terça-feira, 7 de junho de 2011

Diário Comenius Turquia (dia 2): “Atravessar a Porta Imperial”









Ainda nem entrámos no palácio Topkapi e já percebemos perfeitamente o que o sultão Mehmet, o Conquistador terá vislumbrado nesta zona, iniciando no distante ano de 1453 a construção do seu futuro palácio. Por aqui viveu até 1481, ano em que morreu. Ouvimos isto junto à fonte Sultão Ahmet III, o governante que tinha uma paixão imensa por túlipas. Esta fonte é uma bela construção do século do XVIII. Junto a ela podemos admirar a decoração baseada em motivos florais e os arabescos, provavelmente frases e excertos corânicas que continuam a fascinar-nos pelo efeito que produzem. 

Fonte do Sultão Ahmet III. Em segundo plano, o Porta Imperial

Está na altura de atravessarmos a Porta Imperial e entrarmos dentro da área do palácio. Rapidamente percebemos que são muitos os motivos merecedores de serem fotografados, o que atrasa um pouco o caminho do grupo. Como vale a pena, todos esperam pacientemente que os fotógrafos de ocasião terminem a sua missão. Depois de cumpridas as formalidades relacionadas com a segurança, damos por nós a contemplar um extenso jardim. A placa informativa refere-se a esta área como “Second Court”. Hora de mais uma lição de inglês, ao percebermos que esta palavra designa uma extensa área aberta que é totalmente ou parcialmente rodeada por muralhas ou edifícios. Estamos no segundo pátio. Se estamos no segundo pátio tem que haver um primeiro pátio, também conhecido por Pátio dos Janissários. Abrimos o mapa do palácio em que o primeiro pátio era local onde durante séculos os elementos do exército otomano se preparavam para as paradas e formaturas militares e apercebemo-nos que existem quatro destas áreas verdes no palácio. É altura em que ficamos com a noção que será impossível ver tudo e que teremos que fazer escolhas.

No caminho principal que atravessa o “second court” (segundo pátio)

A nossa atenção recai num edifício religioso à nossa esquerda. Trata-se da Aya Irini. Já não estranhamos os vários nomes que cada edifício pode ter. Esta não foge à regra. Também é conhecida por Haghia Eirene ou Igreja da Divina Paz. Foi uma igreja cristã, construída onde antes estava um templo pagão. Alguns séculos depois, o imperador Justiniano substituiu-a pela que estamos a ver agora. Corria o ano 540. Quando Mehmet, o Conquistador começou a construir o palácio, sendo muçulmano, obviamente não viu grande interesse na igreja. Esta acabou durante muito tempo a servir de arsenal militar, ou seja, o local onde se guardava o material militar necessário a equipar o exército.  

Aya Irini, também conhecida por Haghia Eirene (com toda a certeza uma homenagem à nossa D. Irene da biblioteca) e por Igreja da Divina Paz

Janissários é outra palavra que causa curiosidade entre nós. Perguntamos o que eram ou quem eram e ficamos a saber que eram a elite do exército otomano. Eram tão temidos pelos inimigos do exército otomano, como pelos próprios sultões, algo que nos deixa impressionados. Não há fama que dure para sempre e estes janissários foram perdendo a fama e a glória ao longo dos tempos. De respeitados pelos seus valores, força e disciplina acabaram por se tornar uma guarda nacional preguiçosa, com fama de insolentes e sem grande vontade de combater o inimigo. 

Ao fundo, os antigos estábulos imperiais

Os janissários, os mercadores e os homens de comércio podiam circular livremente por esta área, o que em certa medida explica o facto de ainda não termos bilhetes. Antigamente, tal como hoje, o segundo pátio era restrito. É aí que teremos que adquirir os bilhetes de entrada. Só o sultão e a rainha-mãe tinham o privilégio de atravessar a porta central que dá para o segundo pátio. Também nós entramos a pé. Logo a seguir à bilheteira, uma pequena fonte lembra aos visitantes que era aí que o executor imperial lavava os seus utensílios do seu tenebroso ofício após decapitar algum nobre ou rebelde que tivesse ofendido de algum modo o sultão.
Luís Sousa
Porta da Felicidade. É aqui a entrada para o terceiro pátio

Video de uma reconstituição histórica de uma parada de Janissários. Não deixem de reparar na curiosidade dos enormes bigodes que eles ostentam.

domingo, 5 de junho de 2011

Comemoração do Dia Internacional da Família na Unidade de Apoio a alunos com Multideficiência


No passado dia 11 de Maio foi o Dia Internacional da Família. A Unidade de Apoio a alunos com Multideficiência comemorou essa data na segunda – feira, dia 12 por convidar a família dos alunos que frequentam esta Unidade para uma tarde cheia de actividades. 

 


Logo pelas 14 horas os pais tiveram a oportunidade de trabalhar com os seus filhos na realização de um trabalho prático. Desse modo observaram o tipo de comportamento que os seus filhos têm na realização dessas actividades e o nível de participação que cada um deles pode ter nas fases do trabalho prático.
Em seguida todos participaram na pintura de um quadro com digitintas que assinala este encontro. Os pais tiveram o primeiro contacto com a técnica da digitinta (pintura com as mãos) e notaram como os seus filhos se sentiam à vontade com este tipo de técnica. 


Às 15.15 horas juntou-se a nós a professora Catarina para dinamizar uma sessão de musicoterapia. Desta vez a sessão foi bem mais animada que de costume. Todos participaram com os seus instrumentos musicais e participaram nas divertidas canções que a professora Catarina ensinou.
Por fim, fez-se um lanche de encerramento das actividades e todos provámos o bolo que a professora Helena Maia trouxe.



A comemoração deste dia foi mais uma oportunidade de convidar os pais para virem à escola. É muito importante que os pais vejam em primeira mão como os seus filhos funcionam no contexto escolar. Tal como todos os outros meninos, estes alunos apresentam maiores índices de autonomia na escola do que em casa, onde se sentem mais protegidos e salvaguardados pela ajuda dos progenitores. Por isso, não é raro ouvir expressões tais como: “Nunca pensei que ele fosse capaz de fazer isto!” ou “ Foi mesmo a Catarina que fez?!” Deste modo os pais percebem a importância dos seus filhos frequentarem a escola, mesmo sendo portadores de deficiências significativas.



Nunca devemos esquecer que os pais e encarregados de educação são parceiros da escola no processo educativo. Por isso, cabe a nós, Escola, dar-lhes a oportunidade de participar, colaborar, intervir e sugerir em nome de uma Escola melhor e mais inclusiva.

Teresa Miguel e Helena Maia

sexta-feira, 27 de maio de 2011

TERCEIRA EDIÇÃO DA BATALHA DE LEITURA|POESIA


No passado dia 17 de maio realizou-se a terceira edição da Final Interconcelhia da Batalha de Leitura|Poesia, que decorreu, no auditório da Casa da Música em Óbidos. A Maria Penas que representou o 2º ciclo classificou-se em 4º lugar e a Inês Santos pelo 3º ciclo arrecadou o 3º lugar. A Final do concurso foi antecedida de uma pré-eliminatória dividida em duas fases, para apuramento de um aluno por ciclo/escola. Na primeira fase do concurso estiveram envolvidas as turmas do 2º e 3º ciclos da escola, que selecionaram, nas aulas de Português, um(a) aluno(a) que passou à segunda fase, que teve lugar no dia 23 de abril, na biblioteca escolar de Santa Catarina. As turmas estiveram representadas pela Cristina Funcheira do 5º A, pela Catarina Silva do 5º B, pela Maria Penas do 5º C, pela Ana Almeida do 6º A, pelo Inês Ribeiro do 6º B, pela Francisco Carmo do 6º C, pela Cláudia Coito do 7ºA, pela Andreia Susano do 7º B, pelo João Marques do 7º C, pelo Micael Faustino do 8º A, pelo Rodrigo Machado do 8º B, pela João Almeida do 9º A, pela Paula Pereira do 9º B e pela Inês Santos do 9º C. A iniciativa foi aproveitada para abordar a temática do Mar, lembrar o 25 de Abril e o Dia Mundial do Livro, através da leitura de poemas relacionados com o Mar e a Liberdade.

A iniciativa é uma organização conjunta dos professores bibliotecários de Caldas da Rainha e Óbidos, que envolve todas as escolas do 2º e 3º ciclos e secundário dos concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos e tem como objetivos estimular a relação dos alunos com a poesia e com o texto poético, criar condições para a comunicação e produção poética e desenvolver estratégias de motivação dos jovens para o ato de ler e escrever.

A biblioteca escolar agradece a todos os alunos que participaram e a todos os professores que colaboraram nesta iniciativa.

Parabéns a todos!

Viva a POESIA!









Diário Comenius Turquia (dia 2): “Túlipas”









Quando se pensa em túlipas, não devem ser muitas as pessoas que não as associam logo à Holanda. De facto, a Holanda é actualmente uma das maiores, senão mesmo a maior produtora de túlipas do Mundo. Todos nós crescemos com esta ideia feita. Também é verdade que ninguém imagina a paisagem dos Países Baixos, repleta de túlipas, pintalgando os campos de todas as cores. Por as venderem para todo o Mundo, a Holanda viu associado o seu nome à produção de túlipa. Mas, serão elas originárias de lá?

Após um dia em Istambul, já nos apercebemos que as túlipas estão por todo o lado. Embelezam muitos dos jardins que já tivemos oportunidade de ver. Dão um colorido especial à cidade. Daí, surgiu a nossa dúvida do porquê da existência de tão grandes quantidades de túlipas. Ao olharmos para o mapa que revela a enorme quantidade de espaços e parcelas do palácio Topkapi voltamos a descobrir um espaço dedicado a esta bela flor. Há um espaço denominado jardim das túlipas no palácio. Começamos a perceber que pode existir alguma história que relacione as túlipas à Turquia, tal a preponderância destas flores por estas bandas.

Algumas perguntas e outras tantas leituras de informação desvendam-nos o mistério. A túlipa é uma flor nativa da Turquia e da Ásia Central. Foram levadas daqui pelos Holandeses no século XVI, certamente deslumbrados pela sua beleza. Foi com algum espanto que lemos, que há cerca de quatrocentos anos, existiu por aqui uma espécie de loucura por estas flores. Sendo muitas vezes vendidas ao peso, alguns exemplares chegaram nesta época a ter valores superiores ao preço de uma casa.
O período otomano do primeiro quartel do século XVII ficou conhecido pela “era das túlipas”, reinava por aqui o sultão Ahmed III. Esta foi uma época de paz, em que não existindo a preocupação da guerra, os otomanos dedicaram o seu tempo à cultura e à arte, onde se incluía o cultivo, contemplação admiração das túlipas. Enquanto vamos aprendendo todas estas informações, damos por nós a ter um novo passatempo linguístico, tentar pronunciar correctamente os nomes dos sultões que vamos ouvindo. Pronunciar Ahmed é um bom exercício vocal.
Voltando às túlipas, continuamos atentamente a ouvir as histórias que nos contam e ficamos a saber que também esta era das túlipas teve o seu término. Em 1730, uma revolta acabou com a deposição do sultão. Regressaram os tempos conturbados e toda esta aura em volta das túlipas caiu um pouco em desuso, mas não no esquecimento.


Hoje esta flor, cujo nome deriva do turco “turban”, ou seja, turbante por causa da forma da flor, continua a ter como missão colorir os jardins da Turquia e merece uma estima imensa por parte dos turcos.
Luís Sousa

Uma viagem intercontinental








A viagem à Turquia foi uma experiência muito empolgante, a população turca é muito simpática, generosa e bastante acolhedora. Fomos muito bem recebidos pelas nossas famílias de acolhimento. A primeira vez que entrámos nas suas casas, pediram-nos que nos descalçássemos ao que nós acedemos prontamente, mesmo não estando habituados. Ficámos a saber pelos nossos colegas turcos que a sua semana escolar inicia-se ao Domingo e termina à Quinta-Feira, fazendo com que o fim-de-semana corresponda à Sexta-Feira e ao Sábado. Além disso as aulas decorrem da parte da manhã, e por esse motivo, a escola não tem necessidade de ter cantina. Outra grande diferença em relação à escola em Portugal é que os alunos usam uniforme escolar. 

Alunos presentes no 3º encontro do nosso projecto Comenius

Algumas mulheres turcas usam habitualmente o tradicional lenço, embora algumas delas o retirem quando se encontram em casa. Ao contrário do que muitas pessoas pensam é raro ver mulheres totalmente tapadas.
Durante esta semana comemos ao pequeno-almoço azeitonas, pepinos e tomates, pão com mel e doce de pétalas de rosa, omeleta, entre outras iguarias. Durante o dia é habitual as pessoas beberem muito chá e acompanham sempre a carne (frango ou borrego) com muitos legumes. O Samuel e a Rita comeram folhas de videira num jantar.
Achamos as danças tradicionais muito apelativas, aprendemos alguns passos das mesmas e cantarolámos algumas letras de canções mesmo sem saber o significado delas.
Quanto à fruta, os turcos consomem ameixas verdes salgadas e bebem muito sumo de cereja.
Na rua, existem vendedores de castanhas e maçarocas assadas, bem como cremosos gelados que só nos chegam à mão após inúmeros malabarismos feitos pelo vendedor.
Em qualquer das localidades visitadas, Istambul, Samsun e Amasya, existem imensas mesquitas que se caracterizam exteriormente pelos seus imponentes minaretes e interiormente pelas suas decorações relacionadas com o Corão. Para entrar nestes templos foi necessário descalçarmo-nos e as raparigas tiveram que colocar um lenço na cabeça.
Em Istambul, durante a visita ao palácio Topaki vimos muitas jóias com inúmeros diamantes, rubis e esmeraldas. Além disso, no mesmo local estava um dos maiores diamantes do mundo e um berço construído em ouro e pedras preciosas. Deste palácio a vista sobre o Bósforo (estreito que liga o mar Marmara ao mar Negro) é deslumbrante. Não há dúvida que os sultões sabiam escolher bem onde construir palácios.


A amizade foi sendo reforçada ao longo dos dias

Em Amasya visitámos uma Casa Museu que é uma réplica das casas otomanas. Para além disso, subimos uma encosta para visitar alguns túmulos de pessoas que governaram esta zona.
Em relação aos bazares, também existem muitos, mas o mais imponente que vimos foi o Grande Bazar, onde existe todo o tipo de produtos à venda, incluindo jóias, candeeiros, sabonetes, artesanato, roupa.


Momento de dança turca com som a sair da carrinha

No estreito do Bósforo os barcos parecem fazer fila, pois o tráfego é intenso. Atravessámos a pé a ponte Galata que liga a parte europeia à parte asiática da cidade, local onde vimos uma rua com muitos edifícios típicos dos séculos XVIII e XIX, com um número incontável de pessoas, o que não é de estranhar tendo em conta que Istambul tem 12 milhões de habitantes (Portugal tem aproximadamente 10 milhões).
No regresso, fizemos escala em Frankfurt, na Alemanha, onde provámos as famosas salsichas em modo expresso, já que o tempo para apanhar o voo para Lisboa era muito curto.
Finalmente, chegámos a Lisboa, cansados, mas cientes de que esta foi a viagem das nossas vidas. Logo no início da viagem a Rita afirmou: “Nunca me vou esquecer desta viagem, nem que um dia venha a ter Alzheimer”.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Valor da Diversidade


Há uns meses atrás veio parar inesperadamente às minhas mãos um livro, do pedagogo Miguel Santos Guerra,  que me proporcionou momentos especiais de leitura. Esta compilação de crónicas sobre educação levam-nos a reflectir naquilo que fazemos todos os dias, ensinar.
Começo por partilhar convosco uma fábula extraordinária que Santos Guerra usou para ilustrar o valor da diversidade. E passo a citar:
                                                                              

“ Certo dia, os animais do bosque decidiram fazer algo para enfrentar os problemas do mundo novo e organizaram uma escola. Adoptaram um currículo de actividades que consistia em correr, trepar, nadar e voar e, para que fosse mais fácil ensiná-lo, todos os animais se matricularam em todas as disciplinas.
O pato era um aluno destacado na disciplina de natação. De facto, era melhor do que o seu professor. Obteve um suficiente em voo, mas em corrida não passou do insuficiente. Como era de aprendizagem lenta em corrida, teve de ficar na escola depois do fim das aulas e abandonar a natação para poder praticar a corrida.
 Estes exercícios continuaram até que os seus pés membranosos se desgastaram, e então passou a ser apenas um aluno médio em natação. Mas a mediania era aceitável na escola, de modo que ninguém se preocupou com o sucedido, excepto, como é natural, o pato.
A lebre começou o ano lectivo como a aluna mais distinta em corrida mas sofreu um colapso nervoso por excesso de trabalho em natação. O esquilo destacou-se na disciplina de trepar, até que manifestou uma síndrome de frustração nas aulas de voo, em que o seu professor lhe dizia que começasse pelo chão, em vez de o fazer de cima de uma árvore. Por último, ficou doente com cãibras por excesso de esforço, e, então, classificaram-no com 12 em trepar e com 8 em corrida.
A águia era uma aluna problemática e teve más notas em comportamento. Na disciplina de trepar, superava todos os restantes alunos no exercício de subir até à copa da árvore, mas insistia em fazê-lo à sua maneira.
Ao terminar o ano, uma enguia anormal, que podia nadar de forma excelente e também correr, trepar e voar um pouco, obteve a melhor média e a medalha para o melhor aluno...”

           Esta fábula faz-me reflectir sobre a importância da diversidade na escola. Mais do que isso, leva-me a admitir que a diversidade tal como a inclusão e outros tantos conceitos são desejáveis na escola e na sociedade. Mas a verdade é que na grande maioria dos casos são muito difíceis de interiorizar ao ponto de fazermos deles uma prática natural, quotidiana, indissociável da nossa postura como agentes educativos.
            A diversidade na escola envolve o respeito pelas diferenças dos outros na etnia, religião, cultura, língua... Todos já lemos muito, discutimos e reflectimos sobre estes assuntos. Mas hoje, queria fazer outra leitura desta fábula. O valor da diversidade na escola e dentro da sala de aula. Afinal de contas todos temos “patos” esforçados e “lebres” empenhadas, “esquilos” que atingem os objectivos de forma extraordinária mas por caminhos não ditados pelo professor... O que preferem na vossa sala? Alunos como estes ou “enguias anormais” que conseguem fazer um pouco de tudo medianamente? (atenção que aqui o termo anormal não é pejorativo, ver contexto da fábula) O que queremos nós? Alunos medianos ou bons mas que se ajustam rigorosamente às regras estabelecidas e expectativas previstas? O discurso que utilizamos é primariamente dirigido a esse modelo de aluno mediano que apresenta competências expectáveis?
            O currículo dos nossos amigos da fábula era imposto a todos independentemente da sua diversidade. Muitos, senão todos, sofreram com isso. O currículo dos nossos alunos também é de alguma forma imposto, “não depende de nós”, poderão argumentar. Não é o professor de Matemática, de Inglês ou Língua Portuguesa que decide a matéria que deve leccionar no 9.º ano de escolaridade. Mas usemos as ferramentas que temos à mão para contribuir para a diversidade na nossa sala de aula e, por extensão, na nossa escola. Procuremos interiorizar mais ainda este conceito da diversidade tornando-o uma praxis na sala de aula e fora dela também. Ao fazê-lo estamos a ensiná-la da melhor maneira aos nossos alunos.
 Teresa Miguel