.

Uma das ruas pedonais de Września. (fonte: polandpoland.com)

Edifício da Câmara Municipal de Września (fonte wikipedia.org)



Em relação a Września, é uma cidade com cerca de trinta mil habitantes, mais ou menos o mesmo que a nossa sede de concelho, Caldas da Rainha. A sua origem remonta à Idade Média, perfazendo já mais de sete séculos de História. Não faltaram por isso motivos de interesse, dignos de serem visitados, algo a que os anfitriões polacos não pouparam esforços. As visitas estenderam-se ainda a locais como Poznań ou Toruń. Esta cidade viu nascer em 1473, um famoso astrónomo renascentista, Nicolau Copérnico, que viria a revolucionar a mentalidade europeia com a sua teoria heliocêntrica. A escola que nos recebeu presta homenagem a essa figura maior da história da Polónia, tendo sido batizada com o seu nome. Ambas as cidades encerram motivos mais do que suficientes para serem visitar. A provar isto, o exemplo de Toruń, que ostenta vários títulos e galardões como é o caso de ser considerada uma das Sete Maravilhas da Polónia, Património Mundial da UNESCO.
Aguardamos, os relatos das experiências e aventuras que as nossas alunas por lá viveram,e que certamente irão enriquecer um pouco mais todos os que frequentam este estabelecimento. Porque quando alguém regressa de viagem, e relata o que viu, sentiu e viveu, de certo modo faz com que outros possam também usufruir da sua jornada. E essa é uma das obrigações dos verdadeiros viajantes.

Luís Sousa


Vista da Praça de Toruń ao anoitecer (fonte: liraensable.org)

sábado, 24 de setembro de 2011

LOGÓTIPO para a Biblioteca Escolar

Como forma de personalizar e identificar as bibliotecas escolares do Agrupamento tivemos a ideia de criar um logótipo. Para isso, pedimos ajuda à professora Susana Silva de EVT, que nos apresentou várias propostas. Como não conseguimos escolher, decidimos pedir a opinião a todos quantos visitam o nosso jornal. É fácil, basta responder ao questionário e optar pelo logótipo 1, 2 ou 3!

Obrigada pela tua participação!


VOTA, AQUI!

Diário Comenius Turquia (dia 2): “De Istambul até Samsun”








Eis-nos de regresso ao aeroporto Istambul Ataturk. Desta feita, iremos para a zona de voos domésticos ao invés da zona de embarques internacionais. Chegámos com a devida antecedência, o que nos dá uns momentos para observar a zona de entrada do aeroporto. O movimento é constante, mas fluido. Quem chega é recebido por dezenas de bandeiras turcas a esvoaçar, amarradas aos respetivos postes. Também aqui é notório o orgulho que os turcos têm à sua bandeira.
Foi com alguma preocupação que tratámos de realizar o check in. Isto, porque alguém se lembrou que indo nós apanhar um voo doméstico, o limite de peso de bagagem por passageiro poderia não ser os vinte quilogramas permitido nos percursos internacionais. E não é que não era mesmo? Somente quinze quilos por passageiro! Os minutos seguintes passaram-se já a fazer contas à vida (ou melhor ao dinheiro) que seria necessário para fazer face ao peso excedente. Finalmente, o primeiro de nós é chamado ao balcão. Quando o segundo do grupo recebeu sinal para avançar e iniciar o seu o check in apercebemo-nos que os funcionários iriam usar como referência o somatório de todas as bagagens. Começou aí o penoso período de pesagem, mala a mala até ao peso total. Quando a última mala se juntou às seis que estavam na balança o resultado era ainda meio imprevisível. Podia resultar em qualquer cenário. Eis quando a balança anuncia o resultado final. Acompanhado do sorriso cúmplice de toda a gente que estava a receber bilhetes atrás do balcão, as nossas malas ultrapassaram com sucesso o desafio…embora apenas por um pouco menos de uma dezena de quilogramas. 

Quase a iniciar o check in para o voo com destino a Samsun.
Libertos do peso das malas, ficámos com um par de horas para deambular pelo aeroporto. Entre as atividades (mais ou menos inúteis) a que uma pessoa se pode dedicar no aeroporto enquanto espera pela hora de embarque, dedicámo-nos às seguintes:
  1. Olhar para os passageiros em trânsito e imaginar de onde vêm e para onde vão, construir-lhes uma personagem e viajar mentalmente para os seus destinos;
  2. Deliciarmo-nos a observar a sinalética em turco e aproveitar a oportunidade para aprender mais algum vocabulário turco. É incrível como este passatempo ganha novos apreciadores viagem após viagem;
  3. Olhar para a pista do aeroporto, tentando perceber o fascínio do planespotting (sim, existe uma atividade com inúmeros fãs, que consiste em observar aterragens e descolagens de aviões e subsequentes manobras em pista).
A Onur Air foi a companhia aérea em que viajámos de Istambul para Samsum.
Finalmente, e após o anúncio de um pequeno atraso na descolagem, chega a nossa vez de partir. A entrada no avião faz-se de um modo, que nos pareceu pouco habitual e até meio confusa. A fila de entrada não parece muito certinha e a sensação que nos transmitiu é que havia ali muita gente com pressa de regressar a casa. Saudades, talvez. O certo, é que com toda a calma do Mundo, sentamo-nos nos nossos lugares e num instante estávamos no ar.

A fazer passar o tempo. Cada um entretém-se como pode.
Já ninguém resiste ao sumo de cereja turco.

O dia já caminha para o seu ocaso, o que torna a descolagem de Istambul, mais um momento para ficar na memória. Lá em baixo, a cidade vai ficando para trás, envolta em todos os tons possíveis de amarelos e acobreados, enquanto o céu nos apresenta uma paleta muito sublime de azul e tonalidades de laranjas. O avião dirige-se rapidamente para o mar Negro. Conseguimos vislumbrar perfeitamente, todo o recorte da costa. Conforme, vamos ganhando altitude, vemos os petroleiros e outros navios de carga que sulcam o mar Negro, irem diminuindo de tamanho até ficarem quase minúsculos. Dentro do nosso grupo, é tempo para alguns aproveitarem para descansar uns momentos, enquanto outros conversam ou tentam trabalhar um pouco. A viagem será rápida. Uma hora e um quarto previsto para o voo.
Já caiu a noite quando aterramos em Samsun. O cansaço já vai fazendo algum peso e alguns de nós começam a revelar alguma fadiga. Já estamos de pé desde as seis da manhã e com muitos quilómetros andados. Este aeroporto não tem grandes dimensões e mal saímos do avião, damos por nós dentro da sala onde daqui a pouco certamente aparecerão as nossas malas. Tal como alguém já tinha reparado durante a viagem, são poucos os passageiros com feições europeias. A bem dizer, parecia não haver mesmo mais ninguém. 
Até um simples momento em que esperamos bagagem pode revelar-se curioso. A nossa espera também teve as suas curiosidades. Ao iniciar o movimento, a passadeira rolante que traria as bagagens de todos os passageiros, rapidamente começou a revelar objetos que nos pareceram mais interessantes dos que as coloridas malas que desfilavam perante o nosso olhar. O espanto recaiu em três garrafões enormes, talvez com uns vinte ou trinta litros de capacidade que rodopiaram com algum estrondo até descansarem na passadeira. Trazer água engarrafada dentro de um avião? Durante algum tempo a nossa atenção desviou-se para uma saca enorme que também fez a sua aterragem no tapete rolante. Infelizmente para o proprietário da mesma, rompeu-se numa das tropelias a que foi sujeita durante a viagem.  Pequenas quantidades de tâmaras iam caindo do saco esfarelado. Rapidamente se percebeu quem era o proprietário do saco, já que um senhor ao nosso lado não conseguiu esconder o desespero. Num ápice, juntamente com os filhos quase saltaram para o tapete rolante e começaram a recolhê-las. Tentámos de algum modo ajudar, mas ao apanharmos algumas, o dono dos frutos secos quase que nos arrancou das mãos os que tínhamos conseguido apanhar para lhe dar.

Luís Sousa
O planespotting é já uma das nossas distrações de aeroporto. É vê-los partir e chegar.
Já com a nossa bagagem recolhida conseguimos vislumbrar à saída da gare algumas pessoas que serão os nossos colegas turcos, isto porque há um professor que já conhecemos da viagem à Eslováquia. Todos nos acenam sorridentes a dar a boas-vindas. Realizados os cumprimentos e apresentações da praxe combinam-se os meios de transportes para o centro da cidade, que dista a pouco mais de 20 quilómetros daqui. A noite já vai avançada quando finalmente deixámos o aeroporto rumo ao descanso merecido. Não acabámos o dia (ou melhor a noite) sem perceber o porquê dos enormes garrafões de água. Pertenciam aos peregrinos que vinham de Meca, a cidade mais sagrada do Islão e que se localiza na Arábia Saudita. A água tinha sido recolhida nas fontes de Meca e provavelmente tinha como destino a oferta a familiares e amigos

O planespotting é já uma das nossas distrações de aeroporto. É vê-los partir e chegar.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Diário Comenius Turquia (dia 2): “Um crime no Expresso do Oriente”











É com grande entusiasmo que damos conta de estar a transitar na lateral de umas das estações de comboio mais míticas da história da literatura policial. Falamos, claro está, da Estação de Istambul Sirkeci. Foi aqui que Hercule Poirot, o famoso detetive belga criado por Agatha Christie, talvez a mais célebre escritora de enredos policiais de sempre, embarcou no Expresso do Oriente, numa viagem marcada por um misterioso assassinato. O enredo da obra apresenta um novelo complicado de desvendar para as autoridades que se deparam com uma grande quantidade de suspeitos. Todos eles tinham algum tipo de ligação à vítima e à medida que vamos avançando na leitura da obra verificamos que muitos deles podem ter um móbil para cometer o crime. Sem o contributo do fleumático e perspicaz Poirot, com a certeza que o crime ficaria por desvendar. 

Vista lateral da Estação de comboios de Istambul Sirkeci

Retornando ao edifício propriamente dito, é com algum pesar que não conseguimos admirar a parte frontal do mesmo. A sua construção foi decidida após a Guerra da Crimeia quando as autoridades do Império Otomano se aperceberam da necessidade de uma linha férrea que ligasse Constantinopla (atual Istambul) à Europa. A Guerra da Crimeia foi um conflito que se desenrolou entre 1853 e 1856, na Península da Crimeia (daí o nome do conflito), junto ao mar Negro, no sul da atual Ucrânia. De um lado, o Império Russo, do outro uma coligação de Países e Impérios, integrada pelo Reino Unido, França, o Piemonte-Sardenha, juntos naquilo que ficou conhecido por Aliança Anglo-Franco-Sarda. Esta coligação contou ainda com a participação do Império Turco e com o apoio do Império Austríaco sendo que o motivo da sua formação esteve ligado à reação destes países contra as pretensões expansionistas russas.

Umas das locomotivas que serviu esta famosa linha férrea

Após o fim do conflito tornou-se claro para o governo otomano a necessidade de realizar uma aproximação estratégica aos países da Europa Ocidental. A linha onde viria a circular o Expresso do Oriente servia estes propósitos. Os 3.094 quilómetros entre Paris e Constantinopla eram efetuados numa viagem que se estendia por umas longas oitenta horas. A primeira viagem de Paris a Constantinopla aconteceu a 1 de Junho de 1889. Esta linha férrea tornou-se uma das mais conhecidas de todo o Mundo, pelo que vale bem a pena investigar um pouco mais da sua História em alguns dos muitos livros que foram escritos sobre ela.
O movimento em redor da estação será hoje muito maior do que em tempos passados. As carruagens foram substituídas por um tráfego constante. Este intenso movimento estende-se também ao mar. Do autocarro em que seguimos podemos vislumbrar toda a atividade marítima. Do lado asiático, as margens estão pejadas de guindastes que servem o transporte de mercadorias. Também aí, estão atracados vários navios de cruzeiro que trazem a esta espetacular cidade turistas de todos os pontos do globo.
O melhor é mesmo ler (ou reler) esta obra publicada em 1934, disponível na nossa biblioteca e descobrir uma autora que ao longo de várias gerações tem fascinado milhões de leitores. Agatha Christie é sem dúvida uma escritora imortal. Crime mesmo é não termos tido oportunidade de dedicarmos algum tempo à estação de Sirkeci. 

Luís Sousa
O tráfego de navios de cruzeiros é muito intenso no Bósforo

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mercado de "SANTANINHA"


Integrada nas actividades de encerramento do ano Lectivo, a Biblioteca Escolar da EB de Santa Catarina realizou, à semelhança de anos anteriores, mais uma SANTANINHA! A SANTANINHA é um mercado onde tudo se pode trocar e/ou vender desde roupas a brinquedos usados, jogos, DVDs e CDS, fruta e bolos, pulseiras, livros e marcadores de livros, produtos hortícolas e animais, antiguidades, coisas úteis e coisas inúteis. Esta iniciativa para além de ser um momento de convívio entre alunos, professores, funcionários, encarregados de educação e comunidade local pretende sensibilizar os seus participantes para a importância da reutilização, prolongando os ciclos de vida dos objectos e minimizando os desperdícios e o consumo.
Destacamos a pronta colaboração dos pais/encarregados de educação, dos alunos, dos docentes e dos funcionários na cedência de produtos, objectos de diferente natureza, na confecção da doçaria e na ajuda prestada para a sua realização. O dinheiro apurado nas vendas reverteu mais uma vez para a biblioteca escolar.
A todos os que participaram e visitaram a "SANTANINHA" contribuindo para o seu sucesso, o nosso muito obrigada!


Visita dos "MELHORES LEITORES 2010/2011!"


Com o objectivo de premiar os melhores leitores de todo o Agrupamento e destacar os alunos pelo seu empenho nas actividades da biblioteca e pelo prazer de ler, as bibliotecas escolares promoveram, pelo quarto ano consecutivo, mais uma fantástica visita! Desta vez, os locais eleitos foram, o parque temático/sensorial da Pia do Urso em S. Mamede, a biblioteca Municipal da Batalha e a feira do Livro e do jogo na vila da  Batalha.
Podermos oferecer este prémio a quem se diferencia pelo gosto dos livros é para nós muito gratificante.
Todos os alunos premiados receberam ainda o diploma de Melhor Leitor e um CD com as fotografias tiradas durante a visita.
Um agradecimento  à Junta de freguesia de Santa Catarina pela disponibilização da verba para o gasóleo. Só deste modo tem sido possível a realização da visita sem custos para os alunos. Um bem-haja!

Parque temático/sensorial da Pia do Urso




 
Biblioteca Municipal da Batalha







Feira do Livro e do Jogo na vila da Batalha
Grupo dos melhores leitores do Agrupamento

terça-feira, 2 de agosto de 2011

EB de Alvorninha… uma eco-escola


Desde o ano lectivo 2010-2011, a EB de Alvorninha integra o Eco-Escolas, um Programa Internacional que pretende encorajar acções e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pela escola, no âmbito da Educação Ambiental.
Um dos primeiros passos foi a realização de uma auditoria ambiental que permitiu fazer o diagnóstico da situação da escola no que respeita às questões ambientais. Depois, nas diversas áreas curriculares, foram desenvolvidos trabalhos sob a temática do ambiente, nomeadamente “água, energia, resíduos, espaços exteriores, floresta e biodiversidade”, sensibilizando a comunidade escolar para a necessidade de preservação do ambiente. Participámos também em alguns concursos lançados pelo Programa Eco-Escolas e, finalmente, apresentámos a candidatura ao galardão 2011.
Foi com muita satisfação que recebemos a notícia de que a nossa candidatura foi aprovada, pelo que a escola será galardoada com a Bandeira Verde Eco-Escolas 2011! Em Setembro, içaremos a bandeira o que, para além de nos alegrar, nos responsabilizará no seguimento da nossa acção em termos de aumentar a qualidade ambiental da nossa escola! Até porque… ainda há muito para fazermos!


ARRAIAL DOS SANTOS POPULARES


Se quiséssemos uma evidência da estreita relação entre o Núcleo Pedagógico de Alvorninha (EB de Alvorninha e JI da Ramalhosa), encarregados de educação, Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha, Junta de Freguesia e comunidade em geral, teríamos certamente dificuldade em escolher de entre as inúmeras actividades desenvolvidas ao longo do ano lectivo! No entanto, o Arraial dos Santos Populares, realizado a 17 de Junho, foi sem dúvida o culminar de todo esse trabalho de parceria.

 

Ao longo do mês, nas diversas actividades curriculares, alunos e docentes realizaram trabalho em torno da temática dos “santos populares”, de modo a que o arraial surgisse de forma contextualizada no desenvolvimento da actividade lectiva, promovendo conhecimento, o que, afinal, se traduz num dos objectivos fundamentais da Escola. Assim, realizaram-se pesquisas, escreveram-se textos, construíram-se adereços, canções, ensaiaram-se as marchas, etc.



Chegado o grande dia, os encarregados de educação e elementos da Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha colaboraram na montagem do arraial e na dinamização das diversas barracas (bebidas, salgados, doces, filhós e café d’avó, bifanas, manjericos, quermesse, pinturas faciais e balões). Ao som das marchas populares, desfilaram os alunos e os idosos do Centro de Dia da ADSFA, seguindo-se depois a homenagem aos alunos que terminaram o 1º Ciclo, com a entrega de simbólicos diplomas. Foi, depois, aberto o arraial… com muita animação, muita música… e onde não faltou “o pezinho de dança”!



Na biblioteca da Escola, os alunos apresentaram a peça “Os ovos misteriosos”e foram entregues os prémios aos melhores leitores e colaboradores da biblioteca. A par, esteve patente uma exposição de trabalhos realizados pela comunidade escolar e a apresentação do registo fotográfico do ano lectivo, o que mereceu inúmeros elogios por parte dos visitantes.


A festa foi do agrado de todos e a verba recolhida servirá para a aquisição de equipamento para o JI da Ramalhosa e para a EB de Alvorninha. Para esta última, a intenção é a compra de um toldo, de modo a criar um ponto de sombra no pátio da escola. Ainda não conseguimos o montante necessário e, por isso, mais iniciativas terão de se desenvolver, certos de que conseguiremos… porque é sempre o que acontece, quando, em Alvorninha, a comunidade educativa dá as mãos! 

Diário Comenius Turquia (dia 2): “A mesquita de Rüstempaşa”







Estreitos são os caminhos que nos levam até à mesquita de Rüstempaşa. Caminhamos por vielas acanhadas. Em algumas delas quase poderíamos tocar nas duas paredes que ladeiam o percurso se por acaso tentássemos esticar ao máximo os nossos braços. De modo algum, o facto de serem estreitas e algo escondidas do sol faz com que estejam vazias. Aqui também existe vida e por isso também se vê muita gente a conversar e a tentar fazer alguns negócios de circunstância. Existem também algumas lojas, embora em menor número. Têm um ar mais familiar e menos organizado do que as localizadas nas grandes ruas principais. Ainda assim, o movimento é menor, assim como os preços dos produtos que vendem. Isto é algo que já aprendemos, as ruas paralelas e menos dados ao turismo de massa têm os preços substancialmente mais baratos. 


A Mesquita de Rüstempaşa é visível a partir da praça central junto ao Bósforo.

Ao fim de uma ruela mais comprida viramos à esquerda. De súbito, temos mais espaço, já que o caminho alarga um pouco. A placa afixada na parte superior da parede deixa ler “Rüstempaşa Camii” e indica ser este o caminho correcto. Encontram-se por aqui mais alguns grupos de pessoas a conversar. Ao observá-los ficamos com a sensação que a média de idades é algo elevada. Focamos a nossa atenção em dois senhores, já com alguma idade, que parecem entreter-se com algo que não percebemos muito bem o que será. Um deles segura um saco preto, de onde o segundo retira aquilo que nos parece ser bolas brancas com números impressos. Posteriormente, comparam os números das bolas com uns papelinhos. Mais tarde, questionaremos alguns amigos turcos sobre o que nos pareceu ser uma estranha actividade e tudo se desvendará num ápice. Afinal, talvez embalados pela ambiência exótico-misteriosa do local, não assistimos a mais do que um jogo típico que os mais idosos fazem como passatempo. E nós a imaginarmos explicações dignas de um filme.


A placa que indica “Rüstempaşa Camii” mostra que estamos no caminho correcto.

Passamos uma arcada e iniciamos a subida de uma escadaria interior. Não estamos em nenhum edifício. É apenas um prolongamento do nosso percurso, uma espécie de atalho que nos levará à mesquita. A meio da subida, reparamos num gradeamento que deixa antever parcialmente a viela onde estávamos há minutos. Mais uns degraus e chegamos finalmente à mesquita. E que pérolas esta pequena mesquita se revelou.


O percurso para a mesquita faz-se por vielas e arcadas que nos surpreendem a todo o momento

A mesquita deve a sua designação a Rüstem Paşa, um homem que foi Grão Vizir (um dos mais altos cargos do império Otomano), talvez por ter sido casado com uma das duas filhas do sultão Suleimão, o Magnífico. Foi construída entre os anos 1561 e 1563 e, apesar de não ser propriamente uma mesquita imperial, algo que se nota imediatamente devido ao seu tamanho. Muito interessante é também o local escolhido para a sua construção. Estamos num terraço altaneiro e daqui se vislumbra todo o complexo de lojas que a rodeia. Pela informação disponível tomamos conhecimento que esse foi uma das considerações aquando da construção da mesquita. Os alugueres das lojas aos comerciantes em redor deveriam financiar a manutenção de todo o complexo da mesquita.   


Pormenor da fachada exterior da mesquita de Rüstempaşa.

À entrada está um senhor que nos aponta o local onde poderemos deixar o nosso calçado em segurança. Também as visitantes do sexo feminino cobrem os cabelos com um lenço, tal como costume na tradição islâmica. Lá dentro, não há como ficarmos maravilhados com aquilo que está à nossa vista. Toda a mesquita é coberta por azulejos que deixam observar um trabalho fantástico baseado em motivos geométricos e em diferentes temas florais. Do tecto pende uma estrutura que tem por função iluminar o recinto e que também contribuí para o ambiente fantástico que aqui se vivencia. Tal como é costume nas mesquitas, o silêncio é quem domina por aqui. Envolvidos pela calma e pelo sossego deixamo-nos ficar a observar os crentes que fazem as suas orações e a usufruir do fresco que se sente aqui dentro.  
Luís Sousa
 
  
Os elementos femininos do nosso grupo trajados a rigor para entrarem na mesquita.


O interior da mesquita é simplesmente fantástico e repleto de pormenores de grande beleza.