terça-feira, 3 de maio de 2011

Diário Comenius (dia 5) - “Bardejov”








Quinta-feira, 17 de Fevereiro


As muralhas da cidade Bardejov escondem uma imensa riqueza histórica.
Enquanto foi apenas um nome escrito nas placas de sinalização, foi sendo alvo de piadas que a ligavam foneticamente à nossa muito conhecida Badajoz, cidade espanhola, mais ou menos mítica para todos os portugueses apreciadores de caramelos (nas suas variantes com e sem pinhões). Agora, vista da estrada, mais concretamente da passadeira onde esperamos pacientemente que o sinal mude de vermelho para verde, o centro histórico de Bardejov, surge-nos algo imponente e pronto a mostrar-nos a injustiça das graças feitas à conta da sua identificação. As muralhas que rodeiam o antigo burgo ajudam à transmissão dessa ideia. Se a parte moderna da cidade não parece ter nenhum atractivo especial, o mesmo não se passa com a parte da cidade antiga. São esses atractivos que fizeram com que a UNESCO tivesse considerado o centro histórico como Património Histórico da Humanidade.

Os sinos foram cenário de várias fotografias em grupo.

Atravessamos finalmente a estrada que nos separa do caminho que levará à entrada do antigo burgo. Facilmente se nota que esta era uma zona mais elevada, em relação ao que deveriam ser os antigos campos que rodeavam a cidade, agora povoados por edifícios mais ou menos incaracterísticos. O caminho, não é íngreme em demasia e faz-se rapidamente. Em pouco tempo, passamos das ruas de acesso até à praça central. E é aqui a Bardejov se revela. Esta é uma praça muito bela, que nos faz recuar ao século XV, tal é o cuidado que foi posto na sua preservação. O casario antigo dispõe-se à volta da praça, com as suas tonalidades pastel, azul, laranja ou rosa claro, dando azo a uma agradável mistura cromática.
 
Basílica de Santo Egídio (século XV)
Pormenor da torre do relógio (basílica de Santo Egídio).






A sede representativa do poder da cidade é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade.

As informações que vamos lendo, referem que esta foi uma cidade que enriqueceu a partir do século XIV, sobretudo graças ao comércio desenvolvido com a Polónia e com a Rússia. Fruto da riqueza existente, muitos foram os edifícios que foram sendo construídos. As épocas foram passando e os estilos arquitectónicos foram-se misturando até ao cenário actual. No entanto, todo o desenvolvimento que a cidade atravessou terminou devido à Guerra dos Trinta Anos, às revoltas contra a família dos Habsburgos (que governava o Império Austríaco) e ainda devido à peste. Acabou-se o desenvolvimento comercial, mas salvou-se esta bela praça. Não deixa de ser impressionante, que nenhum dos oitenta edifícios originais se tenha perdido, e que apenas quatro casas tenham sido construídas nesta praça desde 1600.


Interior da basílica de Santo Egídio.
Alguns exemplares das casas que bordejam a praça do centro histórico de Bardejov.
Vista do topo da praça. Ao fundo, o edifício da Câmara e a basílica de Santo Egídio.
     
Um dos mistérios não resolvidos das nossas visitas, prende-se com o facto de ainda não termos percebido a razão pelo qual as grandes igrejas têm alguns dos seus sinos ao nível térreo. Parecem completamente desenquadrados, atraindo no entanto a curiosidade de todos quantos por ali passam. Todos tiram fotografias junto aos sinos, servem na perfeição para a pose fotográfica e nunca deixa de espantar pela temperatura gelada que têm, quando desprevenidamente nos encostamos a eles. A própria praça apresenta um desnível muito considerável. Neste momento, estamos na parte baixa, observamos toda a envolvência a partir da basílica que domina esta parte da praça.  À nossa frente, está o edifício daquilo que será um equivalente dos nossos paços do concelho. É o único edifício no centro da praça.
Seguidamente, entramos na basílica de Santo Egídio de Bardejov. Não é tão imponente com a sua congénere gótica de Kosice, mas revela-se também cheia de encantos. A luz não abunda, o que dá um ar ainda mais misterioso às personagens e cenas biblícas que vão passando pelo nosso olhar. Ao sairmos, decidimos tentar dar a volta à praça, de modo a tentarmos admirar ao máximo os edifícios que se revelam à nossa passagem. Há sempre uma arcada, uma passagem estreita a que não se resiste a entrar para ver onde vai dar. Finalmente, acabamos a nossa visita a esta cidade histórica eslovaca, sem dar conta que nos atrasámos um pouco e que todo o grupo espera já por nós.
  Luís Sousa

Diário Comenius (dia 5) - “Criando uma açorda eslovaca"








Quinta-feira, 17 de Fevereiro


A primeira açorda luso-eslovaca apresenta-se ao mundo.
Almoçamos na cidade de Bardejov, sem ter tido tempo de ainda explorar a cidade. Descemos directamente de Bardejov Spa para o local onde será o almoço. Uma cantina bastante grande, onde toda a gente que a ocupa parece bastante atarefada, seja em servir a refeição, seja a comê-la rapidamente para dar lugar aos próximos. E contudo, espaço é algo que não parece faltar. Procuramos uma mesa para nos instalarmos e de seguida, movimentamo-nos no sentido de achar água para acompanhar a refeição que se seguirá. É outro dos hábitos em que parece existir diferença entre os nossos países, pois experimentámos já algumas refeições sem acompanhamento líquido. Correndo o risco de desrespeitar um pouco a máxima “Em Roma, sê romano”, há sempre um de nós que encarna a posição de aguadeiro e parte com a missão de achar água para todos.
Depois de uma refeição, em que a sopa que nos foi servida, ser alvo de uma intervenção de fusão gastronómica, entre as cozinhas eslovaca e portuguesa, não temos bem a certeza que esta espécie de ensopado-açorda luso-eslovaca resista a memórias gustativas futuras. Provavelmente a única coisa que resistirá, será a fotografia que tirámos e os momentos que passámos a rir enquanto nos divertimos a tentar compor a coisa.
Português, que é português, vai sempre queixar-se e lamuriar-se sobre o pão, seja em que parte do planeta estiver. Faz parte da nossa herança genética. E tem também a ver com a lógica pura e racional, já que dificilmente haverá povos no mundo que tenham pão tão bom como nosso. Aceitamos somente a possibilidade de haver alguns (só alguns) tão bons como o nosso. Agora, melhor? Claro que o termo de comparação aqui é o pão caseiro, como por exemplo, o alentejano ou o transmontano. A memória leva-nos sempre para o forno de lenha e não para a do forno eléctrico de grande superfície que produz pão insípido em sistema de linha de montagem industrial.
Com o devido respeito pelo flagelo da hipertensão, que falta faz por aqui mais sal no pão! Se é verdade que em Portugal, poderemos exagerar no sal que consumimos através do pão, aqui na Eslováquia, o sal no pão pode ser considerado algo dentro da categoria em vias de extinção. Depois do momento de divagação voltamos a atenção para a nossa açorda, que tendo um sabor agradável resultado do uso da cebola e do tomate, não ficaria nada mal se pudesse ver acrescentado os nossos saborosos coentros.
Luís Sousa

Diário Comenius (dia 5) - “O algodão não engana!”


 






Quinta-feira, 17 de Fevereiro

Isto quererá dizer algo como duche?!
 Aqui é a área dos senhores.
E aqui a área das senhoras.
 Ainda não encontrámos uma casa de banho pública na Eslováquia na qual não seja cobrada uma taxa de entrada. Essa taxa geralmente varia entre os 0,10€ e os 0,30€ consoante os locais. Mesmo alguns estabelecimentos abertos ao público, como é o caso de alguns cafés, optam por esta modalidade. A princípio causa alguma estranheza, mas o certo é que todas estas casas de banhos estão sempre impecavelmente limpas e revelam um enorme asseio. O pagamento é efectuado à entrada, onde geralmente uma senhora (ainda não vimos nenhum homem a realizar esta tarefa) recebe a quantia estipulada. É também esta pessoa que gere o local, cuidando para que tudo esteja impecável. É o pequeno reino destas pessoas e não hesitam em exprimir com caras estranhas e arreliadas, a defesa e manutenção desses espaços.
À entrada, os serviços prestados estão todos bem indicados.
A entrada num qualquer destes WC’s é sempre motivo para nos rirmos, já que há sempre algo que clama pela nossa atenção, seja uma ou outra palavra em eslovaco, seja o facto de algumas destas casas de banho públicas terem extras apreciáveis. É caso da última em que estivemos, em que também é possível tomar um belo duche em troca de 1€. As senhoras que geralmente nos atendem não percebem muito bem a razão de tanta alegria nas instalações sanitárias. A razão é simples, não há como resistir a tirar fotografias a tudo isto!

Luís Sousa

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Comenius Week











A cada ano que passa, centenas de escolas por toda a Europa trabalham e desenvolvem projectos em comum. Os projectos Comenius são alguns destes projectos, quiçá, dos mais importantes. Professores e alunos participam em actividades juntamente com outros parceiros europeus, recebendo-os nos seus países e visitando-os também. Fazer novos amigos em países estrangeiros. Destes intercâmbios nascem experiências aprendizagens e que pretendem reflectir desde a riqueza cultural até à diversidade linguística que fazem da Europa aquilo que ela pretende atingir: unidade respeitando toda a diversidade existente.
A Comenius Week nasceu da necessidade de tornar mais visível ao grande público, todas as histórias de sucesso que resultam das parcerias Comenius entre escolas e dos projectos eTwinning. Esta é uma actividade que decorre a cada dois anos e é aberta a todas as escolas que estejam envolvidas em projectos Comenius. É esse o caso da nossa escola.
Este ano as actividades irão decorrer entre o dia 2 e 9 de Maio. E nós iremos participar. Os professores são encorajados a envolver os seus alunos em actividades e a partilhá-lhas com todas as outras escolas que participam nesta grande celebração por essa Europa. O contributo de cada escola é partilhado na plataforma eTwinning.  
As actividades começaram no dia 2 de Maio com a projecção de uma apresentação muito pormenorizada sobre a União Europeia em todas as suas vertentes. Pode ter causado alguma estranheza o facto de a apresentação estar elaborada em língua inglesa. Não podemos esquecer que essa é a língua comum a todos os países no desenvolvimento dos projectos e, por isso, temos que treiná-la sempre que necessário. É com actividades deste género que os alunos naturalmente irão melhorar as suas competências linguísticas. Em caso de dúvida, os alunos podem consultar os seus professores e a nossa biblioteca está sempre aberta para poderem consultar dicionários e enciclopédias que esclareçam qualquer dúvida.
Há vários professores e alunos a trabalhar em várias actividades que possam enriquecer esta Comenius Week. Já teve início a participação dos alunos no concurso de postais que foi lançado por cada país. Os temas têm de versar a Europa, o Comenius, os Clubes Europeus, o eTwinning e o voluntariado. As primeiras participações já começaram a chegar…
O dia 3 de Maio, vai ser dedicado a um dos nossos parceiros no projecto Comenius “Medicinal Herbs in Europe”. Vamos dar destaque à Turquia. Assim, será possível visualizar, no átrio da entrada, pequenos filmes que revelam um pouco mais deste que é um dos maiores países da Europa e, sem qualquer margem de dúvida, um dos mais fascinantes.
É ainda na Turquia, que a partir de dia 9 deste mês, vai decorrer o terceiro encontro do projecto Comenius em que estamos inseridos. Quatro dos nossos alunos irão viajar para Samsun, cidade localizada no Mar Negro. Antes passarão por Istambul, um das mais míticas cidades europeias e asiáticas, já que é a única cidade no Mundo que se localiza em dois continentes.
Luís Sousa

domingo, 1 de maio de 2011

Tornar visível o trabalho invisível!

“O que farias tu, se a tua escola tivesse um recreio e não pudesses lá entrar? Enquanto os outros correm pela areia, os teus pés são rodas que ficam atoladas. O que farias tu, se houvesse um escorrega no recreio e os outros meninos corressem, subissem e descessem sem parar? Como poderias rir como eles, se o escorrega não fosse teu também, e pudesses ver, lá do alto, todos os teus colegas a brincar? Mas… e aquela escada? Como vais subi-la? É uma montanha e nunca lá vais chegar…”
Na nossa escola há um recreio e um escorrega que todos os meninos sobem. Como pode uma criança multideficiente brincar no recreio ou subir ao escorrega? Bom, graças ao trabalho e à extraordinária dedicação das auxiliares da Unidade de Apoio a Alunos com Multideficiência. Estas profissionais colaboram no apoio aos alunos nas actividades pedagógicas, cuidam da sua higiene, ajudam-nos ao almoço e nos lanches. Mas também fazem aquilo que está muito para além das suas obrigações, brincam com eles. É graças a elas que o João, a Beatriz e a Catarina andam de escorrega, brincam na areia e andam no balancé. Falo também das restantes funcionárias da Escola Básica da EBI/JI de Santa Catarina, pois, graças a elas, a Beatriz caminha pelo recreio como outra criança qualquer. O apoio individualizado que é dado por estas auxiliares permite à Beatriz andar no recreio, junto aos seus colegas, sem a ajuda do andarilho. Este é o trabalho invisível que deve ser visível.




E tu, já vieste brincar com os alunos com multideficiência na sala ou no recreio? Eles esperam por ti. Afinal a inclusão faz-se do pouco que muitos podem dar. Do pouco que todos nós queremos dar.
Unidade de Apoio a Alunos com Multideficiência
Teresa Miguel

Comemorar a chegada da Primavera







Os alunos da Unidade de Apoio a Alunos com Multideficiência e os alunos com Currículo Específico Individual da EBI c/JI de Santa Catarina comemoraram a chegada da Primavera para reinventar um costume que anualmente marca este dia nas escolas. Este ano, em vez de plantarem uma árvore, os nossos alunos realizaram uma série de actividades à volta do tema das ervas medicinais e aromáticas. Como tem sido habitual ao longo deste ano lectivo, estes alunos têm desenvolvido várias actividades ligadas ao Projecto Comenius cujo tema, lembramos novamente, são as ervas medicinais e aromáticas da Europa.
Logo pela manhã os alunos da Unidade de Apoio a Alunos com Multideficiência tiveram a oportunidade de ver, mexer e cheirar as ervas que seriam plantadas: uma lavanda de folha dentada e uma lúcia-lima. Depois foi altura de plantar as ervas aromáticas no canteiro junto à Escola Básica onde já se encontram algumas ervas plantadas anteriormente.
Os alunos, com a ajuda da professora puderam notar as diferenças no cheiro e no aspecto das diferentes ervas aromáticas, o tomilho, a alfazema, a hortelã-pimenta, a erva-cidreira. Para estes alunos foi muito importante esta actividade porque o tocar e cheirar é fundamental para se apropriarem do conceito do que é realmente uma planta aromática. Depois, e já na sala os alunos fizeram desenhos de plantas em vasos. O João Rocha fez com digitintas a sua representação de uma planta envasada. No final, os trabalhos foram expostos no corredor de acesso à sala.
Mais tarde foi a vez dos alunos mais crescidos, os alunos com Currículo Específico Individual, darem continuidade aos trabalhos. Para estes o dia foi marcado pela sensibilização para os cuidados das plantas e espaços verdes da escola. Os alunos puderam ver as plantas que haviam sido plantadas logo pela manhã. Foram igualmente desafiados a reconhecer e identificar as várias ervas de cheiro. Poucos sabiam qual a utilidade delas mas ao cheirá-las notaram que eram diferentes das outras plantas. A professora explicou a utilidade que estas plantas têm na culinária e seguiram-se os trabalhos de tratamento do canteiro por remover as ervas daninhas e limpar o lixo. Depois, tal como os alunos mais novos, o Diogo, a Alexandra e o Tiago desenharam uma haste de uma hortelã-pimenta. Foi uma tentativa de realizar um desenho através da observação naturalista do modelo. Este trabalho levantou alguns desafios mas os alunos mostraram muito empenho e prazer nesta actividade. Por fim os seus trabalhos foram expostos no corredor de acesso à sala junto aos dos outros colegas.
A professora Teresa e os alunos Catarina Marques, Marco Falacha, Beatriz Correia, João Rocha, Tiago Penichet, Alexandra Antunes e Diogo Ferreira colaboraram nestas actividades e agradecem a colaboração da auxiliar da Unidade, Lurdes Fernandes.

Unidade de Apoio a Alunos com Multideficiência
Professora Teresa Miguel

Auto-Retrato 5ºA

Somos o 5º A
Somos dezoito, parecemos muitos mais...
Não nos portamos muito bem, lá isso é bem verdade.
Somos muitos rapazes: os Franciscos, o Sandro, o Guilherme, o Nuno...
Todos diferentes, todos iguais.
É difícil encontrarem-nos parados a fazer companhia às meninas, que são uma calmaria:
a Daniela, a Ana, a Cristiana e a Joana, todas bonitas por igual.
Mas todos juntos queremos ser muito mais: uma turma que, um dia, deseja ser ouvida a trabalhar! 


Texto elaborado pelos alunos com a ajuda da professora de Língua Portuguesa.

 Imagens trabalhadas na disciplina de Educação Visual e Tecnológica




























sexta-feira, 15 de abril de 2011

Semana da Leitura em destaque na biblioteca de Alvorninha


Escritora e contadora encantam
 
No conjunto das iniciativas da Semana da Leitura que no caso do nosso agrupamento se estendeu por três semanas, de 21 de Março a 8 de Abril, foram várias as iniciativas de que já fomos dando conta neste jornal, apenas mais uma nota para destacar a contadora de histórias Julieta Franco que presenteou alunos e professores do 1º Ciclo com o seu mundo de trapos e de sonhos, onde alegres, coloridas e simpáticas personagens, recriadas em fantoches, manuseados com a participação dos alunos, contaram a história “O sonho da princesa Clarice”, para encanto de todos os presentes. No final houve pozinhos da lua e guizinhos para todos, espalhando-se a magia da Fada das Cores por toda a nossa escola. A escritora Vanda Furtado Marques apresentou às turmas do pré-escolar o seu livro “A Estrela do Rei”, vestida em sintonia com o livro, o cabelo enfeitado de estrelas e com uma cana de pescar estrelas cativou a plateia com uma história que nos ensina a aceitar que não podemos ter tudo o que queremos. Vários encarregados de educação vieram à escola, ler livros para os alunos, o que muito agradou a todos e deixou cheios de orgulho os respectivos educandos. O destaque vai ainda para a exposição intitulada “A Floresta Encantada” onde doze quadros de alunos do 4º  E recriam uma floresta mágica onde vivem em harmonia seres da natureza e seres fantásticos: duendes, gnomos, fadas, elfos…

Mais iniciativas da Semana da leitura
Prémios para quem lê  

No passado dia 25 de Março foram entregues aos alunos vencedores os prémios da iniciativa “Cada vez leio +”. Esta iniciativa visa premiar os alunos que leram durante mais tempo na biblioteca. Foi uma das formas que encontrámos para estimular a leitura autónoma nos alunos e aumentar o tempo a ela dedicado. A vencedora foi a Margarida Costa do 2ºB com 77 minutos de leitura, mas a turma do 2º B também está de parabéns, pois 9 dos 10 alunos premiados pertencem a esta turma.

“Leituras Luminosas - Plantar poesia”

No dia 8 de Abril, último dia da Semana da Leitura, alunos e professores juntaram-se no espaço da biblioteca para dizer poesia. O título escolhido para a iniciativa pretende sugerir que a poesia tem o poder de iluminar a mente, por um lado e por outro lado, homenageia os Dias Mundiais da Floresta e da Poesia. As poesias escolhidas fazem parte do livro “Herbário” de Jorge Sousa Braga. Este livro tem lindas poesias para diferentes tipos de plantas. Os alunos gostaram de participar nesta actividade e no final ficou combinado mais momentos destes no 3º período.

Aqui fica uma poesia para vos aguçar o gosto!

 
Arte amiga do ambiente
A finalizar julgo ser merecedora de realce a decoração da nossa escola onde se procurou reutilizar materiais decorrentes de embalagens e/ou anteriormente empregues noutros artefactos ou situações. O cartão das embalagens das novas estantes da biblioteca e os jornais foram a base de inúmeras produções. A foto abaixo mostra pormenor da entrada da escola.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

SEMANA DA LEITURA 2011

Pelo quinto ano consecutivo, o Plano Nacional de Leitura veio propor às escolas e aos agrupamentos que comemorassem a Semana da Leitura. E, pelo quinto ano consecutivo, o Agrupamento de Escolas de Santa Catarina celebrou o livro e a leitura, entre os dias 21 de Março e 8 de Abril. Durante estes dias, os livros estiveram ainda mais presentes do que durante o resto do ano e houve várias actividades que, certamente, ficarão na memória de todos os que nelas participaram ou assistiram. Assim, recebemos a visita da “contadora de histórias” (como ela faz questão de se definir) Julieta Franco, que abriu as portas do seu Mundo de Fantasia, desta vez, para os nossos alunos do primeiro ciclo – as bibliotecas da EBI/JI e de Alvorninha foram invadidas por personagens feitas de trapo… e de sonhos. Também Vanda Furtado Marques esteve no dia 28 de Março na EB de Alvorninha e a 31 de Março nos Jardins do Carvalhal Benfeito e Antas e na BE da EBI/JI, onde apresentou o seu último livro – O Rei e a Estrela - aos meninos do pré-escolar. No último dia, 8 de Abril, tivemos a visita de um jovem que se inicia na arte da poesia, Tiago d’Almeida, que veio apresentar o seu livro Versos Rasgados…aos alunos dos 8º e 9º anos.
Mas tivemos também a primeira fase das Batalhas da Leitura|Poesia, uma acção promovida pelas bibliotecas em articulação com a coordenação do PNL e professores de Língua Portuguesa (das escolas do 2º e 3º ciclos e secundário dos concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos), nas quais participaram todos os alunos dos 2º e 3º ciclos da EBI/JI; as “histórias com História” animaram, igualmente, a biblioteca da EBI/JI, numa apresentação feita pela professora Sónia Araújo, da equipa da biblioteca escolar, para os alunos do 5º ano; a segunda fase das Olimpíadas da Leitura, o Concurso de Ortografia dinamizado pelas professoras de Língua Portuguesa (com participação de todos os alunos do 5º e do 6º anos), a Feira do Livro… A leitura de poemas na biblioteca da EBI/JI, pelos alunos do 5º C sob orientação da professora de Língua Portuguesa e construíram a Árvore da Poesia; A participação dos alunos Carolina Roque Santos e Filipe Antunes do Couto do 6ºA e da aluna Joana Carolina Mateus do 6ºC no Concurso “O Cartaz da Minha Escola”, promovido pelo Plano Nacional de Leitura, no âmbito da Semana da leitura e subordinado ao tema Leitura, Floresta e Energia… Um agradecimento especial às professoras Manuela Oliveira e Susana Silva, sem as quais estas actividades não teriam sido possíveis!   
As alunas Beatriz Luís, do 7ºC, Ana Margarida Pinto, do 8ºC, e Raquel Rocha, do 9ºA, que participaram na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura, que decorreu em Alcobaça. A Raquel Rocha, do 9ºA que passou à fase final do mesmo concurso realizado no dia 2 de Abril, no cineteatro de Alcobaça e embora não tenha passado à fase nacional que decorrerá em Lisboa, em Junho, esteve muito bem e merece os nossos parabéns!
E tantas outras actividades… os pais, avós e e irmãos vieram contar e cantar histórias às salas de aula dos seus familiares, alunas do 6º A  e do 9º A leram histórias aos meninos do pré-escolar e do 1º ciclo … e houve lugar para o já tradicional “Tempo de Ler”, quarenta e cinco minutos de leitura recreativa, no dia 25 de Março, de manhã – em que todos os elementos da comunidade educativa foram convidados a suspenderem as suas actividades para, pura e simplesmente, lerem. 
Foi uma (três…) semana tão cheia, que não há palavras para agradecer a todos os que colaboraram, abdicando do seu tempo livre em prol dos livros e da leitura. A todos, BEM-HAJAM!
Eudora Pereira (professora bibliotecária)
Sílvia Pedro (coordenadora do Plano Nacional de Leitura)