segunda-feira, 7 de março de 2011

Dia do PROSEPE e CARNAVAL na EBI/JI e EB de ALVORNINHA


Hastear da bandeira ao som do hino do Clube Alerta Verde













Como já vem sendo tradição, o Agrupamento de Escolas de Santa Catarina comemorou o Carnaval. Assim, os festejos dividiram-se pelos três núcleos: Santa Catarina, Carvalhal Benfeito e Alvorninha.
Na escola-sede o dia começou com a comemoração do Dia do Prosepe, um projecto de sensibilização e educação florestal da comunidade escolar que já conta com 14 anos de existência. Hasteou-se a bandeira ao som do hino do clube Alerta Verde e declamou-se o poema “Plantar uma Floresta” de Luísa Ducla Soares.  
Após um intervalo, cada turma apresentou o seu projecto, todos eles subordinados ao tema “A Floresta”, em articulação com o Prosepe. Os desfiles foram apreciados por um júri constituído por um aluno de cada ciclo, desde o pré-escolar ao terceiro ciclo, pela subdirectora do agrupamento, pela chefe dos serviços de administração escolar e pela coordenadora das bibliotecas escolares do agrupamento. O júri elegeu uma turma vencedora por ciclo de ensino. Foi uma tarefa árdua, pela criatividade demonstrada, mas saíram vencedoras as turmas do pré-escolar da EBI, 3.ºC, 6.ºA e 9.ºC – todas elas receberam como prémio uma pequena oliveira e têm a responsabilidade de a cuidar para que cresça e floresça.
A festa culminou com os alunos, professores, funcionários e encarregados de educação a dançarem ao som de ritmos carnavalescos. Foi um dia muito divertido, que serviu para assinalar o Carnaval e a importância da floresta na nossa vida, mas sobretudo que contribuiu com momentos de partilha, imprescindíveis para se estreitarem laços de amizade e de convívio saudável entre os elementos da comunidade educativa.


Foliões em Alvorninha


Uns dias antes da festa de Carnaval, já todos trabalhavam com afinco! Era preciso enfeitar a escola, construir as máscaras e preparar a festa!
Sob o tema “A Floresta”, todas as turmas meteram mãos à obra utilizando preferencialmente materiais recicláveis. Apareceram coelhos, pássaros, ouriços, flores e árvores! E para cuidar da segurança… duas corporações de bombeiros pequeninos, mas valentes! Também não faltaram príncipes, fadas, duendes…
Chegado o grande dia, todos se engalanaram para o desfile, que contou também com a participação dos idosos do Centro de Dia!
Ao som de uma música bem animada, todos dançaram exibindo as maravilhosas fantasias! Não faltou o concurso de máscaras dos adultos, tendo como júri os delegados de turma. E na biblioteca, um grupo de alunos apresentou, a toda a comunidade escolar, a peça de teatro “O céu está a cair”, de Luísa Ducla Soares.
No final, visivelmente satisfeitos, todos participaram num almoço convívio que a Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha fez questão de alargar a todos os encarregados de educação presentes!
O grande envolvimento de todos (alunos, docentes titulares de turma/grupo e das AEC, funcionários, encarregados de educação, idosos, elementos da ADSFA) foi imprescindível para o sucesso da festa. A todos o nosso bem-haja! 


A apresentação da peça de teatro "O Céu está cair" de Luísa Ducla Soares.




domingo, 6 de março de 2011

UM AGRADECIMENTO MUITO ESPECIAL!


A biblioteca da EBI/JI está, agora, mais bonita e mais acolhedora. Estamos tão felizes que já nos esquecemos de como ela foi. Contudo, ela serviu-nos para pesquisar nos textos científicos e para sonhar com os textos poéticos.
 Hoje, em melhores condições, esperamos conseguir atingir grupos menos acessíveis (os senhores Encarregados de Educação, por exemplo), e atrair novos leitores e outros investigadores.
Não foi fácil decidir interromper, por alguns dias, a nossa colaboração dentro e fora do Agrupamento. A necessidade obrigou-nos mas recebemos um presente maravilhoso: a colaboração atenta, empenhada e eficaz dos nossos alunos que se apresentaram, voluntariamente, como ajudantes. Foi necessário muito trabalho. Retirar todos os documentos, limpar o pó que se vai acumulando naturalmente, transportar materiais pesados e depois organizar tudo, de novo, talvez melhor do que antes, para que o nosso trabalho de partilha do saber se torne cada vez mais aliciante e feliz. 
Neste momento, cabe-nos agradecer aos nossos alunos o empenho e o carinho com que nos ajudaram e reiterar o nosso desejo de continuarmos a colaborar na formação e no desenvolvimento de todos.
O nosso agradecimento estende-se, igualmente, a alguns professores desta escola que também se disponibilizaram para auxiliarem nesta nobre tarefa.
Vejam as imagens no blogue da biblioteca CIRCULENDO
                                                                                               A Professora Bibliotecária

sábado, 5 de março de 2011

Os alunos da sala 2 - grupo A do Pré-Escolar da Escola Básica de Alvorninha no Museu de Cerâmica

A ida ao Museu resulta de uma parceria que Agrupamento tem com o  Museu de Cerâmica das Caldas da Rainha.
Este trabalho teve duas fases, numa primeira as crianças fizeram flores, e na segunda pintaram-nas.
As flores foram colocadas em placas de barro que depois de todas juntas formam uma árvore.
No fim aproveitamos e visitamos o Museu, o que para a maioria das crianças foi a primeira vez que aconteceu.


Foi muito giro e as crianças gostaram muito.

Diário Comenius (dia 4) - “Descer às profundezas do Tokaj”







Quarta-feira, 16 de Fevereiro

Para o final de tarde de quarta-feira, foi agendada uma visita às caves onde repousa um dos mais famosos vinhos desta região, o Tokaj. Só é produzido na Hungria e numa pequena parte da Eslováquia. Ao longo dos tempos, foi sempre um produto importante, ao ponto de merecer mesmo uma referência na letra do hino da Hungria. E é também património cultural da UNESCO. Este vinho tem características muito particulares no que respeitante às várias etapas porque tem que passar até estar pronto. Perceber todas as suas especificidades e aprender mais alguma coisa sobre o Tokaj era portanto o objectivo, e nada melhor do que fazê-lo no local onde, na penumbra, repousa para vir mais tarde à luz do dia na plenitude das suas capacidades. 
 O autocarro conduziu-nos de Secovce até à quinta onde nos esperava a visita guiada. Rapidamente, a luz cinzenta deste final de tarde deu lugar ao escuro da noite. Ainda não são seis horas e já a noite parece ir adiantada. Já parou de nevar faz algumas horas e a temperatura ficou mais fria. Estamos fora da cidade, e em pleno campo, o vento gelado vai fustigando todo o grupo. Ainda assim, as explicações são fornecidas cá fora, na rua. Tem que ser assim, porque a entrada para as caves são estreitas, a inclinação da descida é acentuada e nada propícia a desatenções. Estas caves, na sua maioria situadas nas encostas dos montes Zemplen, são escavadas em solos vulcânicos, formando verdadeiros labirintos. Ficámos a saber que algumas chegam a ter trinta quilómetros de extensão.
A descida às caves faz-se por um caminho onde todo o cuidado é pouco.
 Após as explicações da proprietária sobre o que iríamos ver, entrámos já minimamente esclarecidos. Assim que começamos a descer as escadas, rapidamente percebemos que a roupa que vestimos, se tornara num incómodo. A sensação de frio, foi substituída por uma temperatura amena, que não pediria mais do que uma simples camisola. A humidade, essa, é altíssima. Assim, nos foi explicado antes de entrarmos. Este vinho para ficar tal como é, aproveita os 95% de humidade do ar. Não é dos ambientes mais fáceis de respirar.




Por todo o lado estão presentes elementos que dão uma atmosfera especial ao local.
Escoltados por barris iluminados à luz da vela, somos obrigados a andar curvados pela altura insuficiente.
As garrafas alinhadas atrás das grades cheias de bolor são um dos pontos altos das caves Macik.

O efeito criado por recantos repletos de garrafas que aparecem quando menos se espera é fantástico. 

Pormenor do repouso das garrafas de Tokaj.
Fantasmagórico é uma das palavras que nos ocorre, conforme nos vamos embrenhando nos subterrâneos onde repousam barris e garrafas incrustadas em pequenos nichos que se sucedem ao longo das paredes. As velas espalham-se por todo o percurso, ora em cima dos barris, ora dando luz nos lugares mais improváveis. O cenário é completamente onírico e a trilogia escuro/luz das velas/silêncio parece governar aquele local. As paredes estão revestidas, na maior parte dos sítios por uma massa esponjosa e fofa. Perante um olhar atento, percebemos ser bolor, que tudo cobre e contribui com a sua parte para o fabrico do vinho, mas também para o ambiente da cave.
Não faltam objectos que nos prendam a atenção, olhamos incessantemente para os nichos onde repousam as garrafas. A maior parte deles tem grades, envoltas também elas em bolor verde acinzentado. O ar de clausura dá-lhes solenidade, um dia talvez de lá saiam para concluírem a sua missão final, agradar ao paladar de alguém. 

Diário Comenius (dia 4) - "Entrar no mundo do terrível Miklus"


 





Quarta-feira, 16 de Fevereiro

Um dos locais onde dormiam os prisioneiros. Por cima, algumas algemas e grilhetas.
Depois de sairmos da Casa Museu Ferenc II Rákócsi, percorremos uma curta distância até chegarmos a um edifício que durante quase trezentos anos serviu de prisão à cidade de Kosice. A prisão Miklus fica num edifício branco, com aspecto cuidado, que em nada faz lembrar o que por lá se terá passado aquando da serventia como cadeia. Ao que parece, um dos carrascos que por lá desempenhou as suas funções, destacou-se pela violência e crueldade. Com tudo isto o seu nome acabou associado à cadeia. Daí, este museu ter actualmente o nome de Prisão Miklus.

Um dos muitos objectos que serviram para torturar presos.
Entramos dentro da antiga cadeia, e desde logo se destacam os inúmeros espaços em que está dividida, uns com dimensões razoáveis, outras com tamanho diminuto, capazes de causar algum desconforto a quem tenha alguns problemas de claustrofobia. Este é um edifício que resulta da junção de duas casas do antigo burgo, construídas ente os séculos XII e XIV. Distribui-se pelo piso térreo, por um primeiro andar e pela impressionante cave, onde se situavam os calabouços.




Algumas das magníficas espadas presentes nesta colecção.

Nos calabouços são recriadas algumas sessões de tortura.

É mesmo por esses antigos calabouços que começamos a nossa visita. A descida faz-se por uma escadaria bem íngreme e estreita. Não é muita a luminosidade disponível, não há luz natural e rapidamente nos apercebemos que não seria o melhor dos sítios para prolongar uma estadia. Os vários instrumentos de tortura que se espalham pelas várias divisões deixam adivinhar os horrores que os prisioneiros sofreriam às mãos do terrível Miklus e de outros que por lá desempenharam iguais funções. Observamos com atenção esses instrumentos de tortura, nunca deixando de nos surpreender com o uso que as pessoas davam à imaginação no sentido de conseguir infligir tamanho sofrimento a outrem. Mesmo que a grande maioria das pessoas que por aqui passaram fossem acusados de roubo, de vários tipos de delinquência ou simplesmente de vadiagem. Percebemos também como eram as celas dos presos no passado e a falta de condições que tinham que enfrentar no seu dia-a-dia. Tudo isto estava bem documentado nas várias divisões porque fomos passando.
A colecção de fechaduras também nos surpreendeu.
O primeiro andar é completamente oposto aos calabouços, isto em relação à luminosidade. São inúmeras as fontes de luz, que dão um ar bastante acolhedor a esta área. Há abertura para uma espécie de varanda. O contraste entre o ar frio da rua e a temperatura interior é notório. Mesmo estando a porta aberta, o frio não consegue afastar o quente que se sente dentro do museu. O sistema de aquecimento antigo (à base do calor conseguido com braseiros) atraiu a nossa atenção, já que o sistema nos pareceu muito bem elaborado, pelo modo como se distribuía por todo o edifício. Já o sistema de aquecimento moderno atraiu permanentemente a atenção das nossas alunas, que não deixaram passar uma oportunidade de usufruir dele.

Um grupo de portugueses admira com toda a atenção o sistema de aquecimento do edifício.
Consta que esta pintura terá sido feita pelo próprio carrasco Miklus, havendo mesmo quem afirme tratar-se de um auto-retrato.
As salas do primeiro andar estão recheadas de motivos de interesse, desde colecções de armas, fechaduras, livros, mobiliário de época que constituem um acervo precioso. Uma das coisas mais curiosas deste local, é a pintura de uma face, numa das paredes de uma sala no primeiro andar. Diz-se que terá sido pintada pelo próprio Miklus, havendo quem afirme tratar-se mesmo de um auto-retrato. Voltamos ao rés-de-chão, onde todo o grupo se volta a juntar. Alguns de nós voltam a aproveitar o calor que sai dos radiadores nos breves momentos que antecedem a saída para a rua. Breve, deixaremos o quentinho da cadeia e enfrentaremos o frio que se faz sentir lá fora. Não será por muito tempo, já que está quase na hora de almoço.  

Diário Comenius (dia 4) - “Na casa museu do rebelde Rákóczi”







 Quarta-feira, 16 de Fevereiro

A casa museu Rodosto, vista da praça exterior.
Saímos do frio para o ambiente aquecido da Casa Museu Radosto. Este é um edifício datado de fins do século XVIII/início do século XIX. Subimos imediatamente ao primeiro andar onde começamos a visita. Este museu está organizado de modo a inteirar-nos de uma forma o mais completa possível, da pessoa do príncipe Ferenc II Rákóczi, do seu exílio na costa oeste do mar de Mármara (na actual Turquia) e ainda das suas cerimónias fúneres, que tiveram lugar, aqui em Kosice. Este primeiro andar é dominado por uma enorme sala de jantar, com alguns elementos decorativos, que lemos terem sido feitos e decorados pelo próprio.
Uma das salas do museu que se encontra muito bem organizado.
Mais à frente, vemos a colecção de armas, gravuras lindíssimas, medalhas e gravações em metal e outras obras de arte, que revelam um certo bom gosto que este príncipe e a sua família deveriam ter à epoca. Família que está muito bem representada numa série de aguarelas muito bonitas. É também dado um grande destaque a alguns elementos funerários, ligados não só à sua morte como também às imponentes cerimónias fúnebres.
A parte mais bonita desta casa é uma sala, totalmente decorada com motivos orientais, incluindo o tecto com um fabuloso trabalho em madeira talhada. Como objecto de decoração principal, uma cadeira, que com um ar imponente, domina todo o espaço.
A originalidade está presente em muitas das peças exposta neste museu.
A magnífica réplica da sala otomana com a cadeira a dominar todo o espaço.
Este artefacto fúnebre prendeu-nos a atenção pelo intricado trabalho em metal.
O trabalho na madeira das paredes da sala otomana.
Esta casa deve o seu nome, Rodosto à vila turca com o mesmo nome onde o último líder do levantamento rebelde dos Estados Húngaros contra o poder dos Habsburgos (austríacos) teve que viver exilado alguns anos (1720-1735) juntamente com alguns dos seus fiéis apoiantes. A casa é uma réplica dessa mesma casa turca. O seu aspecto, tipicamente otomano, surpreendeu os nossos colegas turcos, que não esperavam encontrar ali, tanta memória relacionada com o seu país de origem. É que para além da casa (numa boa parte do seu interior) ser uma réplica do que era comum utilizar nas construções apalaçadas) do Império Otomano (antigo império, cujo território principal é hoje a Turquia), tem também uma boa colecção de mobiliário, pinturas e gravuras otomanas. Foi uma boa oportunidade para adquirir mais alguns conhecimentos de uma História, que para nós europeus ocidentais, é muitas vezes pouco conhecida. Sendo assim, ficámos a saber que sendo o Império Austríaco inimigo do Turcos Otomanos, o sultão otomano viu neste rebelde uma oportunidade para combater o inimigo austríaco. No fundo seguiu um pouco a óptica do velho ditado que refere serem os inimigos dos nossos inimigos, nossos amigos. Também os franceses, que nesta época andavam de costas voltados para com os austríacos o apoiaram. Aliás a estátua, que está no exterior, e junto ao qual posamos para uma fotografia publicada anteriormente, tem escritas algumas palvaras em francês, evocando o direito à liberdade. O certo é que a avaliar pelo que lemos neste museu, este nobre foi um aventureiro rebelde, que viveu toda a sua vida envolvido na luta contra aqueles que considerava seus inimigos, ora combatendo pela força das armas, ora manobrando politicamente no sentido de atingir os seus propósitos. Não o terá conseguido por muitas ocasiões, mas o facto de lutar pela existência de uma Hungria livre (lembremos que até à Segunda Guerra Mundial, este era território húngaro) fez com que ganhasse, por direito próprio a admiração dos seus contemporâneos por estes lados. O facto de ter recusado por duas ocasiões o trono da Polónia, na altura oferecido pelo Czar Pedro I, faz com que pareça ter sido alguém, com ideais sólidos e não somente movido por interesse de ganhar poder.
O mobiliário de influência otomana está presente em várias divisões deste museu. Simpaticamente, os nossos colegas turcos explicaram-nos para que serviam algumas destas peças, cujo uso, é de certo modo, desconhecido para nós.
Os seus restos mortais chegaram a Kosice, apenas em 1906. Até na morte, este homem foi uma autêntica aventura. Consta que os seus orgãos foram enterrados numa igreja grega de Rodosto, enquanto o seu coração foi enviado para França. O restante corpo ficou em Constantinopla (actual Istambul), numa igreja francesa da cidade. Deixou escrito em testamento, o pedido para que os seus aliados estrangeiros não esquecessem a sua família e todos os companheiros de exílio (entre os quais dividiu uma parte da sua herança). A sua trasladação para Kosice revestiu-se de toda a solenidade possível.
Terminada a visita e de regresso ao frio no exterior, olhamos para a estátua dele que parece vigiar toda aquela praça em redor do museu, que foi merecedor de todas as honras que o seu povo lhe prestou. 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Diário Comenius (dia 4) - “Equilíbrios precários”








Quarta-feira, 16 de Fevereiro

Após a visita à catedral de Santa Isabel, seguimos com o nosso programa, visitar uma antiga prisão e uma casa museu. Ambas ficam na parte histórica de Kosice, pelo que o caminho faz-se a pé. Assim escrito, parece tarefa fácil, mas o caminho revelou-se algo perigoso, muita por inabilidade para andar em superfícies nevadas e geladas. A principal dificuldade reside exactamente em destrinçar isso mesmo. O que é que é neve, e o que é que é gelo. Se na neve, não há grandes problemas, já o gelo é perigo constante. A mais pequena distracção e é a morte do artista, como a tradição popular costuma afirmar. Assim sendo, vamos avançando, em passo lento, aprendendo alguns truques, como o seguir sempre os passos de quem vai à frente e que, se ainda não caiu, então é porque vai no caminho correcto. Outra alternativa é caminharmos agarrados uns aos outros em passos mais curtos do que o habitual.

O caminho para a Prisão de Miklus e para a casa museu faz-se através de ruas estreitas que vão revelando aqui e ali os seus encantos.
Enquanto aguardávamos poder entrar na antiga prisão houve tempo para uns momentos de descontracção. 
Tempo de espera junto à bilheteira.
 Depois de atravessarmos algumas ruas antigas com edifícios interessantes, finalmente chegamos ao nosso destino, a Prisão de Mikklus e a casa do carrasco. Antes de entrarmos, temos que aguardar algum tempo. O facto de serem muitos os bilhetes a serem comprados, a isso obriga. O largo onde esperamos, é muito bonito, tem ar de ter sido requalificado recentemente e é dominado pela estátua de Ferenc II Rákóczi. Aproveitamos para mais umas fotografias. Entretanto, uma aluna eslovaca escorrega no gelo e estatela-se no chão. Como não se aleijou, começa a rir e contagia todos os presentes. É incrivel como as quedas têm sempre o seu quê de cómico (desde que claro, uma pessoa não se magoe). Emboídos do velho espírito típico dos Jogos Sem Fronteiras comentamos que nos estamos a aguentar e que equipa portuguesa se mantém em jogo (deve ser lido algo como “nenhum de nós ainda se espalhou ao comprido”). É hora de entrar para ver por dentro esta casa-museu.

Todos ouvem (indiferentes ao frio) a explicação da guia sobre o que iríamos ver.
O nosso grupo posa junto ao rebelde Ferenc II Rákóczi.