sábado, 23 de junho de 2012

Os alunos de Desporto Adaptado da EB de Santa Catarina comemoram o 1º ano de atividade


Os alunos que frequentaram este ano letivo a disciplina específica de Desporto Adaptado fizeram a despedida das aulas desta disciplina com uma atividade muito divertida.
Cada aluno colaborou na pintura da sua t-shirt com a técnica que todos conhecem bem. Dobra-se a t-shirt ao meio, coloca-se a tinta (própria para tecido), pressiona-se com as mãos e depois abre-se de novo a t-shirt. O resultado é sempre surpreendente! Depois é só deixar secar e passar a ferro para fixar a tinta.
O que foi mais significativo neste tipo de atividade foi o considerável grau de participação dos alunos, mesmo aqueles com menor capacidade ao nível da motricidade fina. Outro objetivo desta atividade foi reforçar e comemorar o espírito de grupo que os alunos desenvolveram ao longo deste ano nas atividades da Unidade de Apoio, em particular nas aulas de Desporto Adaptado.
Estas t-shirts, sendo todas semelhantes, também servirão de “equipamento” para identificar os alunos nos próximos encontros de Boccia ou outras saídas de grupo.
Para relembrar, os alunos que frequentaram este ano a disciplina específica de Desporto Adaptado foram: a Carolina Tavares (aluna do pré escolar da EB de Santa Catarina), a Catarina Marques (do 5ºA e apoiada pela UAEEAM), o Marco Falacha (do 4ºD e apoiado pela UAEEAM), o Tiago Penichet (do 8º C), a Alexandra Antunes (do 9ºA) e o João Rocha (do 9ºB e apoiado pela UAEEAM).
Os colegas não se esqueceram da colega Francisca Lourenço que esteve ausente este ano letivo por motivo de doença. Pintaram uma t-shirt que lhe ofereceram no último dia de aulas, quando a Francisca veio visitá-los e desejar boas férias.
O ponto alto desta divertida atividade foi a oferta ao professor Gustavo da sua t-shirt para nos acompanhar nos próximos encontros de Boccia e “não se perder do grupo”…

Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência (UAEEAM)
Teresa Miguel


SANTANINHA e FEIRA DE AVÓS E NETOS


A biblioteca escolar de Santa Catarina realizou, mais uma vez, a SANTANINHA, no passado dia 10 de Junho, no jardim da vila de Santa Catarina.  Excecionalmente, este mercado, foi Integrado na FEIRA DE AVÓS E NETOS, um projeto desenvolvido pelas estagiárias do curso de Animação Cultural de Educação Comunitária da Escola Superior de Santarém.
A SANTANINHA é um mercado onde tudo se pode trocar e/ou vender: roupas, fruta fresca e bolos, frutos secos, pulseiras e outros objetos de adorno, produtos da horta, livros, antiguidades, coisas úteis e coisas inúteis. Para além de espaço de convívio entre a comunidade escolar, este mercado pretende sensibilizar os seus participantes para a importância da reutilização, prolongando os ciclos de vida dos objetos e minimizando os desperdícios e o consumo.
Queremos agradecer especialmente à Lara Lourenço, do 2º B, à Francisca Quitério, do 3º C e à Catarina Simões, do 5º A, que se vestiram a rigor, e às suas famílias, pela colaboração prestada não só na cedência e confeção de produtos, mas também na sua venda, no dia da feira. O agradecimento estende-se igualmente aos professores, alunos e funcionários da Escola Básica de Santa Catarina, que aderiram a esta iniciativa, trazendo produtos e colaborando nas vendas, contribuindo desta forma para o seu sucesso. O dinheiro apurado nas vendas reverteu mais uma vez para a biblioteca escolar.

Um obrigado também para todos os que nos visitaram!



segunda-feira, 18 de junho de 2012

BiblioModa - Os Livros na Passerelle


Enquadrado nas comemorações do Dia Mundial da Criança, realizou-se no passado dia 5 e 6 de junho, o concurso BiblioModa – Os Livros na Passerelle, uma iniciativa da biblioteca escolar de Santa Catarina em articulação com os docentes do 1º ciclo e a colaboração dos encarregados de educação. A atividade que teve como objetivos incentivar o gosto pela leitura, estimular a criatividade, desenvolver o espírito crítico e a capacidade de síntese, consistiu num desfile em passerelle, com livros, à semelhança de um desfile de moda. Os alunos tiveram de fazer uma inscrição prévia, escolher um livro do seu agrado e preparar muito bem a sua apresentação, já que, os critérios de avaliação passavam pela capacidade de argumentação e de síntese, criatividade e originalidade. A adesão foi grande, não faltando criatividade aos participantes que encarnaram as personagens das histórias, vestindo-se a rigor e apesar do nervoso miudinho, o momento foi vivido com grande entusiasmo e alegria. Todos os alunos que participaram receberam como prémio um livro e um certificado de participação, mas a Joana Alves do 1º A, a Maria Mendes do 2º B, a Francisca Quitério do 3º C e a Catarina Silva do 4º D, foram as grandes vencedoras de cada ano de escolaridade e receberam ainda um Vale – Penteado/Corte de cabelo, patrocinado por “MARA CABELEIREIROS” de Santa Catarina. 


domingo, 17 de junho de 2012

MELHORES LEITORES premiados com uma visita a Alcobaça

À semelhança de anos anteriores e sempre com o objetivo de premiar os melhores leitores de todo o agrupamento (do 1º ao 9º ano de escolaridade) e destacar os alunos pelo seu empenho nas atividades da biblioteca e pelo prazer de ler, as bibliotecas escolares promoveram, pelo quinto ano consecutivo, a visita dos MELHORES LEITORES. Desta feita, a visita realizou-se no passado dia 23 de maio e os locais escolhidos foram a biblioteca Municipal de Alcobaça, a Academia de Música de Alcobaça e o Parque dos Monges. O dia foi vivido num ambiente de grande convívio e alegria, por todos os que se diferenciaram pelo gosto pela leitura. Queremos, mais uma vez, deixar aqui o nosso agradecimento à Junta de Freguesia de Santa Catarina, pela disponibilização da verba para o autocarro. Só desta forma tem sido possível concretizar esta iniciativa sem qualquer custo para os alunos. O nosso agradecimento estende-se à Biblioteca Municipal de Alcobaça, Academia de Música e seus professores, que proporcionaram aos nossos alunos uma atividade de sensibilização à música e o contacto com diferentes instrumentos, e ainda, à direção do Parque dos Monges que ofereceu as entradas aos alunos e seus acompanhantes. A todos, um bem-haja!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Projeto MARIA ALBERTINA



PROJETO MARIA ALBERTINA I (Como Tudo Aconteceu)

Contexto:
A Maria Albertina foi um espantalho criado pelo “avô da avó Mi”. Esteve durante o ano letivo passado a tomar conta da nossa horta e espantou todos os pássaros que se aproximavam para roubar as sementes dos nossos girassóis.
No início do novo ano letivo, com a chegada do Outono, a nossa horta foi preparada pelo avô Armando para acolher novas sementeiras (o avô Armando é o avô do Francisco) e a Maria Albertina foi novamente requisitada para as suas funções.
O problema é que a nossa amiga estava “velha” e “estragada”, “sem olhos”, “sem roupa” e “sem sapatos” o que causou um grande desalento.
Em conversa o grupo decidiu que abandonar a Maria Albertina, deitando-a fora, não era a melhor solução; ninguém o queria fazer. Era sim necessário, e esta era a opinião geral “fazê-la nova”.
Estava assim dado o mote para um trabalho de projeto que nos iria permitir realizar múltiplas atividades e aprendizagens - corpo humano e vestuário numa primeira fase – constituindo-se ao mesmo tempo como uma excelente oportunidade de colaboração com a família.
A Maria Albertina deixava de ser um simples espantalho da horta para se transformar num elo de ligação entre todos, um objeto de aprendizagem e alegria para todo o grupo.

Objetivos:
- Realizar aprendizagens na área da formação pessoal e social;
- Promover o conhecimento do mundo e a área da expressão e comunicação;
- Envolver a família no quotidiano da escola;
- Promover a reutilização dos materiais;
- Promover a partilha, a proximidade e o afeto;
- Promover as aprendizagens cooperativas e o trabalho de grupo;
- Promover a transversalidade das aprendizagens.

Ações:
Recuperação da Maria Albertina pelas crianças e família. O espantalho circulou pelas casas das crianças e todos os pais contribuíram para a sua recuperação. Uns fizeram-lhe o corpo “ ela está torta”, outros colocaram-lhe os olhos “ ela está cega”, outros o cabelo “ela está careca”, os outros vestiram-lhe as calças “ela está suja”, alguém lhe calçou os sapatos “ ela está descalça” e outros ainda puderam vestir-lhe uma camisola “ela está rota”. Pretendeu-se que todos os materiais utilizados fossem “usados”, promovendo a sua reutilização.

Dinâmica:
A Maria Albertina esteve em casa de cada criança durante 3 dias. A ordem a seguida foi a usada no Jardim de Infância, a que as crianças melhor conhecem: da criança mais velha para a mais nova. Para que não existissem dúvidas foi enviada uma calendarização a todos os pais. As dúvidas posteriores puderam ser esclarecidas por email. Os pais poderiam também fazer o registo fotográfico da sua intervenção na Maria Albertina.

Avaliação do projeto: A avaliação do projeto teve sempre dois interlocutores fundamentais: pais/encarregados de educação e as crianças. Foi com base nas suas propostas e sugestões que o projeto foi evoluindo, adquirindo novas perspetivas e uma dimensão que inicialmente não estava prevista. Periodicidade: reuniões trimestrais com os pais/ encarregados de educação e semanal com o grupo através de registos (desenho, fotografia) e diálogos. 

 PROJETO MARIA ALBERTINA II (Da Imprevisibilidade de um Projeto)

 Quando iniciámos este projeto estávamos longe de imaginar até onde nos levaria, os múltiplos caminhos a que nos conduziu. Isto porque depois da reconstrução da Maria Albertina e da sua vinda para a sala surgiu a ideia de lhe arranjar um amigo; consultaram-se os pais que consideraram a ideia bastante interessante, propondo a construção de um novo boneco. Este boneco deveria ser na sua opinião de cor. Ficou então decidido que seria um africano (Manuel Luís) e a execução da sua responsabilidade, feita nos mesmos moldas que a recuperação da Maria Albertina.
Simultaneamente um dos pais criou uma página no Facebook para acompanhar o projeto, encarregando-se da publicação das fotos que registariam o avanço dos trabalhos.
O seu entusiasmo e o das crianças foi crescendo e deste labor criativo surgiu logo a seguir um asiático (Ping Pong), depois um esquimó (Monoki) e um mexicano (Pablo Miguelito). A última a “nascer” foi a Maria Rita, uma bebé africana.

O que começou por ser apenas um trabalho de recuperação de um espantalho – o guarda dos nossos girassóis - acabou por transformar-se num projeto de grande dimensão, permitindo a exploração de inúmeras vertentes e a realização de aprendizagens ao nível das diversas áreas de conteúdo, contempladas nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar.
De uma primeira fase onde foi trabalhado o corpo humano e vestuário depressa se evoluiu para um conceito de educação para a multiculturalidade, propiciando conhecimentos sobre os diversos povos e fomentando a tolerância para com as suas diferenças.
   
Objetivos:
- Promover a transversalidade nas aprendizagens;
- Promover a diversidade de culturas e estilos de vida e desfazer estereótipos;
- Conhecer as diferentes culturas;
- Promover a diversidade cultural, linguística e racial;
- Promover o envolvimento dos pais enquanto parceiros educativos;
- Estabelecer relações de confiança e afetividade com a família;
- Desenvolver trabalho no âmbito do Projeto Educativo do Agrupamento;
- Promover a utilização de ferramentas da web 2.0;
- Realizar pesquisas de informação em diversos suportes.

Ações/atividades
- Construção dos bonecos na casa das crianças;
- Pesquisas no fundo documental da sala, da Biblioteca Escolar e na web;
- Utilização de mapas e globos terrestres;
- Conceção de pequenos adereços identificativos dos diversos povos;
- Conceção de máscaras;
- Elaboração de músicas alusivas à temática;
- Atividades de expressão plástica (pintura, recorte, colagem e desenho em diversos suportes);
- Exploração da língua e da escrita de alguns dos povos envolvidos no projeto;
- Elaboração de vestuário/acessórios.


Bibliografia:
ANDRADE, Júlio Vaz de - Os valores na formação pessoal e social. Lisboa: Texto Editora, 1992
FIGUEIREDO, Ilda - Educar para a cidadania. Porto: Asa, 1999
FONTAINE, Anne Marie - Parceria Família-Escola e Desenvolvimento da Criança. Porto: Asa, 2000
ME/DEB - Orientações Curriculares para a educação pré- escolar, Lisboa: M.E./DEB- NEPE. (1997)

 
MARIA ALBERTINA

A Maria Albertina começou por ser um espantalho da horta. Mas os rigores do seu ofício deixaram-na maltratada e a precisar de reconstrução. Foi assim - para adquirir nova roupagem e rosto - que se iniciou a sua viagem pela casa de todas as crianças. Depois de reconstruída chegou à sala com um novo visual; estava muito mais bonita e o grupo achou que ela não voltaria para a horta. Iria permanecer na sala, companheira de brincadeiras e aventuras.  




MANUEL LUÍS

A Maria Albertina precisava de um amigo. A mãe de uma das crianças sugeriu que este fosse de cor; seria interessante aliar à componente lúdica uma vertente pedagógica assente na multiculturalidade, enriquecendo e alargando o âmbito do projeto. Foi assim que apareceu o Manuel Luís, um africano “nascido” nos Lobeiros, mais propriamente na casa da Núria.



  PING PONG

É asiática. Tem cabelo comprido, preto, e usa um kimono “que veio mesmo da China”. Cresceu muito e tem sempre consigo uma lanterna e um livro com imagens da muralha da China e do exército de terracota. Ensinou-nos que há uma língua chamada mandarim e que se podem usar pauzinhos como talheres. 




MONOKI

“Nasceu” na Moita, na casa da Maria Inês, mas é uma descendente do povo Inuit (membros da nação indígena esquimó). Veste roupas quentinhas e calça botas de pele. Dá grandes passeios no seu trenó, puxado pelo seu cão de raça husky. Com ela aprendemos que mesmo em sítios gelados há uma grande diversidade animal e que para pescar é preciso partir o gelo. Também nos ensinou que no Ártico as casas se chamam iglôs e que são todas feitas de blocos de gelo. Os brinquedos dos meninos do povo Inuit são feitos de osso e pele de foca.



PABLO MIGUELITO

É o nosso mexicano de bigode farfalhudo. Usa poncho e um chapéu que tem umas grandes abas: o sombrero. O Pablo Miguelito gosta muito de dormir a siesta e um dos seus pratos favorito é chili com carne. Toca viola num grupo de mariachis.   

 
MARIA RITA

Faltava um bebé e a Maria Rita veio concretizar o desejo das crianças. É filha da Maria Albertina e do Manuel Luís mas foi construída pela Luísa e pela Telma que assim encontraram uma forma de também elas se envolverem na construção de mais um dos amigos da sala. É mais pequena, tem a cor do pai, usa um vestido de cores garridas e muitos colares e pulseiras. Depois da mãe - a Maria Albertina - é a preferida das crianças. 



 
ANIVERSÁRIO DA MARIA ALBERTINA + FESTA DA EUROPA

Desde a altura em que o avô Armando nos ajudou a tratar da horta - depois de umas férias grandes cheias de sol e praia - já passou quase um ano letivo e o espantalho deu lugar a uma menina que agora representa o continente europeu, em conjunto com outros cinco amigos representantes de outras partes do globo. São eles que agora se juntam na nossa festa, que se sentam à mesa como convidados, partilhando a alegria do seu aniversário. Ainda que dotados de uma “existência de trapos” todos têm um papel simbólico fundamental neste “episódio”, representando o espirito do Dia da Europa e os princípios do projeto Comenius: o desejo de fomentar a paz entre os povos, a democracia e a liberdade como ideal da construção europeia, o trabalho e a aprendizagem enquanto intercâmbio de saberes entre escolas da União Europeia.

Ao alargarmos a proveniência dos amigos da Maria Albertina a outras partes do mundo queremos reforçar que os desejos anteriores devem ser extensíveis a outras geografias, que o conhecimento das diversas culturas fomenta a tolerância entre os povos e que esta compreensão deve ser construída cedo, pela escola, em conjunto com a família. 
Família que desde sempre esteve presente nas diversas fases do projeto e que também aqui fez o acompanhamento colaborativo necessário, disponibilizando tempo e recursos, partilhando os seus princípios orientadores.
Para o grupo de crianças foi um momento de muito entusiasmo e alegria, radiantes por juntarem no aniversário da Maria Albertina, o Manuel Luís, a Ping Pong, a Monoki, o Pablo Miguelito, a Maria Rita, o pai, a mãe e os avós. E por todos juntos poderem cantar:



 Educadora Luísa Nogueira
Escola Básica de Alvorninha

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ensino da História através da BD


Realizou-se no dia 30 de abril, pelas 14.30h, na biblioteca escolar, uma atividade subordinada ao tema “Ensino da História através da banda desenhada (BD)”.
A referida atividade resultou de uma articulação entre a biblioteca escolar e o departamento de Ciências Sociais e Humanas e foi dinamizada pelo professor convidado, Dr. Luís Fernandes (docente da Universidade Católica Portuguesa de Viseu). O público-alvo da mesma foram os alunos das três turmas do 8.º ano de escolaridade, com o objetivo de ilustrar de que forma a BD pode estar ao serviço do ensino/aprendizagem da disciplina de História, tornando-a mais atrativa e aliciante.
Uma vez que aquela é uma “arte” do agrado desta faixa etária, sabemos que constitui uma forte motivação por forma a cativar os alunos e a tornar a disciplina mais apelativa.
Visto ter-se comemorado mais um aniversário do 25 de abril, este foi um dos assuntos que o convidado selecionou para trabalhar e apresentar através da BD.
A iniciativa decorreu com sucesso, pois os alunos mostraram-se interessados e atentos e, sempre que acharam pertinente, colocaram questões ao docente.