segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Quem não é bom para comer não é bom para trabalhar”








Terça-feira, 15 de Fevereiro

Exposição das receitas a concursos confeccionadas com as ervas e plantas medicinais, uma por país
Boletim de voto onde os júri anotou as notas referente à prova
A mesa onde decorreu a degustação e o respectivo júri
A sessão de degustação decorreu segundo os seguintes moldes. Cada escola escolheu um aluno e um professor para provarem as receitas a concurso. Após alguma reflexão, foram escolhidos dois elementos sem grande vocação para comer bem, a saber a nossa aluna Margarida Baptista e o professor Luís Filipe Sousa. Este último foi fácil de convencer com o argumento que não era todos os dias que se podia lanchar oito pratos (sim, lanchar já que a sessão decorreu às 17.30). Seja como for, aceitámos a tarefa com espírito de missão. Passo seguinte, sentarmo-nos à mesa com os nossos colegas e deitar mãos à obra, ou melhor garfos e facas à obra.
Momento animado sobre dissertação gastronómica envolvendo elementos eslovacos, polacos e portugueses
A prova estendeu-se por cerca de uma hora, tudo foi provado lentamente e alvo de pontuação, após análise dos critérios estipulados. Uma curiosidade prendeu-se com o facto de estarem a concurso sopas, pratos principais e sobremesas, como era o caso das nossas bolachas de alfazema, que infelizmente, não puderam ser acompanhada pelo gelado de lúcia-lima, por não ter sido possível encontrar na área da escola eslovaca.
Os alunos do curso de restauração foram incansáveis para que tudo decorresse magnificamente.
É importante referir que tudo na sessão foi preparado pela turma do curso de restauração do ensino profissional da escola que nos recebeu. Estes alunos têm sido incansáveis no sentido de nos proporcionar de um modo impecável, tudo o que possa estar ligado à área que estão a aprender. Têm uma versatilidade enorme e aparecem sempre nos momentos certos para que os locais e as refeições aconteçam de um modo perfeito.
Uma aluna húngara a provar as nossas bolachas de alfazema
Voltando à sessão de degustação, no fim, cada membro do júri deu uma pontuação de 1 a 8 às propostas de todos os participantes. Finalmente, deu-se por terminado o evento, foram recolhidas as apreciações para se apurarem os resultados. Os resultados serão anunciados na festa de S. Valentim, a realizar depois do jantar, organizada pelos alunos da escola e onde também marcaremos presença.

Dia de S. Valentim, pelos alunos da turma A da EB das Relvas

Este dia também é conhecido como o dia dos namorados. É uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, sendo comum a troca de presentes e de cartões que simbolizam o amor, de bombons em forma de corações, porque se acredita que no coração estão todas as emoções.
Oferecer um coração a alguém é sinónimo de entrega total.
Rosas vermelhas representam paixão e emoções fortes.
Cupido – a sua flecha era utilizada para trespassar o coração dos jovens apaixonados. Há alguns anos atrás este dia era comemorado no dia 12 de Junho por ser véspera de S. António, Santo Português, com tradição de santo casamenteiro. Actualmente, seguindo a tradição de outros países festejamos esta data no dia 14 de Fevereiro.    
Nós, na Escola, também quisemos recordar este dia, pesquisando e elaborando este texto que aqui partilhamos convosco, assim como o cartaz com corações e rosas vermelhas, que é sempre tão bom receber.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Sessão de trabalho na plataforma eTwinning”






  

Terça-feira, 15 de Fevereiro 

Uma das professoras anfitriãs explica aos presentes o pretendido na sessão de trabalho do eTwinning
Os professores de vários países a trabalharem na plataforma eTwinnig.
Parte substancial do nosso projecto assenta na utilização de uma plataforma denominada eTwinning.  É nela que todos os participantes no projecto vão organizando o trabalho
desenvolvido pelos respectivos países e também os resultados obtidos em cada encontro realizado. Uma das grandes vantagens desta ferramenta é o seu aspecto visual. É possível gerir pastas onde para além de documentos variados, se podem armazenar os registos fotográficos sobre tudo o que esteja relacionado com o projecto “Medicinal Herbs in Europe”. É uma tarefa, podemos dizer, em permanente execução. Na área portuguesa, temos dado grande destaque às fotografias de ervas e plantas que temos recebido dos nossos alunos, assim como à biohorta da escola.
A professora Olga Matias e o professor Luís Filipe Sousa (fotografados pelo Director António Saloio) num momento de descontracção enquanto esperavam uma actualização de dados 
Parte da tarde de terça-feira, foi então utilizada para desenvolver trabalho nesta área. Actualizamos os nossos registos e aprendemos mais algumas funcionalidades da plataforma. Como outra das etapas do projecto é a construção de um website que tornará ainda mais visível o projecto que estamos a desenvolver, é importante que todos os parceiros percebam os moldes em que o mesmo será desenvolvido e que se possível contribuam com ideias para o melhorarem.
A finalizar a sessão fomos informados que daí a pouco iria iniciar-se a sessão de degustação das receitas enviadas pelos vários países. Os nossos colegas eslovacos resolveram fazer uma espécie de concurso enquanto se fazia a prova. Para tal, precisavam de um professor e de um aluno. Até começar o evento gourmet, houve lugar para um pequeno intervalo, perfeito para a toma de um chá e mais um pouco de convívio.

Diário Comenius (dia 3) – “Turkish delights”







Terça-feira, 15 de Fevereiro 
 
Caixa com três variedades de Lokum, também conhecido como Turkish delights
Os nossos colegas turcos são fantásticos. Após o fim da sessão de apresentação das escolas aos professores eslovacos montaram num ápice um espaço onde dispuseram uma série de caixas com doçaria turca. Há entre nós, pelo menos uma pessoa, que há já muitos anos é um apaixonado incondicional da cozinha turca. Se passarmos à categoria da doçaria, então aí passa a ser difícil descrever a riqueza de sabores e texturas que os doces turcos conseguem ter. Só mesmo provando. E foi a isso mesmo que nos dedicámos após a sessão de trabalho.
Caixa de Lokum com motivos otomanos
Lokum, um dos doces turcos mais deliciosos
Nokkul,ou lokum de várias qualidades (cada uma mais deliciosa do que a anterior) arrebataram os sentidos de todos os presentes, bem acompanhados por chá também de origem turca. Nunca deixa de ser fascinante o modo com a comida (e a conversa à volta dela) une povos de várias proveniências. Como não espanta a ninguém, qualquer português se sente à vontade a falar de comida, tarefa na qual se consegue manter concentrado horas a fio. Dificilmente se encontrará povo no mundo, que estando a comer algo, consegue a proeza de estar a relembrar memórias do que comeu no passado ou a planear experiências gastronómicas futuras.
Nokkul, um doce feito com pistáchios ou avelãs trituradas envoltos numa massa folhada muito fina.
Em conversa com alguns professores turcos tendo como tema estes doces, aprendemos que por exemplo, o lokum teve origem no império otomano no longínquo século XV, Só no século XIX chegou até ao Ocidente quando um britânico desconhecido chega em viagem a Istambul. Ao provar estes inebriantes doces achou-os uma experiência sensorial fantástica. O nome pelo qual ficaram conhecidos no Ocidente, Turkish Delights, deve-se ao facto de ter sido essa designação que mandou inscrever nos caixotes que enviou para a Grã-Bretanha.
Os créditos desta experiência extraordinariamente gustativa vão inteiramente para os nossos colegas turcos, que gentilmente trouxeram para terras eslovacas. Esta parceria luso-turca açucarada continua a desenvolver-se de uma forma muito engraçada, embora com resultados em termos de aumento de peso completamente imprevisíveis.    


Diário Comenius (dia 3) – “Pode algo parecer comestível sem o ser?”







Terça-feira, 15 de Fevereiro

Saco de oferta com o sabonete
Sabonete natural de alfazema
Entre os presentes entregues aos vários países participantes, encontravam-se os sabonetes naturais, elaborados através de métodos artesanais. Foi grande a curiosidade dos professores que receberam os sabonetes acerca de como eram feitos. Explicamos que tinham sido feitos por crianças e não por jovens das idades dos alunos presentes no encontro. Quando preparámos as coisas para serem entregues, achámos que seria melhor explicar que não eram comestíveis, não fosse alguém pensar isso. Pode algo que não é feito para comer, ter um ar apetitoso? Pode sim, e os sabonetes naturais de alfazema elaborados pelos alunos da Escola Básica de Alvorninha são a prova disso. Não podemos deixar de dar os parabéns a quem os realizou porque foram bastante apreciados por quem os recebeu.

Diário Comenius (dia 3) – “Apresentação das escolas aos professores eslovacos”








Terça-feira, 15 de Fevereiro 

Professores eslovacos na plateia
A professora Lucia Mikulova expõe os objectivos da sessão
Professores Olga Matias e Luís Filipe Sousa
Momento da apresentação da nossa escola
Depois do almoço, é altura do encontro com os colegas eslovacos. Boa parte do corpo docente está presente para assistir à sessão de apresentação das escolas participantes no projecto. É altura de contactar com mais pessoas, conversar com elas para que nos conheçam melhor. Os trabalhos abrem com uma pequena introdução do director Milan Leskanic e da professora de inglês Lucia Mikulova. São transmitidos os objectivos desta sessão de trabalho: apresentação individual de cada escola, resposta a uma série de questões previamente entregue a cada delegação e de seguida um período de debate sobre as várias realidades das escolas presentes. O grande objectivo desta actividade, é partilha e a cooperação entre pares de vários países no sentido de encontrar novas ideias que possam ser aplicáveis em cada país.
É também em sessões destas, com carácter mais formal, que geralmente, os vários parceiros do projecto, entregam aos anfitriões os presentes oficiais da escola. Foi isso que também nós fizemos ao distribuirmos os presentes que trouxemos de Santa Catarina pelos organizadores do encontro e pelos restantes parceiros.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) - “Portugalsko vs. Slovensko”








Terça-feira, 15 de Fevereiro 

A prática desportiva é algo muito importante na Eslováquia. 
Mais um lá dentro
A Sara a afinar a pontaria
Desde cedo é dado a todos os alunos a possibilidade de poderem praticar várias modalidades, algumas mesmo desconhecidas no nosso país como é o caso do “floorball”. Uma das actividades previstas para nós era termos a possibilidade de fazermos alguns desportos integrados em turmas eslovacas. Os desportos escolhidos foram andebol, basquetebol e badminton. Ainda bem que calhou-nos jogar andebol, já que três de nós somos praticantes, algo que claro está, os nossos colegas eslovacos não sabiam. Azar o deles. Rapidamente, perceberam que não éramos ingénuas no jogo. Fomos marcando golos com recurso a vários movimentos técnicos (remate em apoio, em suspensão, escolham os que quiserem). Não houve ângulo naquela baliza que não tivesse visto uma bola a entrar. Pouco interessa o resultado, mas sim o facto de termos podido conviver a praticar desporto. 

Um dos momentos mais bonitos do jogo. A Ana Margarida e o colega eslovaco parecem fazer parte de uma coreografia de bailado

Sticks de floorball, algo que nunca tínhamos visto
Sala de ténis de mesa
Depois do fim das actividades desportivas, as nossas colegas mostraram-nos o resto das instalações desportivas. Ficámos espantados por termos visto áreas desportivas diferentes do que é comum no nosso país. Os nossos colegas têm inclusive uma área de fitness, e ainda salas onde estão arrumados os materiais para a prática de ski, snowboard ou floorball.

Diário Comenius (dia 3) - “Eu é que sou o presidente da câmara”








Terça-feira, 15 de Fevereiro


Percurso entre a escola e a câmara
Símbolo da cidade de Secovce
Depois da sessão de apresentação na escola seguimos com o programa estipulado, encontro no salão nobre com o “mayor” (presidente da câmara) de Secovce. Fizemos o caminho a pé, um percurso engraçado, onde pudemos aperceber-nos de características que não são comuns em Portugal. As casas são muito diferentes, nesta altura estão com neve, não muita porque não nevava há vários dias e os restos já estavam em gelo. O gelo fazia estalactites no telhado. As ruas têm muitas árvores e como estão despidas de folhas, é fácil ver os bandos de corvos que esvoaçam de uma árvore para outra.
Director Milan Leskanic e professor Luís Filipe Sousa
Director António Saloio e professora Olga Matias
Director António Saloio a assinar o livro de honra da cidade de Secovce
Dez minutos depois chegámos ao edifico da câmara. Depois de entrarmos e nos instalarmos, apareceu uma pessoa que soubemos ser o presidente da câmara que aqui tem a designação  de “mayor”.
 O “mayor” fez um discurso de boas-vindas com referência à importância de estarem ali presentes representantes de tantos países e de como estas iniciativas contribuem para estreitar laços entre povos. De seguida, os representantes dos vários países presentes assinaram o livro de honra da cidade, receberam uma obra sobre a história da cidade. Fizeram-se os cumprimentos protocolares. Após o término da sessão, fizemos o regresso à escola para almoçar. Para a tarde, as actividades de alunos e professores são diferentes. Os alunos irão praticar alguns desportos com turmas eslovacas, enquanto os professores terão uma sessão de apresentação aos professores da escola.

Diário Comenius (dia 3) - “Sessão de apresentação das escolas”







Terça-feira, 15 de Fevereiro

As nossas alunas antes do início da sessão
A sala estava a começar a ficar composta
Um dos pontos altos do trabalho que os nossos alunos tiveram que realizar durante esta semana foi a apresentação da nossa escola. A sala (enorme) onde decorreu a sessão esteve cheia (sobretudo com os alunos da casa) mas também com os restantes participantes.
Os professores a olhar para a documentação
O director Milan Leskanic inicia formalmente a apresentação
 Tudo começou com um pequeno discurso do director Milan Leskanic, seguiu-se a apresentação do programa, apresentado por alunos locais, em eslovaco e inglês.


A primeira apresentação foi a da escola eslovaca. O conceito baseava-se na apresentação aos presentes da escola e posteriormente da região em que a mesma  se insere.

A banda prepara-se para a actuação
A sessão vai decorrendo de um modo muito agradável, as escolas dos vários países vão-se sucedendo. É anunciada a “Školské Portugalsko“, que é como quem diz em eslovaco, a escola de Portugal. Tudo vai sendo feito em inglês, com a respectiva tradução para eslovaco. As nossas alunas sobem ao palco, cumprimentam todos os presentes e apresentam-se. Explicam  que irão ver uma apresentação sobre a Escola de Santa Catarina. Fazem-no num inglês tão bom que nem elas sabiam que conseguiam falar. Estiveram muito bem. Merecem os parabéns.
Apresentação da escola feita pelas nossas alunas

Este primeiro contacto a sério com os alunos da escola acaba com um momento musical em que a banda da escola, liderada pela professora de música, canta a famosa canção “We are the world”. Somos surpreendidos quando no decorrer da canção, a letra deixa de ser em inglês e passa ser em eslovaco. Talvez, pela novidade, a canção consegue soar ainda melhor em eslovaco do que em inglês.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) - “Tamanho XL”






Terça-feira, 15 de Fevereiro

Bar e bufete na escola de Secovce
Passeio com alguma curiosidade pelas várias partes que constituem a escola. Olho aqui e ali e tento perceber como funcionam as coisas. Alguns alunos eslovacos passam por mim a pensar que estou meio perdido. Ouço alguns sussurrar entre eles que sou português. A identificação é fácil de conseguir. Tenho ao pescoço a minha identificação referente ao projecto.
Chego a um sítio que me parece vender coisas para comer. Olho para dentro e descubro a congénere eslovaca da Dona Fátima do nosso bar na escola. Fico parado a olhar para as prateleiras, tentando perceber se aquilo que estou a ver à venda, são mesmo garrafas de dois litros de refrigerantes. Também existem para venda todo o tipo de batatas fritas e salgados de toda a espécie. O tamanho que reina nas prateleiras é o XL e o colesterol tem aqui um espaço de eleição capaz de levar ao desespero metade dos médicos de família de Portugal. Penso cá para mim, nos argumentos que vou utilizar quando regressar a Portugal e pedir à Dona Fátima se me pode preparar umas bifanas, ou quem sabe, num momento de loucura uma sandes de courato para o intervalo das dez da manhã. Para acompanhar, uma gasosa, se não for pedir muito.