segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 4) - “Botanická Záhrada”








Quarta-feira, 16 de Fevereiro

. O edifício da Universidade P.J. Safárika alberga um jardim botânico cheio de interesse.
A nossa primeira visita desta manhã, foi o jardim botânico da universidade P.J. Safárika. Está localizado em Kosice e quando lá chegámos, continuava a nevar com alguma intensidade. Enquanto esperávamos a nossa vez de entrar, a neve proporcionou algumas oportunidades de divertimento, tiram-se fotografias em poses mais ou menos engraçadas e arriscam-se umas bolas de neve, cuja consistência é testada enviando-as contra outras pessoas. Ao mesmo tempo, trocam-se algumas impressões com elementos de outras comitivas, conhece-se mais pessoas. A nossa ligação com os colegas turcos vai-se intensificando. Gostam de conversar (tal como nós) e há muitos temas para entretermo-nos a dialogar. Há uma quantidade infindável de assuntos desconhecidos entre os nossos dois povos. A curiosidade de saber mais, é geralmente o motor destas conversas. Abordam-se temáticas tão díspares como o tempo que faz em cada uma das zonas em que habitamos até ao modo como o sistema de ensino de cada país está estruturado. Invariavelmente, as conversas acabam na cozinha, mas isso parece ser algo a que turcos e portugueses não conseguem (não querem?) fugir.
O grupo de professores e alunos turcos com o professor Luís Filipe Sousa.
Alguns minutos depois de chegarmos, entramos para dentro do jardim botânico. A primeira coisa em que reparamos é que a palavra eslovaca para jardim (“Záhrada”) é muito bonita, apesar de não termos grande certeza sobre a conseguirmos pronunciar como deve ser. Continua a ser objecto de divertimento, as nossas tentativas de aprendizagem e adaptação à língua eslovaca.
Já lá dentro, vamos recolhendo alguma informação. Ficamos então a saber que este jardim foi fundado no já longínquo ano de 1950. Tão pouco tempo passado depois do fim da guerra, deveriam ser ainda tempos difíceis os que se viviam por estes lados. Ainda assim, o jardim botânico consolidou-se ao longo da sua vida e tem actualmente uma área bastante grande. Nós só visitámos uma parte dele. Não falta o que ver neste espaço em que estivemos. Está dividido em cinco sectores (flora subtropical e tropical; arboretum, plantas ornamentais, plantas autóctones e uma área dedicada aos bonsais). Há flora originária de todas as partes do Mundo, mas, explicaram-nos que é dada uma atenção especial às plantas tropicais e subtropicais, sobretudo da América do Norte, Ásia e Europa. Uma curiosidade, o facto de verificarmos que algumas árvores, que para nós portugueses, são extremamente comuns, tinham ali naquele jardim botânico, o seu destaque. Falamos por exemplo, de árvores como os limoeiros e as tangerineiras. Sendo os portugueses, muito dados a estas coisas da saudade, foi o primeiro momento em que fizemos alguns comentários sobre o quanto nos fazia falta alguma da nossa fruta. Pelo que notámos até ao momento, os eslovacos não são um pouco que tenham (pelo menos aparentemente) grandes hábitos de consumo no concerne à fruta.
Os sinais escritos em eslovaco divertiram imenso o nosso grupo ao longo da nossa estada.
É complicado escolher fotografias que documentem esta visita, ou que façam minimamente justiça à beleza das árvores e plantas que vimos neste jardim. Ficam aqui algumas como amostra, escolhidas aleatoriamente, entre as dezenas que o nosso grupo fotografou. Depois desta incursão em tons de verde, chegou a altura de voltarmos ao branco, que começava a imperar, cada vez mais, nas ruas de Kosice. Era altura de nos dirigirmos ao centro histórico da cidade, um local em que todos nós depositávamos grande expectativas. 

Árvores e plantas presentes no jardim botânico.
colecção de cactos é muito grande e apresentam exemplares com uma panóplia de formas e cores muito bonita.
A arte do bonsai está muito bem representada neste Jardim Botânico.

Diário Comenius (dia 4) - “Finalmente a neve!”








Quarta-feira, 16 de Fevereiro

E ao quarto dia, finalmente começou a cair neve. O facto de a neve não ser muito comum para pessoas como nós, faz com que o efeito de a ver cair, crie uma espécie de entusiasmo quase infantil. Foi isto mesmo que aconteceu, quando acordámos e vimos que estava a cair um nevão (a avaliar pelo branco do chão, já há algumas horas) que parecia ter alguma intensidade. Talvez não fosse assim tão intenso, mas é novidade e faz com que todos se despachem mais depressa para rapidamente sairmos para a rua. A já tradicional reunião matinal entre professores e alunos faz-se ao ar livre, com os flocos a cair-nos levemente por cima das nossas roupas. Hoje, os avisos prenderam-se sobretudo com o cuidado a ter com as quedas. Há muitos sítios que têm gelo já com algum tempo e todos nós estamos longe de ser especialistas em andar neste tipo de superfícies. E também claro, com a importância de manter sempre o corpo quente e por isso há que aproveitar os locais onde nos podemos aquecer ou estar atento para o facto de haver necessidade de beber algo quente para repor a temperatura do corpo. Apesar de disso, a temperatura mantém-se em níveis aceitáveis, pelo menos para alguns de nós. Não está vento, só isso faz com que tudo seja mais suportável. 
 Da estrada entre Secovce e Kosice podemos ver a paisagem florestal branca da neve. Foi palco de violentos combates durante a Segunda Guerra Mundial.
Em conversa com os nossos colegas, descobrimos ser os únicos que não têm invernos rigorosos, ou pelo menos invernos em que a neve e a paisagem branca que resulta desta, seja algo comum nas nossas vidas. Por tudo isto, foi mais que justificado o nosso entusiasmo. Todos nos perguntam que temperatura tem nesta altura Portugal. Ficamos com a sensação que qualquer temperatura que seja referida por nós, soará sempre com verão a quem ouvir a resposta.
À entrada de Kosice já se começa a observar alguns prédios, não muito comuns em Secovce.
A estrada de Secovce para Kosice já não nos é totalmente desconhecida. Há um par de dias, fizemos o percurso no sentido inverso. Contudo, enquanto atravessamos os montes na estrada que serpenteia a floresta, agora coberta de branco, vemos alguns tanques de guerra estacionados perto da estrada. Datam da segunda guerra mundial, já não têm qualquer função militar, antes relembram esse acontecimento terrível que assombrou também esta região. O modo como se posicionam, dá-lhes um ar de guardiães de memorial evocativo dos combates que por ali se travaram. Comentamos entre nós, como parece mais fácil imaginar este terreno palco de confrontos violentos quando olhamos para a paisagem cheia de neve. Talvez a cor branca acrescente um tom mais dramático ao que vamos vendo da estrada em que circulamos.
A professora Olga Matias e o professor Luís Filipe Sousa junto ao Memorial dedicado à Segunda Guerra Mundial.
Fazemos perguntas aos nossos colegas eslovacos sobre tudo isto que vamos vendo, há muita informação que nos é desconhecida, sobretudo porque a nossa História não está muito virada para leste. Há quase setenta anos, a cidade de Kosice pertencia então à Hungria e foram vários os combates travados entre o exército alemão e soviético, resultando daí milhares de mortos. Felizmente, os tempos que se vivem são de paz e a cidade parece ter encontrado o caminho do desenvolvimento. Isso é notório, na quantidade de obras que se vislumbram do autocarro que nos transportam para o primeiro destino da manhã, o jardim botânico de Kosice. Lá fora, continua a nevar.

Todo o grupo Comenius a sair dos dois autocarros que fizeram o transporte até ao jardim botânico de Kosice.
A Paula, a Ana, a Margarida e a Sara aproveitam a neve para mais umas fotografias num momento de espera, antes de entrarmos no Jardim Botânico de Kosice.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Quando a Eslováquia dança a Bélgica, o projecto Comenius bate palmas!”







Terça-feira, 15 de Fevereiro 

As diferenças musicais entre os vários países são algo que é fascinante. Conseguimos retratar um determinado povo pelo modo como vive a música e as suas tradições musicais. Ao fim de um par de dias, já nos apercebemos que o povo eslovaco gosta muito de música e aproveita as mais variadas ocasiões para conviver em ambiente festivo. A escola eslovaca reflecte estas características do seu povo e sempre que existem celebrações de datas, mais ou menos festivas, a música é utilizada como veículo de divertimento e união entre os alunos. É por tudo isto que os acontecimentos musicais têm uma popularidade enorme por estes lados.
Como já foi referido, depois da apresentação dos números musicais ensaiados na escola, a festa de S. Valentim continuou com música passada por um DJ. A sala continuou cheia de gente a dançar. A dada altura, uma canção sobressaiu em virtude da recepção que tive por parte de quem dançava. Para nós portugueses, a canção era perfeitamente desconhecida, mas devido ao entusiasmo que gerou nos nossos anfitriões eslovacos, motivou a curiosidade para saber mais qualquer coisa sobre ela.
Primeira curiosidade, a canção não é eslovaca, mas sim belga, talvez cantada em flamengo. Tem por título “Belgicky Tanec”, algo como “Dança Belga”. Qual a relação entre a Eslováquia e a Bélgica foi algo que não conseguimos averiguar, mas que a canção é simplesmente adorada por estes lados, disso não temos a menor dúvida. Os movimentos de dança remetem para um certo tipo de dança medieval. Ver pessoas vestidas com roupas actuais, a fazer este tipo de movimentos é por si só, um pouco estranho. A instrumentação tem o seu quê de celta, mas ao mesmo tempo não é celta. Se a letra for mesmo flamengo, acrescentamos o facto de ser intensamente dançada por eslovacos (e por arrasto por todas as outras nacionalidades presentes) e temos uma mistura estranha, mas que no fim resulta muito bem.
Aqui fica então o vídeo para que possam ouvir e formular as vossas opiniões.

Diário Comenius (dia 3) – “E a Colher de Pau de Bronze vai para....”


 





Terça-feira, 15 de Fevereiro 

E a colher de pau de bronze vai para Portugal! Foi o que se ouviu na sala (em inglês e em eslovaco), aquando do intervalo do espectáculo a que estávamos a assistir. Bem, talvez não tenha sido utilizada a expressão colher de pau. Mas como foi imediatamente baptizada por nós com esse nome, assim ficou.
Voltando um pouco atrás, fomos todos mais ou menos apanhados de surpresa pelo anúncio das classificações do concurso de receitas. Quando ouvimos o nome de Portugal como tendo ficado em terceiro lugar, saltámos, primeiro de espanto, depois de alegria. Este foi um momento o mais parecido possível com o esplendor do mítico festival da Eurovisão (dos velhos tempos). Aliás, o nosso entusiasmo foi tão grande, que num momento de desorientação, todos se esqueceram de documentar fotograficamente a entrega do segundo lugar, que pertenceu aos nossos colegas ingleses e do primeiro, que com inteira justiça, seguiu direitinho para os colegas turcos. Assim sendo, restam as fotografias da entrega do terceiro prémio à professora Olga Matias e um pormenor do troféu já nas nossas mãos, ou neste caso em cima da mesa.  

O director Milan Leskanic entrega o prémio à professora Olga Matias.
O prémio a repousar na mesa enquanto aguarda a exportação para Portugal.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Melhores momentos fotográficos da festa de S. Valentim”







 Terça-feira, 15 de Fevereiro 

Como já tinhamos referido, o espéctaculo que os alunos da escola de Secovce organizaram para a escola de S. Valentim foi visualmente muito apelativo. Foram várias as apresentações e bastante variadas. O melhor modo de transmitir um pouco do que assistimos será através da utilização das fotografias que tirámos, e que esperamos, possa ilustrar o espectáculo.


A primeira das actuações pertenceu a um grupo de alunas que encarnaram o papel de majorettes. As majorettes são grupos de coreografias, muitas vezes ligadas a eventos desportivos. Nos últimos tempos, têm vindo a ganhar alguma autonomia, em virtude da aposta em coreografias cada vez mais complexas onde a habilidade no uso do bastão e a sincronização entre os vários elementos que constituem o grupo são essenciais. Estes grupos são algo desconhecidos em Portugal, mas pelo que nos apercebemos, são bastante populares na Eslováquia.


Esta aluna da escola eslovaca brilhou na apresentação da gala. Sobressaiu, revelando um domínio da língua inglesa, pouco comum para a idade que tinha. Alternando a apresentação em inglês e a língua eslovaca deu à sua apresentação um dinamismo muito próprio. 


Este grupo de danças de salão mostrou aos presentes o seu virtuosismo em vários tipos de dança. Bastante versáteis, já os tinhamos tido oportunidade de contactar com eles quando os encontrámos a ensaiar no pavilhão desportivo, numa sala própria que os alunos usam para este tipo de treino.


 Sem dúvida, um dos momentos altos do espectáculo, um momento de dança que misturava as tradições ciganas e os sons mais característicos dos balcãs. Em termos sonoros muito apelativo foi abrilhantado pela mestria dos três dançarinos (duas raparigas e um rapaz).




Mais dois grupos de dança de hip-hop. Bastante elásticas, estas meninas fizeram uma boa actuação, revelando uma facilidade enorme nos movimentos de ginástica. Apesar de a base ser a mesma, uma das actuações baseava-se mais em movimentos de dança, enquanto outra optou por movimento mais tradicionalmente ligados à ginástica artística. Os seu números resultaram muito bem e merecidamente foram bastante aplaudidas.


A quantidade de palmas que se fizeram ouvir aquando da entrada deste rapaz na sala, deixavam antever alguém com uma popularidade acima da média na escola. Correspondendo à expectativa da sala, atacou o piso com os seus passos de dança misturando alguns passos típicos do Michael Jackson e algumas técnicas de break dance, espécie de pré-história do que os jovens conhecem hoje como movimentos de hip-hop e que remonta aos bairros negros de Nova Iorque em princípios dos anos oitenta do século passado. A música era uma versão meio estranha da banda sonora do Dirty Dancing, clássico teenager dos anos oitenta. Terminou o seu número com o público rendido, a aplaudir durante bastante tempo.


Chegamos ao fim com uma das bandas da escola a interpretar uma canção (“We Are The World”) conhecida dos anos oitenta, na altura composta com fins humanitários, mas que nesta ocasião em particular simbolizou a cooperação e a união das escolas dos vários países participantes no projecto. Muito engraçado, o facto de a canção ser cantada em duas línguas, primeiro em inglês e de seguida, em eslovaco. Já a tinhamos ouvido aquando da apresentação da escola, mas voltámos a gostar de ouvir, sobretudo, a parte em eslovaco, que nos soou bastante a novidade, por nunca termos ouvido esta canção no idioma eslovaco. Depois do fim desta canção foi altura de os DJ’s de serviço voltarem à acção, ambientando em termos sonoros a continuação da festa.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Diário Comenius (dia 3) – “Festa de S. Valentim”








Terça-feira, 15 de Fevereiro 

O director Milan Leskanic convidou-nos simpaticamente a sentarmo-nos junto a ele.
As nossas alunas partilharam a sua mesa com colegas eslovacas e alemãs.

A já longa terça-feira ia caminhando para o seu término, mas ainda faltava a festa de S. Valentim. O povo eslovaco é um povo bastante dado e abraça este tipo de festividades com grande alegria. Os alunos desta escola que nos tem recebido não fogem à regra e esta noite também não fugiria à regra. Amavelmente fomos convidados para marcar presença e assim o fizemos.


Miroslav Koren, um dos nossos incansáveis colegas eslovacos, e um dos grandes 
responsáveis para que tudo corresse bem na nossa estada em Secovce


A “deputy” Mária Straková sempre em movimento cuidando para que todos os horários 
marcados saissem certinhos 
e para que nada faltasse aos presentes



A dinâmica equipa de DJ’s da escola que não deu tréguas aos presentes durante o seu set, percorrendo musicalmente vários continentes



Prato com várias especialidades
O espectáculo começou com a apresentação de vários números musicais e de dança protagonizados pelos alunos da escola. Apercebemos que é grande a entrega destes alunos a todo o tipo de actividades envolvendo o canto e a dança. Existem na escola vários grupos de dança que juntam um certo número de alunos que se unem conforme os seus interesses. Devido a esta dinâmica, a escola tem sempre pelo menos meia dúzia de apresentações para mostrar, seja aos alunos da escola, à comunidade ou a convidados, como foi o nosso caso. A riqueza visual das apresentações a que assistimos exige que tenham destaque fotográfico à altura. Após o desfile das várias apresentações, deu-se início ao um jantar volante onde pudemos experimentar inúmeras especialidades eslovacas, com a curiosidade de nesta refeição em particular não existir nenhum tipo de prato com base de carne, o que permitiu saborear com mais atenção a riqueza da cozinha eslovaca no respeitante ao modo como confeccionam os vegetais e todo o tipo de verduras. Como bons portugueses que somos, tentámos experimentar um pouco de tudo.

Diário Comenius (dia 3) – “Não há amor tão sincero como o amor à comida!”







 Terça-feira, 15 de Fevereiro 

Chegou a altura de apresentar pormenorizadamente as receitas que cada escola levou a concurso. As propostas eram variadas e abarcavam todas as etapas de uma refeição. Tinhamos duas sopas, três pratos principais e três sobremesas. A nossa proposta original baseava-se num gelado de lúcia-lima acompanhado por bolacha de alfazema. Infelizmente, devido à impossibildade de encontrar a lúcia-lima, a receita acabou por se concentrar somente nas bolachas de alfazema. Bolachas, que diga-se de passagem, os nossos colegas eslovacos e os alunos da turma de restauração trabalharam muito bem. Quando as vimos pela primeira vez, achámos engraçado, terem um aspecto ligeiramente diferente das nossas, mas estavam igualmente atractivas.
Antes do momento da prova, todos puderam ver a exposição das receitas numa mesa, onde para além dos pratos, tinham algumas referências aos respectivos países. Serviu para uma primeira abordagem às receitas, admirar o aspecto visual das mesmas e tentar advinhar aromas e sabores em cada uma.
Aqui ficam a listas das receitas a concurso e respectivas notas de prova de dois amadores (aluna e professor) sem quaisquer pretensões a críticos gastronómicos.

Alemanha (Garbsen) – Sopa de Abóbora

Sopa muito saborosa, com uma textura agradável e uma mistura de sabores bem conseguida entre o sabor da abóbora e o sabor (levemente amargo) das natas.

Sopa de Abóbora da escola (Garbsen, Alemanha)
Alemanha (Bad Liebenwerda) – Sopa de Batata com Lovage (espécie da família da nossa salsa)

Sopa com algumas parecenças às sopas portuguesa. Baseia-se numa mistura de vegetais onde reina a batata (que lhe fornece a consistência) e no aroma conseguido com a presença do “lovage”. Esta erva não tem uma tradução exacta para a nossa lingua, mas basicamente, é uma espécie de parente da nossa salsa, comummente utilizada na nossa culinária.

Sopa de Batata com “Lovage” (Bad Liebenwerda). Alemanha)
Inglaterra - Caril de frango com arroz e “naan bread” 

 Esta receita era aguardada com bastante expectativa, sobretudo por ser um grande apreciador de cozinha indiana e do modo como a mesma é condimentada. Foi uma das receitas a sofrer um primeiro embate no que toca a diferenças de paladar entre os vários países. Os portugueses têm uma excessiva tendência para exagerar no uso do sal (com as consequências de saúde que são sobejamente conhecidas). Por outro lado, o sal dá, como poucos ingredientes o fazem, uma alma à comida como poucos. Pessoalmente preferiria um caril mais ousado no uso da mistura de especiarias e um “naan bread” mais estaladiço.
O “naan bread” é uma das receitas de pão mais populares de países como a Índia, Paquistão ou até o Irão, entre outros. Basicamente, é uma mistura de água, levedura e algum tipo de gordura, geralmente manteiga. Como opção, podem ser utilizados iogurte ou leite.
Suponho que esta receita elaborada por alguém de origem indiana aumente em muito o resultado final. A escolha de uma receita de caril pela Inglaterra, representa o forte multiculturalismo que se presencia neste país. Não se pode esquecer que Londres (que se localiza perto da escola dos nossos parceiros ingleses) é uma cidade onde se falam cerca de trezentas línguas.

Caril de frango com arroz e “naan bread” (Inglaterra)
 Eslováquia - Rolo de frango e ervas com “dressing” de ervas

Uma surpresa esta receita onde apenas um pouco mais de sal se fez sentir no rolo de frango. No resto, a carne de frango bem temperada com a ervas e o “dressing” de ervas a coroar o prato. Uma mistura perfeita entre o uso do iogurte e a mistura das ervas. A receita no seu todo conjugava muito bem e mereceu uma boa pontuação por parte dos portugueses.

Rolo de frango e ervas com “dressing” de ervas (Eslováquia)
 Turquia - Couve recheada com carne picada

Esta foi uma receita que se revelou por completo à primeira utilização da faca. O aroma à combinação entre a carne picada e as especiarias era algo fabuloso. Não é por acaso que a cozinha turca está entre as melhores do Mundo. Resulta de um cruzamento entre séculos de tradição otomana e influências de todos os outros povos com quem os turcos contactaram. O efeito desta prova é quase um teletranspote imediato para a Turquia. Para nós, a melhor receita a concurso.
Couve recheada com carne picada (Turquia)
Portugal - Bolachas de alfazema

A nossa receita resulta numa combinação entre a massa que dará origem à bolacha e o toque da alfazema que lhe confere a personalidade. Estando estaladiça casa bem a acompanhar um chá bem quente, num lanche ou então numa ceia bem tardia. Perfeita para acompanhar o chá turco, ajudando ao desenvolvimento da parceria luso-turca, cujos efeitos foram bem visíveis.

Bolachas de alfazema (Portugal)
Polónia – Bolachas de chocolate com violetas cristalizadas e chá de bétula

A descrição do nome fazia prever um casamento de sabores muito bom. E de facto, as bolachas estavam muito boas, somente a força do chocolate tomou em demasia o espaço que deveria pertencer às violetas cristalizadas e ao chá de bétula. No entanto, bolachas muito boas para acompanhar todo o tipo de bebidas quentes, com o chá à cabeça.

Bolachas de chocolate com violetas cristalizas e chá de bétula (Polónia)
Hungria – Creme de “Rose Hip” (Roseira Brava)

Sobremesa muito bem conseguida, rapidamente se percebeu que seria algo para se provar num recepiente mais pequeno do que aquele em que foi apresentado, isto porque é uma autêntica bomba calórica. De qualquer modo, o creme à base de natas com o sabor fornecido pela roseira brava, fez desta sobremesa, um bom final para a degustação das várias receitas, merecendo também a nossa aprovação.

Creme de “Rose Hip” (Hungria)