

Domingo, 13 e Segunda-feira 14 de Fevereiro
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| Placar informativo da estação perfeitamente legível e compreensível nessa língua adorável que é o húngaro |
Este pequeno artigo pretende ilustrar a arte de
sobrevivência de um grupo de portugueses perante situações inesperadas em
território estrangeiro.
Situação 1. Os portugueses
passeiam descontraidamente à noite nas avenidas de Budapeste. Fingem que não
está frio e tentam enganar-se uns aos outros dizendo que não está mau, que
podiam ser bem pior. Ninguém quer ser o primeiro a admitir, que se calhar até
está um bocadinho de frio.
Situação 2. Os portugueses
admiram a beleza de alguns edifícios de Budapeste. A dada altura, alguém dá por
isso, que estando nós a fazer o caminho de regresso ao hotel, devíamos
reconhecer os prédios. Mas não, continuam a aparecer coisas novas umas atrás
das outras. Ocorre a alguém que se calhar enganámo-nos no caminho e estamos a
andar em sentido contrário. Tentamos falar com dois autóctones que falam
connosco em húngaro com a maior das naturalidades. Apontam para aqui e para ali,
de um modo que nos parece sem qualquer nexo. Desconfiados como sempre, os
portugueses chegam à conclusão que a rapaziada está mas é a gozar connosco.
Passamos ao plano B. Voltar para trás e tentar recuperar o sentido de
orientação. Ao fim de alguns minutos voltamos ao caminho certo. Estamos safos.
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| .Pequeno-almoço na estação internacional de Keleti |
Situação 4. São inúmeras as
situações em que as pessoas falam connosco em húngaro ou eslovaco com a
convicção que percebemos tudinho. Claro que percebemos. Sorrimos sempre e
acenamos às vezes. E tudo corre bem.


1 comentário:
É muito bom saber novas dos nossos amigos que estão "na terra longe!!!"
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