quinta-feira, 31 de março de 2011

Aprendizes de escritores...

 Durante o mês de Janeiro andámos a ler o livro de Alice Vieira “Graças e Desgraças da Corte de El-rei Tadinho, monarca iluminado do reino das Cem Janelas”.
Gostámos muito de o ler, é muito divertido e actual, aconselhamos a que também o leiam!
O rei Tadinho, porque precisava de uma bruxa, colocou o seguinte anúncio no jornal:


Eis algumas das cartas que foram escritas pelos bruxos, bruxas e fadas da escola básica do Carvalhal Benfeito, turma B (3º e 4º anos).





 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Concurso Nacional de Leitura

A Raquel, a Ana Margarida, a Beatriz e a professora Silvia no auditório da BM de Alcobaça
As alunas Beatriz Luís (7.ºC), Ana Margarida Pinto (8.ºC) e Raquel Rocha (9.ºA) participaram hoje, dia 28 de Março, na final distrital do Concurso Nacional de Leitura, que decorreu em Alcobaça. Acompanhadas pelas professoras Eudora Pereira e Sílvia Pedro, foram muito bem recebidas na Biblioteca Municipal, onde prestaram provas escritas, bem como colegas de outras escolas do distrito, enquanto os professores eram brindados com uma visita guiada ao Mosteiro de Alcobaça. Seguiu-se um peddy-paper no Mosteiro, onde alunos e professores   conviveram e passaram momentos muito agradáveis. A manhã terminou com um almoço servido nas instalações da Biblioteca Municipal.
Parabéns às três alunas e à Raquel, em particular, pois encontra-se entre os oito alunos do terceiro ciclo do distrito de Leiria que vão apresentar provas orais, no próximo sábado, dia 2 de Abril. Destes oito alunos, quatro serão os representantes do distrito na final nacional, que será transmitida pela RTP.
Boa sorte!

SEMANA DA LEITURA com... contadores de histórias e escritores


sábado, 26 de março de 2011

Escolas do Futuro

As alunas Beatriz Norte, Cláudia Constantino, Mariana Henriques, Raquel Rocha e Rita Pereira, do 9.º A e do 9.º B, estão de parabéns pelo excelente trabalho que produziram no âmbito do Concurso "Escolas do Futuro" e que irão apresentar no dia 6 de Abril na Fundação Gulbenkian. Leiam o texto que a associação EPIS (Empresários pela Inclusão Social) publicou na sua página no Facebook e o programa da conferência em que as nossas alunas vão participar:

“Como anunciado, o Júri do concurso de ideias “Escolas de Futuro” reuniu no passado dia 18 de Março e apreciou os seis trabalhos que foram seleccionados previamente, com discussão presencial com os alunos e professores responsáveis. Agradecemos a todos o esforço da deslocação e a energia partilhada. Valeu a pena!
Na sua difícil função, o Júri deliberou que os trabalhos vencedores que terão a oportunidade de ser apresentados na Conferência “Escolas de Futuro”, a 6 de Abril, na Fundação Gulbenkian, são os seguintes:
Escola Secundária com 3.º Ciclo Joaquim de Carvalho (DREC). 4 alunos do Secundário: Daniel Grilo, Jessica Valente, Miguel Alípio, Rui Liceia.
Escolas Básica Integrada de Santa Catarina (DRELVT). 5 alunos do 9.º A/B: Beatriz Norte, Cláudia Constantino, Mariana Henriques, Raquel Rocha, Rita Pereira.
Escola Profissional Gustave Eiffel (Venda Nova) (DRELVT). 5 alunos: Cláudio Chaves, Maria Fernandes, Miguel Moreira, Patrícia Tavares, Sílvia Santos. 
A Associação EPIS felicita de novo todas as escolas que concorreram, com destaque para as seis que foram seleccionadas para a final, pela qualidade que apresentaram em tão curto intervalo de tempo e pela forma empenhada e madura com que defenderam os seus trabalhos, a 18 de Março, em presença do Júri.”

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tempo de Ler...

            O nosso agrupamento irá comemorar a Semana da Leitura 2011 entre 21 de Março e 8 de Abril.
            Esta iniciativa, da responsabilidade do Plano Nacional de Leitura, destina-se a celebrar e incentivar o prazer de ler entre crianças, jovens e adultos.
            Vamos desenvolver várias actividades e repetir uma que foi um sucesso:
Tempo de ler…
            Assim, no dia 25 de Março, às 10h15, vamos parar tudo o que estivermos a fazer e vamos, durante 45 minutos, dedicar-nos ao prazer da leitura. Toda a comunidade escolar é convidada a
Parar para Ler…
            Cada aluno, professor ou funcionário do Agrupamento deverá trazer um livro para a sua leitura.
            Contamos com a participação entusiástica de todos…
                       
                Boas leituras!

domingo, 20 de março de 2011

Árvores e literatura


 D.Arvorínia Rosácea Natura
Avenida 21 de Março nº3 Mundo da Natureza
2500-764 Floresta Doçura

Mundo da Natureza, 04 de Março de 2011
Olá querida amiga Natureza,
Sei que já não te escrevo uma carta há algum tempo, mas agora chegou uma nova moda aqui, à Floresta Doçura. Já deves saber da existência do arvoredo online. Desde então todas as espécies de árvores da floresta comunicam grande parte do tempo através deste meio.
A Margarida, flor carteira, é que está muito murcha, coitadinha! Sabes, quando ela distribuía muitas cartas, antes disto das novas tecnologias e dos e-mails, andava feliz e apanhava muito sol, mas agora, que está dispensada, fica todos os dias debaixo da árvore maior do mundo, nem apanha sol, nem se dá ao trabalho de, com as suas raízes, retirar água do subsolo. Penso que qualquer dia morre mesmo! Seria bom se pudesses ajudá-la. Afinal de contas, cada vez mais é necessário proteger todas as espécies naturais.
Ontem, andei a pesquisar no motor de busca da sociedade em geral e descobri que as pessoas estão a poluir o ambiente cada vez mais e assim a gerar cada vez mais dióxido de carbono. Para o eliminar do meio ambiente são precisas árvores, que, através da fotossíntese, produzem oxigénio e, assim, afastam o dióxido de carbono prejudicial para ti e para todas as pessoas.
A Macínia, bióloga da nossa comunidade, na passada assembleia da república, que aconteceu há três dias, disse que descobriu a maior floresta do mundo: a Amazónia. Aquilo é incrível! É tão grande, tem tantas espécies de árvores, que provavelmente até são minhas primas afastadas, tetravós ou algo do género...
Todas nós, ministras, pensámos que habitar lá deveria ser o sonho de qualquer árvore, junto do maior rio do mundo, o Amazonas, onde haverá água até mais não, para nós todos os dias sugarmos. O solo deve ser rico em nutrientes para nos alimentarmos; logo, aí estaríamos saciadas, mas, para além disso, existem muitos animais com quem poderíamos falar e jogar xadrez durante as longas tardes, porque lá faz bastante sol e a vegetação é tão abundante que a maior parte da floresta não tem acesso para os humanos e, deste modo, ninguém nos poderia cortar, queimar ou fazer qualquer tipo de judiarias...
Infelizmente, estávamos redondamente enganadas!!! Até a esta grande floresta o medo da extinção já chegou! O nosso planeta corre risco de vida e aqui na Floresta Doçura estamos todas muito preocupadas! Eu, como ministra do Ambiente, acho-me na obrigação de te informar sobre este facto.
Na universidade que frequento, “ Árvores Prudentes são Inteligentes”, a matéria que estamos a dar desde o 1.º semestre na disciplina ambiental é sobre os “Direitos das Árvores”. Achei tão interessante que tive vinte na primeira frequência! Também acho que é bastante importante e enriquecedor para ti saber os direitos das tuas filhas árvores, porque tu és, justamente, todas nós agregadas numa só. Crias uma sintonia entre as árvores, o vento, os pássaros, os oceanos... sendo assim vou escrever-te aqui todos os direitos que temos e que aprendi para te tornar um ser ainda mais culto do que já és. Passo a citar:
DIREITOS DAS ÁRVORES:
1.º-Ser protegida tal como cada um de nós quer ser protegido;
2.º-Ter o direito de só ser cortada em últimas circunstâncias;
3.º-Nunca ser queimada, principalmente por maldade ou interesse;
4.º-Serem plantadas todos os anos de forma a manter a sustentabilidade do planeta e das espécies;
5.º-Se necessário, ter alguém que a regue e cuide dela para viver mais tempo;
6.º-Ter o direito de viver num local com clima adaptado à sua espécie...
E, por fim o 7.º direito, ou devo dizer, a aldrabice que eu e os meus colegas Castanheira e Choupo inventámos: Poder comer todos os dias muitos doces, já que habitamos na Floresta Doçura (ah ah ah). Como era de esperar, a professora não achou muita piada, mas nós achámos...
O relógio da igreja matriz está a tocar e marca as onze horas da manhã. Tenho de ir à missa. O sacerdote agora é Pinheidro, o irmão do meu melhor amigo que, infelizmente, foi queimado na semana passado pelo incêndio, e está provado, pelo juiz Sobreiro, que foi fogo posto por um humano embriagado que passava perto da nossa floresta.
Foi uma semana muito complicada para mim, porque o adorava e não estava a saber lidar muito bem com o triste facto de um ser humano ter cometido uma crueldade tão grande com alguém que todos os dias trabalha para proteger a sua vida, produzindo um componente essencial como o oxigénio, e eliminando outro prejudicial: o dióxido de carbono. Mas, depois, a loba Celeste ensinou-me a fazer ioga e consegui relaxar mais. Não sabia se devia contar-te, pois não te queria preocupar, mas não aguentei esconder-te isto.
Há dois meses, eu e o resto da comunidade construímos uma pista de desportos radicais no topo da montanha Áurea e já fizemos todos bugging- jumping e escalagem. Está a ser uma animação!  Mas agora temos de começar a pensar no grande dia 21 de Março, o nosso dia, temos de preparar todos os eventos que vão ocorrer cá na floresta nas comemorações: o festival da canção, o concurso Miss Floresta Doçura, as marchas... Este ano vai haver uma novidade: eu e todas as ministras decidimos fazer um congresso onde apelaremos a toda a comunidade da floresta, desde árvores a animais, para começarmos um projecto de sensibilização da humanidade para a importância das árvores nas suas vidas. Para divulgação à população em geral, utilizaremos as novas tecnologias como os “sites”, o “arvoredo online" e criaremos um “blog”. Os presidentes de cada um dos países, que constituem o nosso mundo, serão informados formalmente, pois enviaremos uma carta a informar do nosso projecto e a pedir o seu apoio.
Espero que contigo esteja tudo bem.
Aguardo resposta.
                                                                                              Beijinhos docinhos e verdinhos da tua amiga,
D.Arvorínia Rosácea Natura.

 Texto escrito por: Raquel Rocha, 9.º A




sexta-feira, 18 de março de 2011

POESIA EM FOLHAS A4

No dia 21 de Março comemora-se o Dia Mundial da POESIA.
Escreve um poema e vem até à biblioteca da EBI/JI  ajudar a construir a árvore da poesia.

Contamos contigo!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Semana da Leitura


Aos pais e encarregados de educação:
         
         O PLANO NACIONAL DA LEITURA propôs a todas as escolas que organizassem actividades educativas para comemorar a Semana da Leitura 2011 que, no nosso agrupamento, irá decorrer de 21 de Março a 8 de Abril. São três Semanas da Leitura!
            É com prazer que a nossa escola adere novamente a esta iniciativa, destinada a celebrar e incentivar a leitura entre crianças e jovens.
            Eis algumas das actividades que iremos realizar:
- Leituras na sala de aula e na biblioteca
- Encontros com escritores
- Olimpíadas da Leitura
- Exposição de trabalhos dos alunos
- Decoração da escola

Gostaríamos de poder contar com pais, outros familiares e amigos para virem à escola:
·         Apresentar aos alunos da turma um livro que considerem apropriado ou contarem uma história com o apoio de um livro.
Gostaríamos também de poder contar convosco para em casa:
·          Lerem com o(a) vosso(a) filho(a) uma história, um poema, ou um livro.

JOGOS MATEMÁTICOS WORDL MATH DAY

A nossa escola participou mais uma vez na iniciativa comemorativa do Dia Mundial da Matemática, que decorreu no dia 01 de Março.
Através da página dedicada à iniciativa (www.WorldMathDay.com) todos os alunos do 1º ciclo e do 5º ano deste Agrupamento foram inscritos para poderem participar neste desafio. A actividade consiste numa jogo on-line de cálculo mental, organizado por faixas etárias em que cada jogador dispõe de 100 tentativas (cada uma com 60 segundos de duração), nas quais tentará realizar o maior número de cálculos, competindo em tempo real com crianças de outros países.
Apesar das escolas do 1º ciclo não terem acesso à internet, foi facultado a cada aluno o nome de utilizador e a senha necessários para participarem em casa. Na Escola Sede  os jogos decorreram  ao longo de todo o dia na biblioteca escolar e os alunos participaram de forma muito entusiasta.
Os participantes foram unânimes em confirmar que a brincar também se aprende.

JOGOS MATEMÁTICOS CAMPEONATOS INTER-TURMAS


 Este ano, o nosso agrupamento participou uma vez mais no campeonato nacional de jogos matemáticos, cuja final irá realizar-se no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa no dia 18 de Março, dividido em 3 categorias, correspondentes aos 3 ciclos de ensino.
Assim, na manhã do dia 28 de Fevereiro, em Santa Catarina, decorreu o 3º Campeonato Inter-Turmas do 1º Ciclo. Este ano, os alunos foram desafiados a praticar os seguintes jogos matemáticos: Ouri, Semáforo e Gatos & Cães.


Os representantes de todas as turmas participaram com grande entusiasmo e espírito desportista, aproveitando a oportunidade de convívio entre colegas de diferentes escolas!
Foram apurados os alunos que representarão o Agrupamento nos Campeonatos Nacionais:
Ouri – Francisca Sousa - EBI/JI de Santa Catarina
Semáforo – Miguel Fialho - EBI/JI de Santa Catarina
Gatos & Cães – Rúben Mendes - EB de Alvorninha


Queremos aproveitar a oportunidade para agradecer às Juntas de Freguesia de Alvorninha, Carvalhal Benfeito e Santa Catarina pelo facto de terem assegurado o transporte dos alunos das diferentes escolas do Agrupamento, sem este apoio não teria sido possível realizar esta actividade.
De igual modo, no período da tarde do mesmo dia, os alunos do 3º ciclo realizaram o campeonato inter-turmas, cujos vencedores foram:
Ouri – Beatriz Norte - 9º A
Hex – Adriana Bértolo - 9º A
Rastros – Bruno Luís - 8º A
O torneio para o apuramento dos finalistas do 2º ciclo tinha já sido realizado no horário do Laboratório de Matemática e ditou os seguintes vencedores:
Cães & Gatos – Luís Santos - 6º B
Ouri – Fábio Querido - 5º A
Hex – Cristiana Fialho - 6º B
Parabéns a todos!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Diário Comenius (dia 5) - “Uma igreja toda construída em madeira”








Quinta-feira, 17 de Fevereiro

Não há grandes dúvidas quanto ao edifício mais emblemático do skanzen de Bardejov. Trata-se da igreja Católica Grega de Mikulášová. Era esse o local de origem desta igreja com quase três séculos, toda ela construída em madeira. Já corria o século XX, quando os habitantes a foram deixando de utilizar, certamente, devido ao facto de terem decidido construir outra junto à mais antiga. A partir daí, a decadência apropriou-se desta igreja rústica levando a uma degradação que só foi travada em 2003, quando se decidiu o seu restauro. Devolvida aos seus melhores dias, dois anos depois, voltou a enriquecer este museu ao ar livre. Depois de tanto tempo abandonado, voltou a servir para celebrar eucaristias e, claro está, estar aberta para visitas ao público.
O grupo dirige-se para a visita à igreja.
Rodeamo o edifício, explorando-lhe os pormenores. É uma das raras igrejas que apresenta o seu exterior pintado. Uma tonalidade vermelha escura na parte superior e os beirais pintados do mesmo tom de vermelho e de um azul vivo dão-lhe um ar diferente do monocromático tom característico da madeira. O mais engraçado é o facto de ter três relógios pintados na torre quadrada que não têm outra utilidade, senão o servirem de decoração. A paisagem branca que a rodeia, dá-lhe um ar imponente.
Entramos e o primeiro momento de espanto, prende-se com o facto de parecer ter um interior mais pequeno do que a vista exterior deixa adivinhar. Aqui dentro a madeira tem um tom brilhante, longe do ar desgastado que tem por fora. A parte mais fascinante do interior é sem dúvida a divisória entre a sala onde nos encontramos e o altar que está semi-escondido por este espécie de parede iconográfica em talha barroca. Não conseguimos explorar toda a igreja de imediato porque entretanto é-nos comunicado que um dos guias irá explicar-nos um pouco da história deste monumento religioso. A informação vai sendo dita em eslovaco e traduzida para inglês, por um dos anfitriões, o professor Lubos. Informação que aliás se revela de grande utilidade, depois de anotada para posteriormente ser utilizada no nosso diário.

Vista exterior da igreja.
Depois da explicação a maioria das pessoas saem. É a altura ideal para dar uma espreitadela na parte da igreja, que em abono da verdade, não percebemos muito bem se nos está vedada. A divisória em talha barroca tem três entradas, escolhemos umas das laterais, de forma a conseguir espreitar. Vemos um altar bastante bonito e diversos acessórios ligados à liturgia. Agora que a igreja está vazia, é altura ideal para tirar algumas fotografias antes de sairmos para a rua.
O momento em que ouvíamos as explicações sobre a história desta curiosa igreja de madeira.
Uma das coisas que estranhámos (simplesmente pelo facto de não ser comum nas igrejas portuguesas) é que não é permitida a entrada de mulheres na parte do altar. Outra coisa curiosa, a termos entendido bem, é que não foram utilizadas pregos na construção na construção da igreja. Tudo resulta do recurso a técnicas de encaixe, o que faz com que todo o edifício se mantenha. Realmente, em posterior verificação não encontramos qualquer espécie de prego. No mínimo, impressionante.

Luís Sousa



Entrada central para o altar, escondido atrás de uma divisória em talha barroca.


O altar em madeira escura da igreja é uma das partes mais bonitas do templo.

Pormenor de uma lateral da divisória de talha barroca.



Panorâmica da zona onde se sentam os crentes e os visitantes.

Diário Comenius (dia 5) - “Let there be snow!”








Quinta-feira, 17 de Fevereiro


Alunos da Eslováquia, Polónia, Portugal e Turquia.
E ao quarto dia, o primeiro de nós caiu no chão! Calhou à Sara ser a primeira a testar a textura da neve do “skanzen”. Para fortuna dela, a neve aqui estava macia e suave e não com a superfície gelada que já experimentámos em Kosice. Sendo assim, tudo acabou bem, com toda a gente a rir. Há qualquer coisa de fascinante no ar desamparado que expressamos quando perdemos o equilíbrio nestes terrenos.
A semana já vai longa e o convívio entre todos é cada vez mais profundo. Isto é perfeitamente visível nos mais novos, que ultrapassam todas as barreiras que a língua poderia criar. Todos se entendem, de uma forma ou de outra, falam-se línguas misturadas, gesticula-se o mais que se pode, o importante é que todos se entendam. E a verdade, é que é mesmo isso que acontece.
Portuguesas em acção atacante contra um colega polaco.
Tivemos algum tempo livre para podermos visitar as casas que se distribuem pelo espaço deste museu ao ar livre. Muitos dos alunos divertem-se arremessando bolas de neve uns aos outros. O silêncio que se fazia sentir aqui deixa rapidamente de ser uma realidade, substituída pelo riso e por gritos mais ou menos desesperados de quem é atingido por estes projécteis.
Portuguesa persegue eslovaco, que persegue outra portuguesa, que corre atrás de um polaco, que tenta alcançar uma outra portuguesa. 
Não é uma casa portuguesa com certeza! É uma casa rural eslovaca típica.
São muitas as fotografias que se tiram em grupo, aprendem-se expressões engraçadas em turco, polaco ou eslovaco. Todos se riem quando alguém pronuncia palavras que são impronunciáveis. A língua enrola-se à procura de sons e sílabas que não parecem não sair. Nós sentimos isso em relação às línguas que nos são mais estranhas, os outros sentem isso em relação ao português. Todos acham a língua portugues dificílima e sentem imensa dificuldade em dizer algo. No entanto, nada disso impede que a neve continue a voar de um lado para o outro e que o que se vê por aqui, seja um grupo enorme de pessoas diferentes, mas felizes.
Luís Sousa

“Snowhearts!” Heartwork by Margarida Baptista e Sara Funcheira.

Diário Comenius (dia 5) - “Explorar o Skanzen”








Quinta-feira, 17 de Fevereiro

Uma das contingências de viajar com grupos numerosos, prende-se com o facto de, em situações em que é necessário algo como comprar bilhetes, tudo se tornar demorado. Se juntar-me à equação, o facto de o grupo ser constituído por nacionalidades diversas, a tarefa complica-se ainda mais um pouco. O facto, é que nada disto incomoda minimamente, quando estamos num local pela primeira vez, em que tudo é novidade. Deste modo, fomos ocupando o nosso tempo, explorando as proximidades. Não faltava neve, e aqui e ali, algumas esculturas e placares informativos, que nos ocuparam esse período de tempo.
Vários exemplares de arquitectura popular eslovaca.
A quantidade de neve puxava a alguma brincadeira e rapidamente, os alunos (e vá lá alguns professores) foram ensaiando algumas bolas de neve que precisavam de ser testadas, de preferência em terceiros. Já havia grande animação quando entrámos no “Skanzen”.
Como já referimos num outro artigo, um “Skanzen” é basicamente um museu a céu aberto. Neste caso um museu etnográfico. Felizmente, há informação disponível em inglês, o que nos permitiu saber mais sobre como esta ideia se implantou aqui. Tudo começou em 1920, com uma ideia de um grupo de pessoas ligadas ao museu da Eslováquia Oriental. Na altura, parecia iminente o desaparecimento de exemplares de arquitectura popular eslovaca. A inspiração para este tipo de museu, parece ter vindo da Suécia, assim como a palavra que lhe dá o nome, “skanzen”. A transferência da igreja de Mikulášová em 1926-32 foi o ponto de partida. No entanto, a falta de recursos decretou a paragem do desenvolvimento do museu. Só no final dos anos 50, conseguiram finalizar o projecto, já que nesta época as termas também sofreram alterações. A ideia era que este museu ajudasse a trazer até às termas mais visitantes, daí terem sido acrescentadas ao longo dos anos mais alguns exemplares.
O museu ainda tem um tamanho considerável, o que faz com que o grupo se vai dispersando e dirigindo-se para esta ou aquela casa, consoante algo faz chamar a atenção. O percurso entre os vários exemplares é constituído por uma boa camada de neve fofa, o que mais uma vez contribui para que se instale um clima divertido entre os presentes, ajudado por algumas quedas de quem anda um pouco mais distraído.

A igreja que foi transferida de Mikulášová, é sem dúvida o grande destaque deste museu.
Conforme vamos deambulando pelos vários edifícios, vamo-nos apercebendo das várias características da arquitectura da Eslováquia Oriental e outras com influências de alguns países em redor como é o caso da Hungria ou da Ucrânia. Áreas geográficas com nomes como Šariš, Zemplín, Spiš ou Abov, soam para nós, um pouco estranho, porque nos são desconhecidas. Restou-nos apreciar devidamente os vários exemplares arquitéctónicos, que tanto exterior, como interiormente, é muito rico. Esta vista permitiu, sobretudo, apreender como era a vida quotidiana destas populações. 





Os pormenores referentes ao dia-a-dia do povo eslovaco e das suas actividades estão muito bem representados neste museu.