segunda-feira, 9 de maio de 2011

Diário Comenius (dia 1): Wir sind am flughafen München.








Domingo, 8 de Maio

Ou como quem diz, estamos no aeroporto de Munique. A viagem de Lisboa até aqui correu muito bem. Chegámos dentro do horário previsto. A área que circunda o aeroporto é colorida em tons de verde, escuro no caso da floresta, que aqui é abundante, seja pelos mais claros, que correspondem a terrenos cultivados. Do avião sobressaíam também algumas porções de campo, tingidas de amarelo limão, que não chegámos a perceber o que seriam. São mínimas, as parcelas de terra que não estão cultivadas.

No aeroporto de Munique. Não viajamos em classe executiva, mas tínhamos perfil para isso

Ao aterrarmos no aeroporto, o facto de a pista estar maioritariamente ocupado por aeronaves da Lufthansa (a companhia aérea germânica e uma das maiores do mundo) é sinal que estamos em solo alemão. Rapidamente, recolhemos os nossos pertences e saímos do avião rumo à área de chegadas. Temos uma hora e meia até voltarmos a embarcar, desta feita rumo a Istambul. Munique é só uma escala, uma paragem a meio do nosso destino.

Quase, quase a chegar a nossa vez de mostrar os passaporte

O tempo de uma escala entre aeroportos, quando não ultrapassa a uma hora, uma hora e meia passa literalmente a voar. Não há tempo para mais do que verificar os painéis informativos, procurar e confirmar as horas e o local onde serão efectuados a verificação de documentos e o novo embarque.
No momento do controle de passaportes, notamos vários avisos escritos, que alertam para indivíduos procurados internacionalmente por terrorismo, e portanto muito perigosos. A verdade é que um olhar rápido sobre as nossas fotografias registadas no passaporte, faz parecer com que as nossas feições tenham também um ar entre o perigoso e o lunático. Isto deve-se sobretudo ao facto do como somos fotografados nos Governos Civis portugueses. Quase todas as pessoas são apanhadas desprevenidas no momento de imortalizar os rostos.

O Areias é um camelo ou a única coisa que se aproveitava na área destinada a viajantes fumadores.

Divagações à parte, passamos a verificação de documentos e estamos junto à porta de embarque que nos foi destinada. A prova de que estamos num aeroporto internacional no verdadeiro sentido da palavra, é que do nosso lado direito partirá um voo para Seul (Coreia do Sul) e do esquerdo, um outro para São Petersburgo (Rússia). O nosso irá levar-nos para Istambul, Turquia.
Luís Sousa 
Hora de embarcar. Istambul, aqui vamos nós!

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