quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Melhores momentos fotográficos da festa de S. Valentim”







 Terça-feira, 15 de Fevereiro 

Como já tinhamos referido, o espéctaculo que os alunos da escola de Secovce organizaram para a escola de S. Valentim foi visualmente muito apelativo. Foram várias as apresentações e bastante variadas. O melhor modo de transmitir um pouco do que assistimos será através da utilização das fotografias que tirámos, e que esperamos, possa ilustrar o espectáculo.


A primeira das actuações pertenceu a um grupo de alunas que encarnaram o papel de majorettes. As majorettes são grupos de coreografias, muitas vezes ligadas a eventos desportivos. Nos últimos tempos, têm vindo a ganhar alguma autonomia, em virtude da aposta em coreografias cada vez mais complexas onde a habilidade no uso do bastão e a sincronização entre os vários elementos que constituem o grupo são essenciais. Estes grupos são algo desconhecidos em Portugal, mas pelo que nos apercebemos, são bastante populares na Eslováquia.


Esta aluna da escola eslovaca brilhou na apresentação da gala. Sobressaiu, revelando um domínio da língua inglesa, pouco comum para a idade que tinha. Alternando a apresentação em inglês e a língua eslovaca deu à sua apresentação um dinamismo muito próprio. 


Este grupo de danças de salão mostrou aos presentes o seu virtuosismo em vários tipos de dança. Bastante versáteis, já os tinhamos tido oportunidade de contactar com eles quando os encontrámos a ensaiar no pavilhão desportivo, numa sala própria que os alunos usam para este tipo de treino.


 Sem dúvida, um dos momentos altos do espectáculo, um momento de dança que misturava as tradições ciganas e os sons mais característicos dos balcãs. Em termos sonoros muito apelativo foi abrilhantado pela mestria dos três dançarinos (duas raparigas e um rapaz).




Mais dois grupos de dança de hip-hop. Bastante elásticas, estas meninas fizeram uma boa actuação, revelando uma facilidade enorme nos movimentos de ginástica. Apesar de a base ser a mesma, uma das actuações baseava-se mais em movimentos de dança, enquanto outra optou por movimento mais tradicionalmente ligados à ginástica artística. Os seu números resultaram muito bem e merecidamente foram bastante aplaudidas.


A quantidade de palmas que se fizeram ouvir aquando da entrada deste rapaz na sala, deixavam antever alguém com uma popularidade acima da média na escola. Correspondendo à expectativa da sala, atacou o piso com os seus passos de dança misturando alguns passos típicos do Michael Jackson e algumas técnicas de break dance, espécie de pré-história do que os jovens conhecem hoje como movimentos de hip-hop e que remonta aos bairros negros de Nova Iorque em princípios dos anos oitenta do século passado. A música era uma versão meio estranha da banda sonora do Dirty Dancing, clássico teenager dos anos oitenta. Terminou o seu número com o público rendido, a aplaudir durante bastante tempo.


Chegamos ao fim com uma das bandas da escola a interpretar uma canção (“We Are The World”) conhecida dos anos oitenta, na altura composta com fins humanitários, mas que nesta ocasião em particular simbolizou a cooperação e a união das escolas dos vários países participantes no projecto. Muito engraçado, o facto de a canção ser cantada em duas línguas, primeiro em inglês e de seguida, em eslovaco. Já a tinhamos ouvido aquando da apresentação da escola, mas voltámos a gostar de ouvir, sobretudo, a parte em eslovaco, que nos soou bastante a novidade, por nunca termos ouvido esta canção no idioma eslovaco. Depois do fim desta canção foi altura de os DJ’s de serviço voltarem à acção, ambientando em termos sonoros a continuação da festa.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Festa de S. Valentim”








Terça-feira, 15 de Fevereiro 

O director Milan Leskanic convidou-nos simpaticamente a sentarmo-nos junto a ele.
As nossas alunas partilharam a sua mesa com colegas eslovacas e alemãs.

A já longa terça-feira ia caminhando para o seu término, mas ainda faltava a festa de S. Valentim. O povo eslovaco é um povo bastante dado e abraça este tipo de festividades com grande alegria. Os alunos desta escola que nos tem recebido não fogem à regra e esta noite também não fugiria à regra. Amavelmente fomos convidados para marcar presença e assim o fizemos.


Miroslav Koren, um dos nossos incansáveis colegas eslovacos, e um dos grandes 
responsáveis para que tudo corresse bem na nossa estada em Secovce


A “deputy” Mária Straková sempre em movimento cuidando para que todos os horários 
marcados saissem certinhos 
e para que nada faltasse aos presentes



A dinâmica equipa de DJ’s da escola que não deu tréguas aos presentes durante o seu set, percorrendo musicalmente vários continentes



Prato com várias especialidades
O espectáculo começou com a apresentação de vários números musicais e de dança protagonizados pelos alunos da escola. Apercebemos que é grande a entrega destes alunos a todo o tipo de actividades envolvendo o canto e a dança. Existem na escola vários grupos de dança que juntam um certo número de alunos que se unem conforme os seus interesses. Devido a esta dinâmica, a escola tem sempre pelo menos meia dúzia de apresentações para mostrar, seja aos alunos da escola, à comunidade ou a convidados, como foi o nosso caso. A riqueza visual das apresentações a que assistimos exige que tenham destaque fotográfico à altura. Após o desfile das várias apresentações, deu-se início ao um jantar volante onde pudemos experimentar inúmeras especialidades eslovacas, com a curiosidade de nesta refeição em particular não existir nenhum tipo de prato com base de carne, o que permitiu saborear com mais atenção a riqueza da cozinha eslovaca no respeitante ao modo como confeccionam os vegetais e todo o tipo de verduras. Como bons portugueses que somos, tentámos experimentar um pouco de tudo.

Diário Comenius (dia 3) – “Não há amor tão sincero como o amor à comida!”







 Terça-feira, 15 de Fevereiro 

Chegou a altura de apresentar pormenorizadamente as receitas que cada escola levou a concurso. As propostas eram variadas e abarcavam todas as etapas de uma refeição. Tinhamos duas sopas, três pratos principais e três sobremesas. A nossa proposta original baseava-se num gelado de lúcia-lima acompanhado por bolacha de alfazema. Infelizmente, devido à impossibildade de encontrar a lúcia-lima, a receita acabou por se concentrar somente nas bolachas de alfazema. Bolachas, que diga-se de passagem, os nossos colegas eslovacos e os alunos da turma de restauração trabalharam muito bem. Quando as vimos pela primeira vez, achámos engraçado, terem um aspecto ligeiramente diferente das nossas, mas estavam igualmente atractivas.
Antes do momento da prova, todos puderam ver a exposição das receitas numa mesa, onde para além dos pratos, tinham algumas referências aos respectivos países. Serviu para uma primeira abordagem às receitas, admirar o aspecto visual das mesmas e tentar advinhar aromas e sabores em cada uma.
Aqui ficam a listas das receitas a concurso e respectivas notas de prova de dois amadores (aluna e professor) sem quaisquer pretensões a críticos gastronómicos.

Alemanha (Garbsen) – Sopa de Abóbora

Sopa muito saborosa, com uma textura agradável e uma mistura de sabores bem conseguida entre o sabor da abóbora e o sabor (levemente amargo) das natas.

Sopa de Abóbora da escola (Garbsen, Alemanha)
Alemanha (Bad Liebenwerda) – Sopa de Batata com Lovage (espécie da família da nossa salsa)

Sopa com algumas parecenças às sopas portuguesa. Baseia-se numa mistura de vegetais onde reina a batata (que lhe fornece a consistência) e no aroma conseguido com a presença do “lovage”. Esta erva não tem uma tradução exacta para a nossa lingua, mas basicamente, é uma espécie de parente da nossa salsa, comummente utilizada na nossa culinária.

Sopa de Batata com “Lovage” (Bad Liebenwerda). Alemanha)
Inglaterra - Caril de frango com arroz e “naan bread” 

 Esta receita era aguardada com bastante expectativa, sobretudo por ser um grande apreciador de cozinha indiana e do modo como a mesma é condimentada. Foi uma das receitas a sofrer um primeiro embate no que toca a diferenças de paladar entre os vários países. Os portugueses têm uma excessiva tendência para exagerar no uso do sal (com as consequências de saúde que são sobejamente conhecidas). Por outro lado, o sal dá, como poucos ingredientes o fazem, uma alma à comida como poucos. Pessoalmente preferiria um caril mais ousado no uso da mistura de especiarias e um “naan bread” mais estaladiço.
O “naan bread” é uma das receitas de pão mais populares de países como a Índia, Paquistão ou até o Irão, entre outros. Basicamente, é uma mistura de água, levedura e algum tipo de gordura, geralmente manteiga. Como opção, podem ser utilizados iogurte ou leite.
Suponho que esta receita elaborada por alguém de origem indiana aumente em muito o resultado final. A escolha de uma receita de caril pela Inglaterra, representa o forte multiculturalismo que se presencia neste país. Não se pode esquecer que Londres (que se localiza perto da escola dos nossos parceiros ingleses) é uma cidade onde se falam cerca de trezentas línguas.

Caril de frango com arroz e “naan bread” (Inglaterra)
 Eslováquia - Rolo de frango e ervas com “dressing” de ervas

Uma surpresa esta receita onde apenas um pouco mais de sal se fez sentir no rolo de frango. No resto, a carne de frango bem temperada com a ervas e o “dressing” de ervas a coroar o prato. Uma mistura perfeita entre o uso do iogurte e a mistura das ervas. A receita no seu todo conjugava muito bem e mereceu uma boa pontuação por parte dos portugueses.

Rolo de frango e ervas com “dressing” de ervas (Eslováquia)
 Turquia - Couve recheada com carne picada

Esta foi uma receita que se revelou por completo à primeira utilização da faca. O aroma à combinação entre a carne picada e as especiarias era algo fabuloso. Não é por acaso que a cozinha turca está entre as melhores do Mundo. Resulta de um cruzamento entre séculos de tradição otomana e influências de todos os outros povos com quem os turcos contactaram. O efeito desta prova é quase um teletranspote imediato para a Turquia. Para nós, a melhor receita a concurso.
Couve recheada com carne picada (Turquia)
Portugal - Bolachas de alfazema

A nossa receita resulta numa combinação entre a massa que dará origem à bolacha e o toque da alfazema que lhe confere a personalidade. Estando estaladiça casa bem a acompanhar um chá bem quente, num lanche ou então numa ceia bem tardia. Perfeita para acompanhar o chá turco, ajudando ao desenvolvimento da parceria luso-turca, cujos efeitos foram bem visíveis.

Bolachas de alfazema (Portugal)
Polónia – Bolachas de chocolate com violetas cristalizadas e chá de bétula

A descrição do nome fazia prever um casamento de sabores muito bom. E de facto, as bolachas estavam muito boas, somente a força do chocolate tomou em demasia o espaço que deveria pertencer às violetas cristalizadas e ao chá de bétula. No entanto, bolachas muito boas para acompanhar todo o tipo de bebidas quentes, com o chá à cabeça.

Bolachas de chocolate com violetas cristalizas e chá de bétula (Polónia)
Hungria – Creme de “Rose Hip” (Roseira Brava)

Sobremesa muito bem conseguida, rapidamente se percebeu que seria algo para se provar num recepiente mais pequeno do que aquele em que foi apresentado, isto porque é uma autêntica bomba calórica. De qualquer modo, o creme à base de natas com o sabor fornecido pela roseira brava, fez desta sobremesa, um bom final para a degustação das várias receitas, merecendo também a nossa aprovação.

Creme de “Rose Hip” (Hungria)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Quem não é bom para comer não é bom para trabalhar”








Terça-feira, 15 de Fevereiro

Exposição das receitas a concursos confeccionadas com as ervas e plantas medicinais, uma por país
Boletim de voto onde os júri anotou as notas referente à prova
A mesa onde decorreu a degustação e o respectivo júri
A sessão de degustação decorreu segundo os seguintes moldes. Cada escola escolheu um aluno e um professor para provarem as receitas a concurso. Após alguma reflexão, foram escolhidos dois elementos sem grande vocação para comer bem, a saber a nossa aluna Margarida Baptista e o professor Luís Filipe Sousa. Este último foi fácil de convencer com o argumento que não era todos os dias que se podia lanchar oito pratos (sim, lanchar já que a sessão decorreu às 17.30). Seja como for, aceitámos a tarefa com espírito de missão. Passo seguinte, sentarmo-nos à mesa com os nossos colegas e deitar mãos à obra, ou melhor garfos e facas à obra.
Momento animado sobre dissertação gastronómica envolvendo elementos eslovacos, polacos e portugueses
A prova estendeu-se por cerca de uma hora, tudo foi provado lentamente e alvo de pontuação, após análise dos critérios estipulados. Uma curiosidade prendeu-se com o facto de estarem a concurso sopas, pratos principais e sobremesas, como era o caso das nossas bolachas de alfazema, que infelizmente, não puderam ser acompanhada pelo gelado de lúcia-lima, por não ter sido possível encontrar na área da escola eslovaca.
Os alunos do curso de restauração foram incansáveis para que tudo decorresse magnificamente.
É importante referir que tudo na sessão foi preparado pela turma do curso de restauração do ensino profissional da escola que nos recebeu. Estes alunos têm sido incansáveis no sentido de nos proporcionar de um modo impecável, tudo o que possa estar ligado à área que estão a aprender. Têm uma versatilidade enorme e aparecem sempre nos momentos certos para que os locais e as refeições aconteçam de um modo perfeito.
Uma aluna húngara a provar as nossas bolachas de alfazema
Voltando à sessão de degustação, no fim, cada membro do júri deu uma pontuação de 1 a 8 às propostas de todos os participantes. Finalmente, deu-se por terminado o evento, foram recolhidas as apreciações para se apurarem os resultados. Os resultados serão anunciados na festa de S. Valentim, a realizar depois do jantar, organizada pelos alunos da escola e onde também marcaremos presença.

Dia de S. Valentim, pelos alunos da turma A da EB das Relvas

Este dia também é conhecido como o dia dos namorados. É uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, sendo comum a troca de presentes e de cartões que simbolizam o amor, de bombons em forma de corações, porque se acredita que no coração estão todas as emoções.
Oferecer um coração a alguém é sinónimo de entrega total.
Rosas vermelhas representam paixão e emoções fortes.
Cupido – a sua flecha era utilizada para trespassar o coração dos jovens apaixonados. Há alguns anos atrás este dia era comemorado no dia 12 de Junho por ser véspera de S. António, Santo Português, com tradição de santo casamenteiro. Actualmente, seguindo a tradição de outros países festejamos esta data no dia 14 de Fevereiro.    
Nós, na Escola, também quisemos recordar este dia, pesquisando e elaborando este texto que aqui partilhamos convosco, assim como o cartaz com corações e rosas vermelhas, que é sempre tão bom receber.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Sessão de trabalho na plataforma eTwinning”






  

Terça-feira, 15 de Fevereiro 

Uma das professoras anfitriãs explica aos presentes o pretendido na sessão de trabalho do eTwinning
Os professores de vários países a trabalharem na plataforma eTwinnig.
Parte substancial do nosso projecto assenta na utilização de uma plataforma denominada eTwinning.  É nela que todos os participantes no projecto vão organizando o trabalho
desenvolvido pelos respectivos países e também os resultados obtidos em cada encontro realizado. Uma das grandes vantagens desta ferramenta é o seu aspecto visual. É possível gerir pastas onde para além de documentos variados, se podem armazenar os registos fotográficos sobre tudo o que esteja relacionado com o projecto “Medicinal Herbs in Europe”. É uma tarefa, podemos dizer, em permanente execução. Na área portuguesa, temos dado grande destaque às fotografias de ervas e plantas que temos recebido dos nossos alunos, assim como à biohorta da escola.
A professora Olga Matias e o professor Luís Filipe Sousa (fotografados pelo Director António Saloio) num momento de descontracção enquanto esperavam uma actualização de dados 
Parte da tarde de terça-feira, foi então utilizada para desenvolver trabalho nesta área. Actualizamos os nossos registos e aprendemos mais algumas funcionalidades da plataforma. Como outra das etapas do projecto é a construção de um website que tornará ainda mais visível o projecto que estamos a desenvolver, é importante que todos os parceiros percebam os moldes em que o mesmo será desenvolvido e que se possível contribuam com ideias para o melhorarem.
A finalizar a sessão fomos informados que daí a pouco iria iniciar-se a sessão de degustação das receitas enviadas pelos vários países. Os nossos colegas eslovacos resolveram fazer uma espécie de concurso enquanto se fazia a prova. Para tal, precisavam de um professor e de um aluno. Até começar o evento gourmet, houve lugar para um pequeno intervalo, perfeito para a toma de um chá e mais um pouco de convívio.

Diário Comenius (dia 3) – “Turkish delights”







Terça-feira, 15 de Fevereiro 
 
Caixa com três variedades de Lokum, também conhecido como Turkish delights
Os nossos colegas turcos são fantásticos. Após o fim da sessão de apresentação das escolas aos professores eslovacos montaram num ápice um espaço onde dispuseram uma série de caixas com doçaria turca. Há entre nós, pelo menos uma pessoa, que há já muitos anos é um apaixonado incondicional da cozinha turca. Se passarmos à categoria da doçaria, então aí passa a ser difícil descrever a riqueza de sabores e texturas que os doces turcos conseguem ter. Só mesmo provando. E foi a isso mesmo que nos dedicámos após a sessão de trabalho.
Caixa de Lokum com motivos otomanos
Lokum, um dos doces turcos mais deliciosos
Nokkul,ou lokum de várias qualidades (cada uma mais deliciosa do que a anterior) arrebataram os sentidos de todos os presentes, bem acompanhados por chá também de origem turca. Nunca deixa de ser fascinante o modo com a comida (e a conversa à volta dela) une povos de várias proveniências. Como não espanta a ninguém, qualquer português se sente à vontade a falar de comida, tarefa na qual se consegue manter concentrado horas a fio. Dificilmente se encontrará povo no mundo, que estando a comer algo, consegue a proeza de estar a relembrar memórias do que comeu no passado ou a planear experiências gastronómicas futuras.
Nokkul, um doce feito com pistáchios ou avelãs trituradas envoltos numa massa folhada muito fina.
Em conversa com alguns professores turcos tendo como tema estes doces, aprendemos que por exemplo, o lokum teve origem no império otomano no longínquo século XV, Só no século XIX chegou até ao Ocidente quando um britânico desconhecido chega em viagem a Istambul. Ao provar estes inebriantes doces achou-os uma experiência sensorial fantástica. O nome pelo qual ficaram conhecidos no Ocidente, Turkish Delights, deve-se ao facto de ter sido essa designação que mandou inscrever nos caixotes que enviou para a Grã-Bretanha.
Os créditos desta experiência extraordinariamente gustativa vão inteiramente para os nossos colegas turcos, que gentilmente trouxeram para terras eslovacas. Esta parceria luso-turca açucarada continua a desenvolver-se de uma forma muito engraçada, embora com resultados em termos de aumento de peso completamente imprevisíveis.    


Diário Comenius (dia 3) – “Pode algo parecer comestível sem o ser?”







Terça-feira, 15 de Fevereiro

Saco de oferta com o sabonete
Sabonete natural de alfazema
Entre os presentes entregues aos vários países participantes, encontravam-se os sabonetes naturais, elaborados através de métodos artesanais. Foi grande a curiosidade dos professores que receberam os sabonetes acerca de como eram feitos. Explicamos que tinham sido feitos por crianças e não por jovens das idades dos alunos presentes no encontro. Quando preparámos as coisas para serem entregues, achámos que seria melhor explicar que não eram comestíveis, não fosse alguém pensar isso. Pode algo que não é feito para comer, ter um ar apetitoso? Pode sim, e os sabonetes naturais de alfazema elaborados pelos alunos da Escola Básica de Alvorninha são a prova disso. Não podemos deixar de dar os parabéns a quem os realizou porque foram bastante apreciados por quem os recebeu.