Domingo, 13 de Fevereiro
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| Carruagem de metro em Budapeste |
Muitas vezes, a parte mais fácil
de uma viagem é chegar ao aeroporto de destino. Sair de um aeroporto e chegar
ao centro da cidade para onde queremos, isso sim, pode tornar-se num problema,
sobretudo quando olhamos para todo o lado e só vemos palavras escritas em
húngaro. O húngaro é uma língua, que para nós, é totalmente incompreensível,
tanto oralmente como escrito. Sendo assim, facilmente descobrimos que uma das
partes mais importantes de uma viagem é o planeamento.
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| Pormenor de pegas para nos segurarmos dentro do metro |
Voltando ao aeroporto,
rapidamente levantámos as nossas malas e saímos em busca do autocarro que nos
levaria à estação de metro. A partir daí, o caminho para o hotel onde iríamos
ficar hospedados, seria mais fácil. Ainda assim, foi preciso mudar de linha.
Talvez a ler, tudo isto pareça fácil, mas se juntarmos à fórmula, malas com
vinte quilos e mochilas atulhadas de coisas, tudo fica mais complicado. Um
grupo de pessoas com malas, desloca-se bem mais devagar do que uma pessoa
sozinha. Outra lição aprendida.
À primeira vista, o metro de
Budapeste, tem um ar extremamente decadente, mas aos poucos começa a revelar
pequenos encantos aqui e ali. Tudo tem um ar antigo e a precisar de renovação
urgente, aliás, em muitos dos sítios que passámos, já se vêem muitos estaleiros
com obras de melhoramento a decorrer. Aprendemos que Budapeste, tem a segunda
rede de metro mais antiga da Europa, logo a seguir à de Londres. Foi inaugurada
em 1896.
Há partes dos corredores de acesso
em que é possível ver as estruturas em ferro fundido do metro e que revelam bem
todo o trabalho de engenharia que deve ter sido necessário para a construção.
Grande aventura, enfrentar as escadas rolantes, que para além de terem uma
inclinação descomunal, têm uma velocidade muito rápida. Depois de um par de
minutos a estudar a situação, a estratégia encontrada passou por entrar um nós
primeiro e o professor lançar a mala logo a seguir. Chegados à plataforma do
metro, foi a loucura quando a carruagem chegou. De cor azul forte, intercalada
aqui e ali com uns pontos de ferrugem, é impossível não simpatizar com elas. Os
interiores também são bem engraçados. Aqui temos que destacar as pegas para as
mãos e a iluminação interior.
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| Estrutura centenária em ferro fundido que suporta os túneis do metro |
Fazemos a viagem a contar muito
bem as dez estações do percurso, porque não dá confiar nos nossos conhecimentos
de húngaro. Estar na posição de estrangeiro é uma experiência engraçada, vê-se
tudo de um ponto de vista totalmente diferente. Ao ouvir-nos falar português
entre nós, alguns passageiros tentavam perceber de onde éramos. Sentimo-nos
objecto de curiosidade. Outro pormenor giro. À nossa frente, um casal
comunicava naquilo que pensámos ser língua gestual húngara. Mudança de linha e
fazemos mais duas estações até à terceira, chegamos ao nosso destino. O
primeiro edifício histórico que nos surge à vista quando voltamos à luz do dia,
é a estação de Keleti. É a estação internacional de comboios, e é daqui que
partiremos amanhã de manhã, às seis e meia, para Kosice, Eslováquia.