sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) - “Eu é que sou o presidente da câmara”








Terça-feira, 15 de Fevereiro


Percurso entre a escola e a câmara
Símbolo da cidade de Secovce
Depois da sessão de apresentação na escola seguimos com o programa estipulado, encontro no salão nobre com o “mayor” (presidente da câmara) de Secovce. Fizemos o caminho a pé, um percurso engraçado, onde pudemos aperceber-nos de características que não são comuns em Portugal. As casas são muito diferentes, nesta altura estão com neve, não muita porque não nevava há vários dias e os restos já estavam em gelo. O gelo fazia estalactites no telhado. As ruas têm muitas árvores e como estão despidas de folhas, é fácil ver os bandos de corvos que esvoaçam de uma árvore para outra.
Director Milan Leskanic e professor Luís Filipe Sousa
Director António Saloio e professora Olga Matias
Director António Saloio a assinar o livro de honra da cidade de Secovce
Dez minutos depois chegámos ao edifico da câmara. Depois de entrarmos e nos instalarmos, apareceu uma pessoa que soubemos ser o presidente da câmara que aqui tem a designação  de “mayor”.
 O “mayor” fez um discurso de boas-vindas com referência à importância de estarem ali presentes representantes de tantos países e de como estas iniciativas contribuem para estreitar laços entre povos. De seguida, os representantes dos vários países presentes assinaram o livro de honra da cidade, receberam uma obra sobre a história da cidade. Fizeram-se os cumprimentos protocolares. Após o término da sessão, fizemos o regresso à escola para almoçar. Para a tarde, as actividades de alunos e professores são diferentes. Os alunos irão praticar alguns desportos com turmas eslovacas, enquanto os professores terão uma sessão de apresentação aos professores da escola.

Diário Comenius (dia 3) - “Sessão de apresentação das escolas”







Terça-feira, 15 de Fevereiro

As nossas alunas antes do início da sessão
A sala estava a começar a ficar composta
Um dos pontos altos do trabalho que os nossos alunos tiveram que realizar durante esta semana foi a apresentação da nossa escola. A sala (enorme) onde decorreu a sessão esteve cheia (sobretudo com os alunos da casa) mas também com os restantes participantes.
Os professores a olhar para a documentação
O director Milan Leskanic inicia formalmente a apresentação
 Tudo começou com um pequeno discurso do director Milan Leskanic, seguiu-se a apresentação do programa, apresentado por alunos locais, em eslovaco e inglês.


A primeira apresentação foi a da escola eslovaca. O conceito baseava-se na apresentação aos presentes da escola e posteriormente da região em que a mesma  se insere.

A banda prepara-se para a actuação
A sessão vai decorrendo de um modo muito agradável, as escolas dos vários países vão-se sucedendo. É anunciada a “Školské Portugalsko“, que é como quem diz em eslovaco, a escola de Portugal. Tudo vai sendo feito em inglês, com a respectiva tradução para eslovaco. As nossas alunas sobem ao palco, cumprimentam todos os presentes e apresentam-se. Explicam  que irão ver uma apresentação sobre a Escola de Santa Catarina. Fazem-no num inglês tão bom que nem elas sabiam que conseguiam falar. Estiveram muito bem. Merecem os parabéns.
Apresentação da escola feita pelas nossas alunas

Este primeiro contacto a sério com os alunos da escola acaba com um momento musical em que a banda da escola, liderada pela professora de música, canta a famosa canção “We are the world”. Somos surpreendidos quando no decorrer da canção, a letra deixa de ser em inglês e passa ser em eslovaco. Talvez, pela novidade, a canção consegue soar ainda melhor em eslovaco do que em inglês.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) - “Tamanho XL”






Terça-feira, 15 de Fevereiro

Bar e bufete na escola de Secovce
Passeio com alguma curiosidade pelas várias partes que constituem a escola. Olho aqui e ali e tento perceber como funcionam as coisas. Alguns alunos eslovacos passam por mim a pensar que estou meio perdido. Ouço alguns sussurrar entre eles que sou português. A identificação é fácil de conseguir. Tenho ao pescoço a minha identificação referente ao projecto.
Chego a um sítio que me parece vender coisas para comer. Olho para dentro e descubro a congénere eslovaca da Dona Fátima do nosso bar na escola. Fico parado a olhar para as prateleiras, tentando perceber se aquilo que estou a ver à venda, são mesmo garrafas de dois litros de refrigerantes. Também existem para venda todo o tipo de batatas fritas e salgados de toda a espécie. O tamanho que reina nas prateleiras é o XL e o colesterol tem aqui um espaço de eleição capaz de levar ao desespero metade dos médicos de família de Portugal. Penso cá para mim, nos argumentos que vou utilizar quando regressar a Portugal e pedir à Dona Fátima se me pode preparar umas bifanas, ou quem sabe, num momento de loucura uma sandes de courato para o intervalo das dez da manhã. Para acompanhar, uma gasosa, se não for pedir muito.

Diário Comenius (dia 3) - “Começar os dias ”







Terça-feira, 15 de Fevereiro

Escola de Secovce
Cartaz de boas vindas
Os dias na Eslováquia começam cedo. Temos acordado por volta das seis (ou seja, cinco horas da manhã em Portugal). Às sete horas, todas as comitivas devem começar a juntar-se na sala destinada aos pequenos-almoços. Muitas vezes, é este o momento em que os vários parceiros começam a conversar sobre algumas das actividades que já decorreram e outras que virão a seguir. Alinham-se ideias e sugestões para que chegando a hora marcada para o trabalho oficial, tudo decorra de um modo fluído e produtivo. Não são muitos os dias disponíveis e é preciso avançar. Esse é um dos segredos para que o projecto avance atingindo as metas propostas.

Elementos das escolas alemãs e portuguesas
Elementos das escolas alemãs, eslovaca, portuguesa e turc
Os nossos anfitriões têm sido incansáveis, esforçam-se para que todos se sintam como estivessem em casa. Sabemos da dificuldade que é conjugar pessoas (adultos e jovens) de diversas proveniências, sentimos a mesma responsabilidade aquando da nossa experiência anterior em Portugal. Querem-nos receber bem e a nossa responsabilidade enquanto participantes num projecto desta natureza é ser prestável e ajudar naquilo que for necessário.
Fotografo um cartaz, escrito em inglês com a referência “Welcome to Slovakia” e sinto isso mesmo. Apesar das saudades que sentimos das nossas famílias, todos nos sentimos bem-vindos neste país.

Diário Comenius (dia 3) - “A caminho da integração plena”







Terça-feira, 15 de Fevereiro

Encontro matinal dos alunos de vários países no átrio da escola
O dia de hoje começou connosco a conversar sobre as experiências da primeira noite passada com os alunos eslovacos que nos receberam. Tudo correu bem. Não faltaram pormenores e factos engraçados para partilhar. Estamos espantados como o nosso inglês parece ser melhor do que pensávamos. Podemos dar razão aos nossos professores que sempre nos disseram que é com experiências como essas que verdadeiramente se aprende uma língua. Quanto ao eslovaco, já existem umas quantas palavras que sabemos pronunciar. 

Momentos antes da reunião matinal com os nossos professores
O encontro entre alunos e professores acontece logo pela manhã, é feito uma actualização de como foram as horas que passámos longe dos nossos professores. Como tudo tem corrido às mil maravilhas, estas conversas acabam por ser divertidas porque não há nenhum problema a resolver. Recebemos sempre alguns conselhos como encarar possíveis situações.

O nosso grupo com um elemento que não se vê por estar na função de fotógrafo
Hoje o dia vai ser passado entre as actividades com um carácter mais oficial e actividades com alunos de várias turmas eslovacas. Todos querem conhecer-nos e já nos habituamos a ser alvo de alguma atenção. Temos distribuído simpatia e contactado com toda a gente e achamos que nos estamos a sair bem. Já muita gente aqui nos trata pelo nome. A memorização dos nomes foi facilitada pelo facto de todos termos placas identificativas, com o nome, país de origem e com o que somos (“student” para nós, “teacher” para a professora Olga e para o professor Luís e ainda “Director” para o professor António). Depois de deixarmos os professores, eles vão ter uma sessão de apresentação com todos os professores da escola, onde discutirão vários assuntos. A essa hora deveremos estar a praticar vários desportos nas instalações desportivas, que aqui são óptimas. Queremos ver se conseguimos jogar andebol. Para já continuaremos junto aos nossos professores, vamos estar na sessão de apresentação aos alunos da escola. Segundo parece é num auditório enorme e que pode receber imensa gente. Estamos um bocadinho nervosas. Vamos ter que fazer a nossa apresentação em inglês, introduzir o material que foi produzido na nossa escola. Temos que fazer tudo o melhor possível para representarmos bem a nossa escola e o nosso país.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 2) - “Michalovce”






Segunda-feira, 14 de Fevereiro

Castelo de Michalbem.ovce
Igreja de Michalovce
Por motivos insondáveis, temos tido a sensação que uma língua portuguesa não consegue pronunciar correctamente o eslovaco. Não por falta de tentativa, aliás, nós tentamos tantas vezes que acaba por ser motivo de divertimento entre os presentes. Ao mesmo tempo, quase também sem darmos por isso, vamos aprendendo as particularidades de uma língua, que em termos fonéticos é muito diferente da nossa. Também é consensual entre nós que é um língua mais fácil do que o húngaro (na qual não conseguimos pronunciar nada). Com boa vontade e com espírito de intercâmbio vamos comunicando com todos e já não é coisa rara ouvir um de nós a entoar palavras como “dobra” para transmitir algo parecido a um “bom” ou “está bem”.
Ruínas da igreja medieval
A nossa escola foi a primeira a chegar a Secovce. Depois de almoço, chegaram os nossos colegas polacos. Depois de também eles se instalarem, dirigimo-nos para uma pequena cidade, de nome Michalovce. O objectivo era visitar um castelo, principal atracção turística da cidade e que actualmente é também um museu.
A área onde se insere o castelo de Michalovce é bonita em termos cromáticos, não que tenha muita diversidade cromática, mas por ser branco e contrastar com as cores de inverno das árvores que o rodeiam. A designação castelo causou-nos alguma estranheza. Não estamos habituados a olhar para este tipo de edifício como castelos. Para um português comum, seria mais uma espécie de estrutura apalaçada. Junto a este castelo, existem também duas igrejas. Uma que remonta à idade média e da qual só existem ruínas e uma outra, também com alguma idade que continua em funcionamento.
Colecção de cerâmica
Entramos e deparamos com um interior recheado de património histórico e etnográfico. As salas sucedem-se umas atrás das outras. Uma rica colecção de objectos paleolíticos e neolíticos e várias outras salas que tentam mostrar ao visitante como seria o quotidiano dos habitantes da época. Gostámos de ver as salas dedicadas à cerâmica, aos trabalhos agrícolas, com destaque para a actividade vinícola. Toda a parte relacionada com a adega e objectos necessários à cultura da vinha e o modo como o trabalho era organizado permitiram perceber a importância que tinha para a região. Após sairmos do museu, demos um pequeno passeio pelas ruas da cidade. Podemos admirar alguns edifícios históricos ou com características que não estamos habituados a ver.
Alunos eslovacos, polacos e portugueses
Um dos edifícios com história em Michalovce
Rapidamente começou a escurecer, algo que acontece mais cedo do que nosso país. É algo a que não estamos habituados. Outra mudança de hábitos prende-se com os horários das refeições. Aqui as refeições são tomadas mais cedo, aliás tudo é feito mais cedo, já que a hora de nos deitarmos também é diferente da que estamos habituados. No entanto, é assim que tem que ser, já que as aulas começam por volta das oito horas. E como as nossas actividades agora são feitas aqui, há que seguir o nosso ditado. Em Roma sê romano, na Eslováquia sê eslovaco. E nós estamos devagarinho a aprender não a ser eslovacos, mas a aprender a viver como eles.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 2) - “Longe da vista, longe do estômago”







Segunda-feira 14 de Fevereiro


Capuccino em Michalovce (Eslováquia)
Capuccino em Michalovce (Eslováquia)
Por estes dias, algures na Europa Central, existem dois professores que se lamentam várias vezes ao dia sobre as saudades que sentem das meias de leite da D. Fátima e da D. Manuela. Um Director de escola vai escutando com uma paciência do tamanho do Mundo. Procuram ansiosamente nos locais por onde vão passando, algo que aplaque as saudades e possa, mesmo que só por momentos, transportá-los mentalmente para o bar da escola. De vez em quando, deparam-se com substitutos temporários e disfarçam a distância da pátria e das meias de leite.

Diário Comenius (dia 2) - “Chegadas, encontros e reencontros”








Segunda-feira, 14 de Fevereiro

Placa identificativa de Kosice

Após a chegada a Kosice, fomos recebidos pela professora Lucia, uma das parceiras eslovacas do projecto. Como já a conhecíamos do encontro que se realizou na nossa escola acabou por ser um reencontro. Mais tarde também nós conhecemos mais colegas eslovacos envolvidos no projecto, mas que não tinham estado presentes no último encontro em Portugal.
Chegada dos alunos Comenius à escola em Secovce
Chegámos à escola a Secovce por volta das onze da manhã após uma viagem de comboio que durou três hora e meia e que atravessou a parte oriental da Hungria. Ao longo do percurso podemos ver alguns pormenores daquela, que segundo lemos, é a parte menos desenvolvida da Hungria. A viagem de comboio terminou em Kosice. Esta é a segunda maior cidade da Eslováquia logo a seguir à capital Bratislava. Secovce, a localidade onde se está a realizar este segundo encontro do projecto “Medicinal Herbs in Europe”, fica a cerca de trinta quilómetros de distância. O caminho entre as duas localidades faz-se entre um cenário de floresta, que nesta época está despida de folhagem, e ainda algumas aldeias e vila de pequena dimensão. As condições climatéricas estão óptimas. Vínhamos preparados para frio intenso, quiçá neve, e acabamos por nos deparar com um céu azul, quase igual ao que é normal em Portugal. Contudo, há alguns dias atrás, deve ter sido diferente, já que restam aqui e ali, pedaços de gelo.
Finalmente as nossas alunas conhecem presencialmente as alunas eslovacas que as receberão nas suas casas. Já há algum tempo que elas vêm mantendo contacto via internet, mas nada se compara com o poder conhecer-se alguém pessoalmente. Da nossa carrinha começamos a ver as alunas eslovacas. Estão contentes por finalmente chegarmos. Quando saímos, todas as alunas se cumprimentam como se tivessem estado apenas algum tempo sem se verem. Uma imagem que representa bem o espírito que se pretende atingir num projecto Comenius.
Alunos Comenius reunidos ao almoço.
Para além da parte relacionada com o intercâmbio cultural, os projectos Comenius têm uma vertente relacionada com o tema do projecto. Os assuntos relacionados com o tema em desenvolvimento são tratados e discutidos em reuniões de trabalho que podem acontecer em qualquer parte do dia, dependendo do agendamento que a escola anfitriã definir. Como estes encontros envolvem muitas escolas de locais diversos (este encontro em particular tem sessenta e cinco participantes) a hora de chegada das escolas participantes depende dos trajectos que cada uma faz até ao local do encontro.
Deste modo, é normal acontecerem encontros informais, onde as primeiras escolas a chegarem vão avançando nas matérias a desenvolver. Estes encontros informais acontecem tanto entre professores, como entre alunos. Este tipo de abordagem é muito importante, sobretudo entre alunos. Permite-lhes “quebrar o gelo”, algo que tem uma importância fundamental para os mais novos.
No lobby da escola de Secovce, a caminho da reunião com o director Milan Leskanic.
Enquanto os nossos alunos reuniram com os colegas eslovacos que os receberam efusivamente, os professores tiveram uma primeira reunião com a direcção da escola de Secovce. O director Milan Leskanic , também já nosso conhecido do encontro em Portugal recebeu-nos com grande satisfação. Nesta reunião acertámos pormenores sobre o trabalho a desenvolver nos cinco dias seguintes, assim como as actividades em que iríamos participar.



Com estas reuniões começou efectivamente o trabalho relacionado com o projecto.

Diário Comenius (dia 1 e 2) - “We Will Survive!”







Domingo, 13 e Segunda-feira 14 de Fevereiro

Placar informativo da estação perfeitamente legível e compreensível nessa língua adorável que é o húngaro
Este pequeno artigo pretende ilustrar a arte de sobrevivência de um grupo de portugueses perante situações inesperadas em território estrangeiro.
Situação 1. Os portugueses passeiam descontraidamente à noite nas avenidas de Budapeste. Fingem que não está frio e tentam enganar-se uns aos outros dizendo que não está mau, que podiam ser bem pior. Ninguém quer ser o primeiro a admitir, que se calhar até está um bocadinho de frio.
Situação 2. Os portugueses admiram a beleza de alguns edifícios de Budapeste. A dada altura, alguém dá por isso, que estando nós a fazer o caminho de regresso ao hotel, devíamos reconhecer os prédios. Mas não, continuam a aparecer coisas novas umas atrás das outras. Ocorre a alguém que se calhar enganámo-nos no caminho e estamos a andar em sentido contrário. Tentamos falar com dois autóctones que falam connosco em húngaro com a maior das naturalidades. Apontam para aqui e para ali, de um modo que nos parece sem qualquer nexo. Desconfiados como sempre, os portugueses chegam à conclusão que a rapaziada está mas é a gozar connosco. Passamos ao plano B. Voltar para trás e tentar recuperar o sentido de orientação. Ao fim de alguns minutos voltamos ao caminho certo. Estamos safos.
.Pequeno-almoço na estação internacional de Keleti
Situação 3. Os portugueses têm que sair do hotel antes das seis da manhã. O simpático rapaz da recepção do hotel diz-nos com ar pesaroso que o pequeno-almoço é servido a partir das sete. Mas, nós queremos comer! Passo seguinte, convencer o rapaz que quatro da madrugada, é uma boa hora para ele preparar umas sandes para nós, metê-las dentro de uns saquinhos com uns pacotes de sumo e oferecer-nos. Ele replica dizendo que se calhar não vai ter tempo para fazer isso, depende do serviço que tiver (qual serviço? A fazer o turno da noite!). Pensamos que se ele largar a televisão que passa um jogo de hóquei em gelo entre duas equipas húngaras que só ele conhece, tem mais que tempo para fazer o pequeno-almoço para nós. A coisa resulta bem e às seis da manhã estamos sentados na estação a tomar o nosso pequeno-almoço. O único ponto negativo da refeição a registar prende-se apenas com o facto de a Margarida não gostar de salame. Em virtude disto, o professor de História é obrigado a comer uma sandes com quatro camadas de salame.
Situação 4. São inúmeras as situações em que as pessoas falam connosco em húngaro ou eslovaco com a convicção que percebemos tudinho. Claro que percebemos. Sorrimos sempre e acenamos às vezes. E tudo corre bem.