
Quinta-feira, 17 de Fevereiro
Uma das contingências de viajar
com grupos numerosos, prende-se com o facto de, em situações em que é
necessário algo como comprar bilhetes, tudo se tornar demorado. Se juntar-me à
equação, o facto de o grupo ser constituído por nacionalidades diversas, a
tarefa complica-se ainda mais um pouco. O facto, é que nada disto incomoda
minimamente, quando estamos num local pela primeira vez, em que tudo é
novidade. Deste modo, fomos ocupando o nosso tempo, explorando as proximidades.
Não faltava neve, e aqui e ali, algumas esculturas e placares informativos, que
nos ocuparam esse período de tempo.
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| Vários exemplares de arquitectura popular eslovaca. |
A quantidade de neve puxava a
alguma brincadeira e rapidamente, os alunos (e vá lá alguns professores) foram
ensaiando algumas bolas de neve que precisavam de ser testadas, de preferência
em terceiros. Já havia grande animação quando entrámos no “Skanzen”.
Como já referimos num outro
artigo, um “Skanzen” é basicamente um
museu a céu aberto. Neste caso um museu etnográfico. Felizmente, há informação
disponível em inglês, o que nos permitiu saber mais sobre como esta ideia se
implantou aqui. Tudo começou em 1920, com uma ideia de um grupo de pessoas
ligadas ao museu da Eslováquia Oriental. Na altura, parecia iminente o
desaparecimento de exemplares de arquitectura popular eslovaca. A inspiração
para este tipo de museu, parece ter vindo da Suécia, assim como a palavra que
lhe dá o nome, “skanzen”. A
transferência da igreja de Mikulášová
em 1926-32 foi o ponto de partida. No entanto, a falta de recursos decretou a
paragem do desenvolvimento do museu. Só no final dos anos 50, conseguiram
finalizar o projecto, já que nesta época as termas também sofreram alterações.
A ideia era que este museu ajudasse a trazer até às termas mais visitantes, daí
terem sido acrescentadas ao longo dos anos mais alguns exemplares.
O museu ainda tem um tamanho considerável, o que faz com que o grupo se
vai dispersando e dirigindo-se para esta ou aquela casa, consoante algo faz
chamar a atenção. O percurso entre os vários exemplares é constituído por uma
boa camada de neve fofa, o que mais uma vez contribui para que se instale um
clima divertido entre os presentes, ajudado por algumas quedas de quem anda um
pouco mais distraído.![]() |
| A igreja que foi transferida de Mikulášová, é sem dúvida o grande destaque deste museu. |
Conforme vamos deambulando pelos vários edifícios, vamo-nos apercebendo
das várias características da arquitectura da Eslováquia Oriental e outras com
influências de alguns países em redor como é o caso da Hungria ou da Ucrânia.
Áreas geográficas com nomes como Šariš, Zemplín, Spiš ou Abov, soam para nós,
um pouco estranho, porque nos são desconhecidas. Restou-nos apreciar
devidamente os vários exemplares arquitéctónicos, que tanto exterior, como
interiormente, é muito rico. Esta vista permitiu, sobretudo, apreender como era
a vida quotidiana destas populações.
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| Os pormenores referentes ao dia-a-dia do povo eslovaco e das suas actividades estão muito bem representados neste museu. |





























