sábado, 21 de maio de 2011

Diário Comenius Turquia (dia 1): “Um cemitério otomano”








Gradeamento que ladeia o cemitério otomano que visitámos
Já anoiteceu quando iniciamos o regresso ao nosso hotel. A diferença de duas horas a mais em relação à hora de Portugal fez com que jantássemos mais cedo do que seria normal. Teremos que nos habituar aos horários que se praticam por aqui. Apesar de ser noite, ainda temos disposição para andar um pouco mais. As ruas estão repletas de pessoas que andam em todos os sentidos. Nas dezenas de restaurantes que conseguimos vislumbrar enquanto vamos subindo a avenida, centenas de mesas são ocupadas por turistas e locais. Sai música de muitos estabelecimentos por onde passamos. Falamos entre nós que assim que pudermos teremos que explorar a música turca.

Geralmente existe um complexo religioso junto a estes antigos cemitérios

Passado algum tempo chegamos junto a um cemitério. A imagem nocturna é fabulosa. O contraste entre a luz amarelada que parece vir da mesquita e o escuro formam um cenário onírico. Estamos perante um cemitério otomano. Nas escadas de entrada, um homem vende artesanato, sobretudo brincos e pulseiras. São assim, os cemitérios por aqui. Não estão isolados, antes fazem parte da vida das pessoas que os respeitam imenso. Após alguns momentos de conversa com o vendedor, não resistimos e entramos para ver. 

Um vendedor solitário expunha para venda na escadaria do cemitério a sua mercadoria
Não há qualquer intenção mórbida na nossa visita. Este cemitério está envolvido por um jardim e rapidamente apercebemo-nos que é atravessado por pessoas que o usam como caminho para o seu destino. Geralmente estão anexos a uma mesquita, mas o que realmente é importante, é que são verdadeiras obras de arte, reveladoras da História do antigo Império Otomano. Um olhar mais atento, mostra que as sepulturas são datadas do século dezanove. A avaliar pela estrutura, pareceram-nos pertencer a algumas figuras ilustres ou pelo menos com algumas posses. A pedra utilizada é geralmente clara, e decorada com caligrafia decorada. 

Exemplo de sepulturas otomanas
Saimos de lá convencidos que um verdadeiro viajante não pode ficar circunscrito somente às avenidas principais ou a zonas referenciadas como turísticas. A verdadeira essência de uma cidade raramente está à mostra de quem não tem disponibilidade para deixar-se levar pela mão. Cidades como Istambul levam-nos pela mão e revelam as suas preciosidades para quem as quiser realmente conhecer. E não estão longe! Em menos de um minuto, estamos de volta ao vento frio que sopra na paragem do eléctrico. E por lá ficamos mais algum tempo, até conseguir entrar num à terceira tentativa. 
Luís Sousa
Exemplo de sepulturas otomanas
Exemplo de sepulturas otomanas
Exemplo de sepulturas otomanas

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Diário Comenius Turquia (dia 1): “Salat”









O Salat é o nome dado à oração que os muçulmanos têm que cumprir. É composta por cinco partes, sendo que a primeira realiza-se durante a alvorada e a última quando já é noite. Estas cinco orações são consideradas pela doutrina islâmica, o momento em que o fiel pode estar mais próximo de Deus.
O Corão é o livro sagrado da religião muçulmana
A língua do Islão é o árabe, e é nessa língua que são realizadas as orações. A chamada para as orações é efectuada pelo muezzin. A sonoridade dos excertos retirados do Corão ecoa pelo ar através dos minaretes das mesquitas têm uma sonoridade mágica sobretudo para pessoas como nós, que não estão familiarizadas com estes rituais. O som sai das colunas dos minaretes. Pensávamos que estas mensagens eram gravadas, mas descobrimos que apesar de amplificadas pelas colunas, as palavras são ditas por um clérigo que, sentado em frente a um Corão, vai recitando as palavras. Mesmo não entendendo nada do está a ser declamado, a sensação que nos transmite é revestida de alguma emoção e calma.
Existe também todo um protocolo para o inicio das orações. O crente deve cumprir um ritual de purificação. Vimos crentes a purificarem-se no pátio da Mesquita Azul. Este ritual chama-se ablução e consiste na realização de uma higiene específica e muito detalhada. O crente lava as mãos e os antebraços, a boca, as narinas e a face. Depois, passa ainda água pelas orelhas, pela nuca, cabelo e pelos pés.
Uma das curiosidades do ritual de purificação prende-se com algumas excepções. Se o crente muçulmano estiver num local onde não exista água ou que esta tenha qualidade duvidosa, no sentido de poder colocar em perigo a sua saúde, este pode substituir as abluções pelo uso de areia ou terra. O fiel deve sempre iniciar as suas orações orientando-se na direcção de Meca. 

Luís Sousa

Este quadro indica aos fiéis as horas em que devem ser realizadas as orações
Este é o local onde os muçulmanos realizam a purificação para poderem efectuar as suas orações
Os minaretes das mesquitas parecem apontar ao céu. Neles estão instalados os altifalantes que amplificam o chamamento para o Salat

domingo, 15 de maio de 2011

BATALHA DE LEITURA|POESIA

A Daniela Silva do 5.º A e a Inês Santos do 7.º C foram apuradas para representar a nossa escola na final da Batalha de Leitura|Poesia que se realizará,  no dia 20 de Maio, no Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha. Conforme já foi divulgado a iniciativa contará com a participação de todas as escolas do 2º e 3º ciclo e secundário, do concelho de Caldas da Rainha e Óbidos. 

As grandes finalistas,  a Daniela e a Inês
Na primeira fase do concurso participaram todas as turmas do 2.º e 3.º ciclo. As turmas foram representadas na segunda fase do concurso pela Daniela Silva do 5.º A, o Marcelo Alves do 5.º B, a Andreia Susano do 5.ºC, a Inês Morgado do 6.º A, a Marta Lopes do 6.º B, a Joana Mateus do 6.º C, o Ricardo Antunes do 7.º A, o Rafael Fialho do 7.º B, a Inês Santos do 7.º C, a Sara Funcheira do 8.º A, a Rita Vicente do 8.º B, o Tiago Marques do 8.º C, a Patrícia Inácio do 9.º A, a Rita Correia do 9.º B e o David Marques do 9.º C. A biblioteca escolar agradece a todos os alunos que participaram e a todos os professores que colaboraram nesta iniciativa.

Parabéns a todos! Força Daniela e Inês!!!!

Os alunos finalistas do 2.º ciclo

Os alunos finalistas do 3.º ciclo


25 de Abril, sempre!

“25 de Abril, sempre!” Este famoso grito da luta democrática dos anos 70 em Portugal foi o mote para as comemorações da Revolução dos Cravos na EBI/JI de Santa Catarina.
Com os olhos nos factos passados mas com a mente no futuro propusemo-nos a envolver a comunidade escolar em actividades que relembrassem os valores pelos quais centenas de pessoas lutaram naquela madrugada de Abril.
Assim, de 26 a 29 de Abril todos se envolveram no processo revolucionário de construção de uma democracia. Com a ajuda dos alunos das turmas 8º C e 9º C foram elaborados powerpoints temáticos que nos levaram a conhecer valores como a democracia, a igualdade e a liberdade, do corpo e do espírito, e a redescobrir alguns dos factos e músicas que marcaram a nossa história e, consequentemente, a nossa identidade nacional. 

Workshop Sub18
Na tentativa de preservar as memórias de uma comunidade a BE recuperou no seu espaço a ideia do Mural de Abril e organizou uma mostra do seu espólio “mais revolucionário”. Ainda com o apoio precioso da BE foram dinamizados, no dia 27 de Abril, dois workshops com as turmas de 8º e 9º ano, com o intuito de debater o que é a política e apelar à participação cívica dos jovens, pois só assim a democracia perdurará. Esta actividade intitulou-se “Workshop sub 18” e foi dinamizada com a presença de representantes da nossa política, nomeadamente, um deputado da Assembleia da República e um vereador de uma autarquia.
"histórias com História na biblioteca" com "Vamos a Votos!"
Os mais pequenos tiveram no dia 29 de Abril o seu apelo à cidadania, mediante a participação no projecto “histórias com História” dinamizado pela professora Sónia Araújo. Assim, as turmas de 6º ano ouviram a história “Vamos a votos!” de José Jorge Letria e reflectiram sobre a importância de expressar a sua vontade de uma forma democrática. As turmas do 1º ciclo descobriram através da história “O andarilho da voz de ouro”, J. Jorge Letria, um outro protagonista da Revolução e (re)visitaram a sua música numa actividade intitulada “Zeca Sempre”.
A forte e activa participação dos alunos levam-nos a pensar que a Revolução continua e que o 25 de Abril acontece realmente todos os anos, mostrando-se como um projecto de futuro!

Através das "histórias com História" na biblioteca, os alunos do 1.º ciclo ficaram a conhecer  Zeca Afonso
 
Sónia Araújo 

Diário Comenius Turquia (dia 1): “Iniciação à cozinha turca”


 





Falar da culinária turca é falar de uma das cozinhas mais ricas do mundo. Um dos principais motivos para isso será com certeza a grandeza geográfica deste país. E claro, a parte histórica. Durante muitos séculos, o Império Otomano fez a ligação entre o Oriente e o Mediterrâneo. A gastronomia turca foi favorecida pelo facto de o Império Otomano dominar a rota das especiarias e ter ocupado extensas zonas através de invasões e conquistas. Beneficia do legado de uma cozinha imperial onde durante séculos centenas de cozinheiros especializados em diferentes tipos de pratos tentaram agradar ao máximo o paladar real dos sultões. Como sempre, o tempo trouxe a comida dos reis para junto do povo, que adaptou ao seu modo de vida várias receitas palacianas.

Escolher o que comer é difícil

A comida é exposta de um modo extremamente atractiva para os transeuntes
O Império Otomano durou seiscentos anos. A transição para a moderna Turquia foi também consumada pela culinária. Actualmente, a cozinha turca continua na senda do aperfeiçoamento dos pratos, bem como na combinação dos mesmos. Isto é facilmente visível em alguns restaurantes que espreitámos. Têm ementas à entrada dos estabelecimentos, que permitem observar a iguaria cuja apresentação revela grande sofisticação.
A nossa opção recaiu num local que nos agradou por ter um escaparate virado para o exterior. Pudemos observar as várias opções de comida ainda da rua. Decidimos entrar e escolher o que mais nos agradou. O conceito era simples. O cozinheiro pegava num prato e nós apontávamos o que queríamos. A refeição acabou por se tornar numa experiência de degustação, em que pudemos apreciar algumas receitas típicas desta zona da Turquia. Basicamente, os legumes são trabalhados de todas as formas possíveis, originando saladas, estufados e assados. Devido a questões religiosas, a carne de porco não é consumida. É uma proibição do Islão. É substituída por carnes de aves e borrego. A ligação entre ingredientes é conseguida através do uso exímio das especiarias e ervas aromáticas. O cheiro destas propaga-se pelo ar inebriando os sentidos de quem percorre a cidade. O nosso palato, está neste momento hipnotizado pelo molho de iogurte, menta e alho, que salta de mão em mão para os pedaços de pão que acompanham os nossos legumes e os kebabs (o nome utilizado por aqui para designar as espetadas). Findo o jantar, ainda há tempo para passearmos mais um pouco. 

O fantástico molho de iogurte com menta e alho
O nosso grupo enquanto jantava. Fotografia de um empregado do restaurante com uma farta cabeleira encaracolada e um sentido de humor que nenhum de nós percebeu muito bem.

Diário Comenius Turquia (dia 1): “Sultanahmet”



 A primeira impressão para quem chega a Sultanahmet é que seria possível andar por aqui durante muito tempo sem que fosse necessário sair deste bairro. A concentração de motivos de interesse é simplesmente impressionante. Monumentos, museus, hotéis, restaurantes, lojas que expõem uma quantidade inacreditável de produtos. De onde estamos parados, conseguimos vislumbrar Hagia Sophia, a Mesquita Azul e o que restou à superfície da basílica Cisterna e o Hipódromo. Isto é possível, porque foi nesta área que os imperadores, primeiro bizantinos e depois otomanos mandaram construir um conjunto apreciável de locais de adoração, serviços públicos, e claro está palácios imperais, sendo o Topkapi, o melhor exemplo. Aqui se planeavam estratégias de governação, planeavam-se casamentos e recebiam-se os exércitos vitoriosos, regressados das batalhas. É o coração da cidade de Istambul. E à volta dela, cresceram pequenos subúrbios onde também há muitos motivos para deambular tempo sem fim. 

No coração de Sultanahmet, com o que resta à superfície da Basílica Cisterna (a construção em pedra ao fundo)

Junto a um vendedor de massarocas de milho decidimos o caminho a tomar. Ainda relativamente longe das maçarocas alguém imaginou que fossem churros. Instalou-se a risada geral quando ao invés, deparámos não com o doce esperado, mas com milho assado. Nestas praças são inúmeros os carrinhos cheios de produtos para vender. Castanhas assadas, todo o tipo de frutos secos, fruta fresca, bebidas e vários exemplares de doçaria turca. Para além das centenas de turistas, observamos também muitas pessoas com ar de serem habitantes locais. Aproveitam este bonito espaço para passearem com amigos e família. Muitos dos que estão sentados a bebericar chá turco. Os copos que usam têm um aspecto fantástico.

Vista da Hagia Sophia (Santa Sofia). Foi construída como basílica, mas hoje é uma mesquita

A Mesquita Azul vista do jardim que separa duas das mais imponentes mesquitas de Istambul
A Mesquita Azul é uma das mais belas mesquitas da cidade
O pátio da Mesquita Azul é decorado com arcadas cheias de perfeição
No ar espalha-se o som da Salát Al-Açr, a oração da tarde para os muçulmanos devotos. O som do muezzin é das coisas mais bonitas que se pode experienciar por estes lados. Andamos junto à Hagia Sophia e seguimos pelos jardins até entrarmos na Mesquita Azul. Optamos por uma visita ao exterior para não perturbarmos os fiéis que no interior oram. Como é característico nas mesquitas, não há qualquer imagem. O Islão proíbe-o para evitar situações de idolatria. No entanto, é  enorme a beleza da azulejaria geométrica e dos escritos em árabes, muitas vezes com letras douradas a adornar as paredes e os tectos. São sempre excertos do Corão. E o facto de serem escritos em árabe deu origem à palavra arabescos. Foi esse o termo que os ocidentais acharam para referirem algo que não compreendiam muito bem. Após visita ao pátio, saímos por uma outra porta e estamos no antigo Hipódromo. Este era o local onde se concentravam os exércitos antes e depois de partirem para a guerra e realizam a corridas. Por aqui são vários os monumentos existentes. Destacam-se os obeliscos e a coluna da serpente.
As horas passam sem darmos por isso. Está na hora de jantar. Apesar do fuso horário indicar mais duas do que em Portugal, o dia foi muito longo e o apetite está desperto. Está na hora de nos iniciarmos na saborosa cozinha turca. 
Luís Sousa
O nosso grupo no pátio da Mesquita Azul
Excertos do Corão decoram muitas partes de uma mesquita
Obelisco de Teodósio. Erigido no ano 390
A Coluna da Serpente foi erigida no século IV
Um vendedor de rua e as suas maçarocas de milho que ao longe pareciam churros

quarta-feira, 11 de maio de 2011

BATALHA DE LEITURA|POESIA


Diário Comenius Turquia (dia 1): Entrar em Istambul


 





Dezasseis estações de metro depois, estamos finalmente em Istambul. Cerca de trinta/quarenta minutos passaram desde que saímos do aeroporto. O percurso alterna partes subterrâneas com linhas que atravessam bairros onde percebemos que se vive intensamente. As ruas estão repletas de pessoas, carros, mercados onde estão expostas mercadorias que esperam compradores. Tudo é movimento e é difícil, senão impossível, descobrir algo vivo que não mexa. Consoante avançamos rumo ao centro da cidade, menos é o espaço que as carruagens do metropolitano vão tendo. A nossa língua, não passa despercebida quando ouvida por quem passa por nós. Percebemos isso perfeitamente. Descortinamos olhares curiosos e diálogos em forma de interrogação. Temos a sensação que ninguém percebe uma palavra do que estamos a dizer. E que também não conseguiriam afirmar com certeza, qual o país de que somos originários.


Esta é a vista à frente do nosso hotel

As bandeiras da República da Turquia são também um elemento omnipresente na paisagem. Todos os edifícios que parecem ter alguma importância, têm hasteado (numa varanda ou no topo do edifícios) bandeiras turcas, algumas delas com um tamanho impressionante. É impossível conseguir um enquadramento onde não esteja presente alguma bandeira nacional. A bandeira aqui é símbolo de orgulho nacional.


A avenida que nos levará ao centro histórico de Istambul. Ao centro a linha de eléctrico que serve esta zona

Optamos por confirmar o caminho a seguir. A primeira pessoa a quem perguntamos algo tem um ar simpático e uma metralhadora nos braços. É um agente de segurança que faz vigilância à área. Não fala inglês, mas confirma apontando no nosso mapa que estamos na direcção correcta. Facilmente percebemos que ainda é longo o percurso para o nosso hotel. Para além de longo, é sempre a subir. Como bónus, os passeios são revestidos numa espécie de paralelos que dificultam em muito o ritmo com que avançamos. Apesar de abreviarmos caminho entre algumas ruas secundárias chegamos ao hotel cansados. Estamos numa zona denominada Findikzade, mesmo à entrada daquela que é considerada a parte antiga de Istambul.
Depois de tratadas as formalidades e de conhecermos os quartos, as duas opções em cima da mesa são: optar pelo descanso ou avançar para Sultanahmet, talvez a zona mais interessante de Istambul. Instala-se a unanimidade. Todos querem partir à descoberta. Assim seja, Sultanahmet será o nosso destino.

Luís Sousa

Golden Hill é o nome do hotel que nos recebeu em Istambul
À saída do hotel, a caminho de Sultanahmet.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Diário Comenius Turquia (dia 1): Jeton!.









À entrada do metro, cujo planeamento prévio de viagem, indicava o caminho que nos levaria até ao centro de Istambul, e daí até ao hotel onde iríamos pernoitar, aconteceu a primeira ocorrência estranha da nossa expedição. Naturalmente, parámos junto à máquina de bilhetes, estudando o método de os obter. As primeiras conclusões surgiram rapidamente, assim como a ajuda de um cidadão turco que prontamente se ofereceu para nos auxiliar. A dúvida prendia-se ao facto de precisarmos de oito bilhetes e o sistema apenas fornecer um máximo de cinco. Quase sem darmos por isso, o nosso ajudante de serviço tinha na mão uma das nossas notas para introduzir na bilheteira automática. Tudo acabou bem, ou seja conseguimos os bilhetes. Mas, antes disso fomos apresentados ao jeton. E o que é o jeton, pode questionar-se quem estiver a ler este artigo. Agora, sabemos que é o nome dado às fichas vermelhas circulares que permitem a entrada no circuito de metropolitano de Istambul. Se o soubéssemos anteriormente, não teríamos passado pela situação caricata de termos ficado com uma expressão facial meio aparvalhada e desorientada. Isto porque ao vermos entrar uma nota na máquina e começar a ver cair moedas douradas, intercaladas com algo circular também, mas vermelhas. “Fomos enganados!!! Saíram uma série de rodelas de plástico iguais às que utilizamos nos carrinhos nos nossos supermercados. E mal saímos do aeroporto!” Felizmente,  isso não aconteceu. Foi com um equívoco que os graciosos jetons entraram na nossa estadia em Istambul.
Luís Sousa

Conheçam o jeton, o passaporte para os transportes públicos de Istambul!