quarta-feira, 11 de maio de 2011

Diário Comenius Turquia (dia 1): Entrar em Istambul


 





Dezasseis estações de metro depois, estamos finalmente em Istambul. Cerca de trinta/quarenta minutos passaram desde que saímos do aeroporto. O percurso alterna partes subterrâneas com linhas que atravessam bairros onde percebemos que se vive intensamente. As ruas estão repletas de pessoas, carros, mercados onde estão expostas mercadorias que esperam compradores. Tudo é movimento e é difícil, senão impossível, descobrir algo vivo que não mexa. Consoante avançamos rumo ao centro da cidade, menos é o espaço que as carruagens do metropolitano vão tendo. A nossa língua, não passa despercebida quando ouvida por quem passa por nós. Percebemos isso perfeitamente. Descortinamos olhares curiosos e diálogos em forma de interrogação. Temos a sensação que ninguém percebe uma palavra do que estamos a dizer. E que também não conseguiriam afirmar com certeza, qual o país de que somos originários.


Esta é a vista à frente do nosso hotel

As bandeiras da República da Turquia são também um elemento omnipresente na paisagem. Todos os edifícios que parecem ter alguma importância, têm hasteado (numa varanda ou no topo do edifícios) bandeiras turcas, algumas delas com um tamanho impressionante. É impossível conseguir um enquadramento onde não esteja presente alguma bandeira nacional. A bandeira aqui é símbolo de orgulho nacional.


A avenida que nos levará ao centro histórico de Istambul. Ao centro a linha de eléctrico que serve esta zona

Optamos por confirmar o caminho a seguir. A primeira pessoa a quem perguntamos algo tem um ar simpático e uma metralhadora nos braços. É um agente de segurança que faz vigilância à área. Não fala inglês, mas confirma apontando no nosso mapa que estamos na direcção correcta. Facilmente percebemos que ainda é longo o percurso para o nosso hotel. Para além de longo, é sempre a subir. Como bónus, os passeios são revestidos numa espécie de paralelos que dificultam em muito o ritmo com que avançamos. Apesar de abreviarmos caminho entre algumas ruas secundárias chegamos ao hotel cansados. Estamos numa zona denominada Findikzade, mesmo à entrada daquela que é considerada a parte antiga de Istambul.
Depois de tratadas as formalidades e de conhecermos os quartos, as duas opções em cima da mesa são: optar pelo descanso ou avançar para Sultanahmet, talvez a zona mais interessante de Istambul. Instala-se a unanimidade. Todos querem partir à descoberta. Assim seja, Sultanahmet será o nosso destino.

Luís Sousa

Golden Hill é o nome do hotel que nos recebeu em Istambul
À saída do hotel, a caminho de Sultanahmet.

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