domingo, 8 de maio de 2011

Diário Comenius (dia 6) - “Night Train to Budapest”







Sexta-feira, 18 de Fevereiro

Seis da tarde e já é noite escura em Kosice. Estamos junto ao nosso comboio. Antes de conseguirmos acomodar-mo-nos temos que tratar das bagagens. Carregar e descarregar malas, sobretudo com as características das nossas, não é de modo algum actividade que nos atraia por aí além. Tentamos subi-las para a carruagem com calma e sobretudo com cuidado. Não queremos que ninguém se aleije. Incluindo as malas, já que algumas começam, por esta altura, a acusar o esforço da viagem. Já há rodas que saltam fora, ferros que se desprendem. Como parece que este comboio não irá ter muitos passageiros, não há grande pressa. 

Às seis da tarde já a noite tinha caído em Kosice

Finalmente, estamos instalados. Para além de nós, na carruagem só parece haver mais um passageiro. Lá fora, não fosse a fraca iluminação das linhas e já nada seria visível para nós. Ao sinal sonoro, a máquina dá sinais de começar a movimentar-se. Os revisores saltam para dentro das suas carruagens e aos poucos vemos Kosice a afastar-se, até não nada mais restar senão as luzes da cidade. A viagem até à fronteira eslovaco-húngara não irá demorar mais do que meia hora, talvez uns quarenta minutos. Recostamo-nos aos bancos, e alguns de nós mergulham num estado de sonolência. Os que mantêm a vigia, vão conversando e rindo ao sabor das graçolas que vão surgindo.


Momentos de descontracção durante a viagem. Também se aproveita para realizar um pouco de manutenção às malas

A primeira estação do lado húngaro em que paramos, tem neste momento, ainda mais ar de cenário de filme de espiões do que nos pareceu quando estivemos aqui de dia. Quando voltamos a partir, alguém sugere que era uma boa altura para jantarmos. Num instante, espalhamos o nosso repasto pelas mesas. Água e sumos, sanduíches com recheios variados, batatas fritas e fruta. Numa súbita alergia a vegetais, a Margarida e a Sara, rapidamente descartam a parte saudável das suas sanduíches e preparam em dois tempos uma refeição vegetariana para o professor de História. E assim, a viagem vai continuando. Sem darmos por isso, quando terminamos o jantar, já passaram duas horas desde que partimos de Kosice.

Refeição vegetariana preparada para o professor de História. Cortesia da Margarida e da Sara
Por esta altura, o cansaço já afectava todos

Três horas e meia depois, depois de viajarmos a maior parte do tempo só com a escuridão como paisagem começam a surgir algumas luzes mais intensas. Agora podemos ver edifícios com características industriais, muitos deles com um ar meio abandonado. Provavelmente, serão oficinas e barracões de apoio ao serviço ferroviário. Mais uns minutos e estamos a entrar novamente na estação de Keleti. Na plataforma, podemos observar alguns rostos ansiosos. Esperam por amigos/as, namorados/as ou família. Não tendo, ninguém a esperar por nós, deixamos o comboio imobilizar-se por completo. Repetimos toda a operação relacionada com a logística das malas. Apesar do regresso a Budapeste, e do entusiasmo que gera o facto de ainda termos a manhã de amanhã para visitarmos a cidade, todos estão com ar de quem está a sonhar com as camas do hotel onde vamos ficar instalados. A apenas quatrocentos metros de aqui, o descanso espera por nós. 
Luís Sousa 

Na estação Keleti (Budapeste) só queríamos chegar o mais depressa possível ao nosso hotel.

Diário Comenius (dia 6) - “Passeio em Kosice”


 





Sexta-feira, 18 de Fevereiro

Chegamos a Kosice quando ainda faltam três horas e meia para o comboio que nos levará a Budapeste. Connosco continuam os professores Marek e Lucia, apesar de insistirmos que está na hora de eles terem um pouco de descanso, isto depois de uma semana intensa em que trabalharam imenso. Sorriem e dizem-nos que têm muito tempo para descansar, e que agora iremos aproveitar o tempo que nos resta para conhecer mais um pouco da cidade.

Um coreto no meio do parque de Kosice
Este edifício já foi residência oficial da Presidência da Eslováquia

A primeira coisa a resolver é onde deixar as malas em segurança. É nestas situações, que vemos a utilidade das bagageiras das estações de transportes públicos. Rapidamente achamos o local e depositamos as bagagens. Seria impossível movimentarmo-nos à vontade com tanto peso atrás de nós. O euro que pagamos para que fiquem em segurança durante a nossa ausência, vale cada cêntimo. Mais tarde, quando chegar a altura de as levantarmos, dará origem a mais um episódio hilariante. A senhora responsável pela bagageira, já nos tinha transmitido um ar da sua graça, avisando (em eslovaco e acenos de braços) que sem os bilhetes comprovativos, ninguém levaria dali nada. Na altura de pagar, reparámos que mais uma vez, estávamos perante recibos manuscritos (com cada um a demorar uma eternidade a ser passado). Para ser prático, o nosso Director tentou pagar os sete bilhetes em conjunto, mas perante a recusa liminar da senhora, que lhe fez um ar sério, como que a perguntar quem éramos nós para vir ali complicar o trabalho dela. Por fim, tivemos que pagar um de cada vez. E atrás de nós a fila foi-se avolumando.


Caminhando pelas bonitas ruas de Kosice
Aqui acontecem no verão bonitos espectáculos que envolvem água, luzes e música


O grupo posa para a fotografia em frente ao edifício da Ópera de Kosice

Por fim, voltamos a sair da estação. Com o aproximar do final de tarde, a agitação de pessoas em movimento e até de trânsito é maior. Os tons cinzentos que a tarde trouxe não deixam de dar uma aura cinematográfica às paisagens que nos vão aparecendo pela frente. Atravessamos um jardim com alguns monumentos evocativos de outras épocas. Um coreto domina o centro do parque, onde para além de um ou outro transeunte, não se vê ninguém. Quase sem darmos por isso, temos uma ponte no nosso caminho, cuja existência ainda não tínhamos notado. Ao meio, um senhor munido de um violino vai lançando no ar umas notas um tanto ou quanto desafinadas. Tem um ar simpático e no regresso irá receber algumas moedas nossas, que simpaticamente agradeceu com uma música em que só percebemos algo como “Da Da Da”. No fim da ponte, um edifício muito bonito chama a atenção por ter algo que o distingue de outros. Dizem-nos que serviu de residência oficial da presidência da Eslováquia, embora neste momento já não desempenhe essas funções. Continuamos a caminhar pelas avenidas principais, desviando para as laterais, sempre que algo interessante merece um olhar mais atento. Entramos nalgumas lojas, procurando alguns presentes de última hora, tarefa que vamos conseguindo desempenhar com alguma rapidez. Pedem-se opiniões, perguntam-se preços, faz-se contas, afinal em viagem, o orçamento é sempre algo importante.


Ninguém consegue resistir à sinalética escrita em eslovaco

Voltamos a área da catedral de Kosice. Já nos é conhecida e sem dúvida alguma, estamos na parte mais bonita da cidade. Desta feita, caminhamos pelo jardim que divide as estradas ladeadas por bonitos edifícios em várias cores (a lembrar Bardejov). O edíficio da Ópera é imponente, e revela bem a importância que por aqui se dá à cultura. Pendurados nas varandas estão cartazes que anunciam a variada temporada de espectáculos, que incluem óperas e bailados entre outras apresentações artísticas.


O director António Saloio a tentar resgatar as nossas malas perante a resistência da guardiã das bagagens

Mesmo no centro do jardim, há uma instalação de luzes coloridas, naquilo, que de momento, mais não é do que um buraco semi-gelado. Segundo parece, no verão é um local muito concorrido, onde as famílias passam bastante tempo. Há um sistema de repuxos que lança no ar a água, fazendo efeitos em conjunto com a iluminação. Tudo isto é sincronizado com os sons musicais que marcam o ritmo do funcionamento dos jactos de água. Quem já viu garante, ser um espectáculo merecedor de ser visto. Assim como valeria a pena, ouvir o som dos sinos que estão junto a nós a marcar as quatro horas da tarde. Isto, claro está, se à hora marcada tivessem realmente funcionado, ao invés de deixarem dez pessoas a olhar para o ar durante uns minutos a tentar perceber o que tinha acontecido, ou melhor, o que não tinha acontecido. Aproveitamos para fotografar mais algumas coisas, incluindo sinais de trânsito e placares que consideramos engraçados. Isto é algo que rapidamente, se tornou um vício para todos.


Painel informativo a anunciar os horários de partida dos comboios


O tempo passa rapidamente, e quase se darmos por isso, está na hora de irmos para a estação de comboios. Ainda temos que comprar o nosso jantar, já que a viagem vai ser longa e por isso a refeição terá que ser feita a bordo do comboio. Despedimo-nos dos professores Marek e Lucia, agradecendo-lhes, mais uma vez (e nunca serão as suficientes) tudo o que fizeram por nós durante esta semana e entramos na estação. Naqueles painéis fascinantes, com placas que rodam a toda a velocidade (fazendo um tac tac que lembra castanholas) sempre que parte ou chega um comboio, já está anunciada a hora do nosso. Parte às 18.06 com destino a Budapeste!   
 Luís Sousa

Diário Comenius (dia 6) - “Adeus Secovce!”







Sexta-feira, 18 de Fevereiro

Há alturas em que não é preciso muitas palavras para descrever as coisas que vivemos. Agora que a nossa estada aqui chegou ao fim, esta é uma altura que nos custa a todos. Em meia dúzia de dias, pessoas que antes eram desconhecidas umas das outras, desenvolvem laços de amizade que nos preencherão a memória por muitos e muitos anos. 


Está na hora de partir em direcção a Kosice. Lá fora, já temos o transporte à nossa espera. É tempo de rir, chorar, abraçarmo-nos umas às outras e deixar o ar ficar cheio saudades e promessas de reencontros futuros, não importam onde aconteçam. São momentos destes que nos fazem crescer mais um bocadinho. Viajar e conhecer pessoas de outras latitudes é algo que nos faz crescer mais depressa como pessoas. Estamos a acabar esta etapa, conscientes que só agora o nosso percurso europeu pode estar a começar.
As imagens que se seguem falam por sim, em relação ao que foi deixarmos Secovce.

 Luís Sousa
 





Diário Comenius (dia 6) – “Oficinas, computadores, carnaval fora de horas e uma inesquecível gelatina de porco”








Sexta-feira, 18 de Fevereiro

Agora que já começámos a ambientar-nos ao labirinto de corredores e portas que dão para escadas e outras que afinal não dão para ir para onde queremos é que tudo caminha para o fim. Durante os primeiros dias, sempre que parecia que tinhamos o percurso delineado dentro do edifício da escola havia sempre algo que nos fazia momentaneamente perder a noção da direcção que pretendiamos. A única desculpa é mesmo o facto de este edíficio ser realmente grande. Para além de algumas salas e ainda estruturas de apoio alberga uma série de divisões que têm como função alojar os alunos que aqui estudam e pernoitam em regime de internato. São estes alojamentos que por estes dias têm servido de lar aos professores que participam neste encontro.
Espaço não falta a estas amplas oficinas
A nossa visita começa pela zona onde funcionam os cursos ligados à actividade industrial. São vários os cursos ligados à metalomecânica (como é o caso da soldadura ou serralharia). É deveras impressionante, o quão bem equipado estão estas oficinas. Passa-nos pelo pensamento, que muitas empresas no nosso país, não terão maquinaria tão diversa. Outro motivo que causa espanto, é o tamanho das instalações, todas muito amplas. Ao contrário do que poderíamos pensar, e do que o espaço poderia albergar, as classes não são muito numerosas. A explicação que nos dá a vice-presidente Maria é bastante plausível. São cursos industriais, onde os alunos aprendem a manusear máquinas, muitas vezes complexas, que com uso indevido rapidamente se tornam perigosas. Deste modo, com um número de alunos reduzido, o professor consegue dar atenção a todos e o processo de ensino faz-se de um modo mais eficiente.

Assistimos a algumas demonstrações sobre o funcionamento das máquinas
Saimos deste ambiente industrial e quase sem darmos por isso, estamos num corredor inundado por música festiva. Perante o ar de interrogação dos visitantes, dizem-nos que os alunos mais jovens estão a celebrar o Carnaval. Isto deixa-nos ainda mais confusos, porque supostamente o Carnaval este ano definitivamente não é nesta semana. Por fim, lá nos explicam que é tradição escolher um dia para se celebrar por aqui o Carnaval, sem que obrigatoriamente tenha que ser época do dito. Parece algo importado e que não sabendo muito bem onde encaixar, acabou por ficar com o espírito “O Carnaval é quando um eslovaco quiser!”. O certo é que a juventude está bem animada e a divertir-se à grande. Entramos na sala no momento em que está a acontecer o jogo da cadeira. O entusiasmo é geral e perante o ritmo imposto pela banda de serviço, os participantes vão sendo eliminados um a um. 

Alunos a trabalharem nos tornos
O Director António Saloio enquanto observava um aluno a soldar
Abandonamos a festa e seguimos para a área onde funcionam os cursos ligados às novas tecnologias. Aqui o cenário é parecido à realidade portuguesa. Vamos cumprimentando todos os alunos que aparecem e tentando ao máximo comunicar com eles. Alguns alunos tentam exprimir-se com algumas frases em inglês, mas a ainda tenra idade não dá azo a grandes aventuras linguísticas. O mesmo já não se passa com os mais velhos, que já revelam um outro domínio da língua inglesa e por isso conseguem exprimir-se melhor. Voltamos a reencontrar o simpático professor de informática que nos primeiros dias nos ambientou e ajudou a podermos usufruir de uma sala de computadores para trabalharmos. Explica-nos como funcionam estes cursos ligados à informática e mostra-nos, visivelmente orgulhoso, alguns trabalhos de programação informática realizados pelos alunos que nos pareceram bem complexos.

A surpresa ao ver uma sala repleta a celebrar o Carnaval fora de época
Pouco depois, estamos no local onde foram preparadas uma boa parte da comida que foi servida na escola nestes dias. Falamos da cozinha onde funciona o curso profissional de cozinha. Aqui os jovens aprendem todos os segredos ligados à arte da confecção culinária. A avaliar pela quantidade de coisas saborosas que tivemos o privilégio de provar estão todos aprovados. Não tendo sido um prato consensual, não há como não relembrar a extraordinária apresentação e (pelo menos para alguns de nós) o sabor da gelatina de porco. Compreendendo que muitos dos que lerem este texto possam franzir o sobrolho perante esta iguaria, deixem-nos acrescentar que com um pouco de cebola às rodelas e temperado com vinagre foi algo opíparo!
E já que falamos em comida, já vamos com mais de duas horas de visita à escola e sem darmos por isso estamos na hora de almoço. Já nos resta pouco tempo em Secovce.

 Luís Sousa

O jogo da cadeira a decorrer com grande animação
O simpático professor de informática explica como funcionam os cursos informáticos
A gelatina de porco revelou-se um autêntico pitéu

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Viagem Comenuis à Turquia e uma mala cheia de ofertas!


 




Esta primeira semana de Maio foi muito atarefada para todos os alunos e professores envolvidos no Projecto Comenius. No próximo domingo, dia oito, a nossa escola envia para a Turquia mais uma delegação para participar nos trabalhos do Projecto.


Os alunos da Unidade de Apoio a Alunos com Multideficiência e os alunos com Currículo Específico Individual, durante as aulas de Trabalhos Manuais e Autonomia Pessoal, prepararam um conjunto de ofertas em tecido à semelhança do que têm realizado durante o ano. Cada aluno fez um fuxico com a ajuda da professora e das auxiliares da sala. Coube a estes alunos realizarem a fase de costura do tecido, que aprenderam este ano, enquanto os adultos ajudaram na  finalização.
 

Também os alunos do 8ºA vieram esta semana à Unidade de Apoio a Alunos com Multideficiência e transformaram simples cadernos de capa preta em bonitos livros de receitas para oferecer aos nossos parceiros europeus. Este momento proporcionou um bom trabalho de pares e contou com a colaboração da professora Ana Margarida, do professor Venâncio e da intérprete de LGP, Cátia Franco.


Muitos outros têm contribuído com ofertas. A professora Ana Clemente e as turmas de oitavo ano fizeram saquinhos de cheiro, o professor Martinho e a turma do 8º B fizeram compotas, a professora Susana Silva e a turma do 5ºB confeccionaram bolachas de alfazema e o professor António Pedro e a turma do 5º C fizeram velas de cheiro de alfazema. Estas ofertas são mais do que isso, são o cumprimento de um dos grandes objectivos do Projecto que é, a forma como cada escola de cada país explora as potencialidades das ervas aromáticas e medicinais que lhe foram atribuídas. No nosso caso foi a alfazema, o hipericão, a lúcia-lima, alecrim e os orégãos.

A delegação que o Agrupamento de Escolas de Santa Catarina enviará à Turquia levará uma mala cheia de ofertas realizadas pelos nossos alunos para que os professores e alunos de outras escolas parceiras no Projecto, vejam como somos habilidosos e generosos. A sua mala irá cheia de ofertas feitas pelos nossos alunos mas acima de tudo a sua mala irá cheia de boa vontade, partilha, trabalho inclusivo e orgulho naquilo que conseguimos realizar.
Boa viagem!
Teresa Miguel

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comenius Week (3 de Maio) Celebramos a Turquia!






  Ao segundo dia da Comenius Week, a nossa atenção foi totalmente centrada na Turquia. No átrio da escola foram exibidos alguns pequenos filmes com o propósito de transmitir à nossa comunidade escolar a essência desse grande país. A grande cidade que é Istambul, com os seus doze milhões de habitantes, como não poderia deixar de ser recolheu a maior parte do destaque. Contudo, esta fascinante cidade, que em 2010, foi Capital Europeia da Cultura, é apenas uma pequena parte de tudo o que a Turquia tem para oferecer.
A partir da semana que vem, quando a comitiva da escola se deslocar à Turquia, esperamos poder continuar a escrever os Diários Comenius, com todos os pormenores e detalhes do que iremos vivenciar. Após a aterragem em Istambul, não faltarão com toda a certeza, motivos de interesse para desenvolver os nossos escritos.
Na área gastronómica, o dia de hoje serviu para realizarmos uma experiência diferente. Aventurámo-nos na gastronomia turca. Tida como uma das melhores do Mundo, a gastronomia turca é um mundo infinito. Desta feita, a escolha recaíu num “Incirli Havuçlu Kek”, o que em português se poderá traduzir por Bolo de Cenoura e Figos Secos.
Esta receita acabou por se revelar bastante fácil de elaborar. A confecção ganha um certo exotismo, se acompanhada da audição de algum tipo de sonoridade turca. A nossa escolha recaiu num músico turco de excelência. Falamos de Burhan Öçal (http://www.burhanocal.com/). Os mais novos poderão tentar confeccioná-lo com música turca mais pop. Entre os vários músicos turcos extremanente populares, Tarkan (http://www.tarkan.com/klip.html) será talvez um dos mais conhecidos. Qualquer hipótese é boa para ouvir música de outras latitudes, que não a nossa. Se a opção recair na literatura, os cinquenta minutos de espera enquanto o bolo está no forno, é um óptimo motivo para uma aventura na obra de Orhan Pamuk, escritor turco, já galardoado com o Prémio Nobel e detentor de uma obra riquíssima, dedicada sobretudo, à sua Istambul natal.
O resultado da experiência culinária otomana foi então distribuído pelos nossos alunos, juntamente com a receita, para que possam experimentar em casa. Foi ainda lançado o desafio para que tentem confeccionar um bolo e o tragam para compartilhar com os colegas! Após tão bons resultados, não resistimos a aqui deixar a receitas para que toda a comunidade escolar possa também usufruir desta experiência.
Aqui fica então a receita, acompanhada de uma fotografia ilustrativa do resultado!
Bolo de Cenoura com Figos Secos
“Incirli Havuçlu Kek”
Ingredientes:
3 Ovos
½ copo de óleo de girassol
1 copo de açúcar
4 cenouras
1 colher de sopa de canela
8 figos secos
2 copos de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento

Mistura os ovos com o açúcar. Junta o óleo e mistura. Descasca as cenouras e rala-as na picadora. Corta os figos em pedaços pequenos. Adiciona as cenouras raladas, os figos cortados, a canela e mistura. Finalmente, junta o fermento e a farinha e mistura novamente. Coloca a massa numa forma untada e polvilhada e cozinha em forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 50 minutos.


Bom apetite!

Luís Sousa

Diário Comenius (dia 6) - “Começar as despedidas”









Sexta-feira, 18 de Fevereiro

Altura de relaxar um pouco com alguns jogos
Hoje o dia amanheceu frio. O vento, ainda que ligeiro, não convida muito a actividades ao livre. Nada de grave, já que consegue-se circular por toda a escola sem que seja preciso estar muito tempo na rua. O grupo que se reuniu no início desta semana, começou esta madrugada a desfazer-se. Os nossos colegas turcos já partiram hoje bem cedo, rumo a Viena (Áustria). Espera-lhes uma longa viagem até conseguirem chegar a Samsun, na Turquia. Talvez uns dois dias. Antes, ainda terão que passar por Istambul (Turquia). Os colegas ingleses também já partiram e em breve seguirão caminho parte dos colegas alemães. Uma das escolas alemãs fará a viagem de regresso utilizando como único meio de transporte o comboio. Primeiro, seguirão daqui até à capital eslovaca, Bratislava. Aí farão uma pequena paragem para depois voltarem a apanhar outro comboio que os levará até Dresden (Alemanha). Aos poucos, ficamos nós, os colegas polacos e os anfitriões eslovacos. A nós espera-nos a viagem mais longa de todas. Logo à tarde chegará a nossa vez de partir. Até ao comboio das 18.30 em Kosice, rumo a Budapeste, ainda há muita coisa para fazer. Felizmente antes de fazermos as malas (haverá algo mais enfadonho numa viagem do que fazer malas?), espera-nos um pequeno-almoço reconfortante, ideal para iniciar mais um dia longo que só acabará por volta da meia-noite, já na capital húngara.
Mesmo já não estando todos os que participaram neste encontro, ainda há actividades que podemos desenvolver. Os membros mais novos da nossa comitiva irão aproveitar para descansar um pouco junto dos seus amigos. Conversar, continuar a praticar a língua inglesa, enquanto se ocupam com alguns jogos. A semana tem sido muito intensa e é preciso recuperar forças. Os adultos irão percorrer a escola, visitar mais algumas salas, conhecer e conversar com mais alguns professores e sobretudo alunos, que demonstram sempre muita curiosidade em tudo o que está relacionado connosco. É esse o espírito dos intercâmbios europeus e é algo que fazemos com imenso prazer.
Um pouco antes de começarmos a visita à escola profissional
Ao longo desta manhã iremos visitar a parte da escola onde funcionam os diferentes cursos profissionais. Junta-se a nós um aluno eslovaco que conhecemos bem. O Maros, esteve no encontro que se realizou no nosso país. Munido da sua câmara de filmar vai ajudar na visita guiada, enquanto documenta em video tudo o que iremos fazer. 

Luís Sousa