
Terça-feira, 15 de Fevereiro
Como já tinhamos referido, o
espéctaculo que os alunos da escola de Secovce organizaram para a escola de S.
Valentim foi visualmente muito apelativo. Foram várias as apresentações e
bastante variadas. O melhor modo de transmitir um pouco do que assistimos será
através da utilização das fotografias que tirámos, e que esperamos, possa
ilustrar o espectáculo.
A primeira das actuações pertenceu a um grupo de alunas que encarnaram o papel de majorettes. As majorettes são grupos de coreografias, muitas vezes ligadas a eventos desportivos. Nos últimos tempos, têm vindo a ganhar alguma autonomia, em virtude da aposta em coreografias cada vez mais complexas onde a habilidade no uso do bastão e a sincronização entre os vários elementos que constituem o grupo são essenciais. Estes grupos são algo desconhecidos em Portugal, mas pelo que nos apercebemos, são bastante populares na Eslováquia.
Esta aluna da escola eslovaca
brilhou na apresentação da gala. Sobressaiu, revelando um domínio da língua
inglesa, pouco comum para a idade que tinha. Alternando a apresentação em
inglês e a língua eslovaca deu à sua apresentação um dinamismo muito próprio.
Este grupo de danças de salão
mostrou aos presentes o seu virtuosismo em vários tipos de dança. Bastante
versáteis, já os tinhamos tido oportunidade de contactar com eles quando os
encontrámos a ensaiar no pavilhão desportivo, numa sala própria que os alunos
usam para este tipo de treino.
Sem dúvida, um dos momentos altos
do espectáculo, um momento de dança que misturava as tradições ciganas e os
sons mais característicos dos balcãs. Em termos sonoros muito apelativo foi
abrilhantado pela mestria dos três dançarinos (duas raparigas e um rapaz).
Mais dois grupos de dança de hip-hop. Bastante elásticas, estas
meninas fizeram uma boa actuação, revelando uma facilidade enorme nos
movimentos de ginástica. Apesar de a base ser a mesma, uma das actuações
baseava-se mais em movimentos de dança, enquanto outra optou por movimento mais
tradicionalmente ligados à ginástica artística. Os seu números resultaram muito
bem e merecidamente foram bastante aplaudidas.
A quantidade de palmas que se
fizeram ouvir aquando da entrada deste rapaz na sala, deixavam antever alguém
com uma popularidade acima da média na escola. Correspondendo à expectativa da
sala, atacou o piso com os seus passos de dança misturando alguns passos
típicos do Michael Jackson e algumas técnicas de break dance, espécie de pré-história do que os jovens conhecem hoje
como movimentos de hip-hop e que
remonta aos bairros negros de Nova Iorque em princípios dos anos oitenta do
século passado. A música era uma versão meio estranha da banda sonora do Dirty Dancing, clássico teenager dos anos oitenta. Terminou o
seu número com o público rendido, a aplaudir durante bastante tempo.
Chegamos ao fim com uma das
bandas da escola a interpretar uma canção (“We Are The World”) conhecida dos
anos oitenta, na altura composta com fins humanitários, mas que nesta ocasião
em particular simbolizou a cooperação e a união das escolas dos vários países
participantes no projecto. Muito engraçado, o facto de a canção ser cantada em
duas línguas, primeiro em inglês e de seguida, em eslovaco. Já a tinhamos
ouvido aquando da apresentação da escola, mas voltámos a gostar de ouvir,
sobretudo, a parte em eslovaco, que nos soou bastante a novidade, por nunca termos
ouvido esta canção no idioma eslovaco. Depois do fim desta canção foi altura de
os DJ’s de serviço voltarem à acção, ambientando em termos sonoros a
continuação da festa.
































